Blog do Ailton Amélio

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22/08/2016

Neste artigo vamos analisar um fenômeno intrigante: muita gente se apaixona e mantêm relacionamentos com pessoas pouco qualificadas e, até, negativas e danosas. Outras se esforçam tanto para conquistar e manter relacionamentos e fracassam! Afinal, o é necessário para atrair, conquistar, desenvolver e manter relacionamentos? Todos aqueles cuidados que os manuais de relacionamento e livros de autoajuda prescrevem não têm a eficácia que apregoam? Veremos que outros fatores atuam para causar o sucesso ou o fracasso do relacionamento.

  Qualidades desejadas nos futuros filhos não influenciam muito os amores das grávidas pelos bebês

Meus alunos de pós-graduação pediram para mulheres grávidas que fizessem uma lista das características que gostariam que seus filhos tivessem. Montamos uma lista única com todas essas características citadas individualmente pelas mulheres e pedimos para outro grupo de grávidas que ordenassem tais características, segundo suas importâncias, e depois que dessem uma nota de importância para cada uma delas.
A lita final não surpreendeu muito: as mães queriam um filho saudável, bonito, inteligente, sociável, etc.
O mais interessante veio depois: após o nascimento, todas essas mães se ligaram fortemente aos seus filhos, independentemente do quanto eles correspondiam ao que elas desejavam nos futuros bebês! Embora as mães soubesse muito bem como gostariam que seus filhos fossem, elas acabaram gostando deles, mesmo que não nasciam com as características que elas gostariam que tivessem.
Ou seja, o amor das mães são construções preexistentes nelas e não depende das características dos filhos. Basta que estes atendam exigências mínimas (bebês e filhotinhos de outras espécies já nascem com os requisitos mínimos para disparar o amor das mães e de humanos: todos os filhotes têm cabeça grande em relação ao corpo, membros curtos, emitem sons de apelo, etc.).
Parte do amor já está pré-armado nas futuras mamães: elas têm concepções, fantasias expectativas sobre “a magia da maternidade”. Em parte, esses mecanismos são predisposições genéticas e, em parte, são moldados pela cultura que endeusa o papel de mãe. Todas as histórias ouvidas e assistidas em filmes e novelas validam e formatam o papel de mãe.
Da mesma forma, muitos adultos já têm em si “um grande amor para dar”, e o desaguar desse amor não depende muito das características do parceiro. Sabe aquelas listinhas de características desejáveis em parceiros amorosos? Pois é! Elas enumeram características desejáveis do parceiro, mas não são características imprescindíveis para o nascimento do amor, tal como as características desejáveis dos futuros bebês não são imprescindíveis para despertar o amor materno quando eles nascerem!
Os mecanismos disparadores do amor filial, do amor por animaizinhos adotados, pela pátria, por vários tipos de deuses e entidades também já é, em boa parte, pré-existente naqueles que amarão assim que se depararem com as condições mínimas para que isso aconteça.

O combo amoroso

Problemas para atrair parceiros, desenvolver e manter relacionamentos amorosos? Procure a ajuda de um psicólogo.

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CONVITE

FORMAÇÃO DE TERAPEUTAS DO RELACIONAMENTO AMOROSO

Curso para psicólogos e estudantes de psicologia.

JÁ TEMOS UM BELO GRUPO!!!

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE PROBLEMAS AMOROSOS
– Ancoragem em casos reais trazidos pelos participantes
– Aula sobre teorias e pesquisas relevantes para abordar o caso que está sendo discutido no dia.
– Atendimento simulado do caso

TIPOS DE PROBLEMAS AMOROSOS
Problemas para atrair parceiros, iniciar e desenvolver relacionamentos felizes, traição, desapaixonamento, problemas para dialogar, tipos de amor incompatíveis, sexualidade insatisfatória, etc.

Todas, quintas feiras, 20h -22h
Cada encontro é independente dos outros.
Você pode entrar no grupo em qualquer época

Rua Realengo, 214, Pinheiros, São Paulo
Tel (11) 3021 5833

Curso ministrado pelo Dr. Ailton Amélio
Prof. de Relacionamento Amoroso da USP (1985 – 2013)
Psicólogo Clínico e Escritor

Para obter outras informações e se increver, mande um email para:
ailtonamelio@uol.com.br

Por Ailton Amélio às 10h22

18/08/2016

Cavalheirismo é uma forma de machismo?

Marta é uma mulher ciente dos seus direitos. Ela está cansada das discriminações que sofre pelo simples fato de ser mulher: ganha menos do que seus colegas homens, tem menos chances do que eles de ocupar cargos postos na firma onde trabalha, é tratada com menos respeito pelos seus pares do seria se fosse homem e, nos seus relacionamentos sociais, não é tratada como igual pelos homens. Recentemente, Marta tomou a resolução de não aceitar mais qualquer tipo de tratamento diferenciado pelo simples fato de ser mulher. Uma das coisas que resolveu rejeitar são aquelas gentilezas que os homens dedicam às mulheres, principalmente quando eles têm interesse amoroso por elas: abrir a porta do carro, pagar a conta do restaurante, ceder a vez na hora de servir-se no restaurante, deixar entrar primeiro no elevador…

Neste artigo vamos examinar algumas implicações da oferta de gentilezas para mulheres, por parte dos homens. Examinaremos, em primeiro lugar, argumentos contra a oferta e aceitação de gentilezas. Em seguida, examinaremos duas funções positivas de gentilezas especiais para as mulheres.
As conclusões são que se deve tomar cuidado para que as apresentações e acolhimentos de gentilezas não sejam a porta de entrada para outras crenças que possam servir para explorar e desrespeitar as mulheres. No entanto, certas gentilezas são boas em si mesmas e, além disso, servem para ampliar as diferenças entre homens e mulheres.

Mulheres foram discriminadas, desrespeitadas e exploradas

Durante a história da humanidade, as mulheres sofreram muita discriminação e abuso por parte dos homens. Elas tiveram que exercer tarefas mais chatas e cansativas, funções sociais menos prestigiadas, tiveram menor poder em decisões importantes, tiveram menos direitos e mais deveres, foram usadas como escravas sexuais…
Por isso, agora, muitas delas estão atentas para todas as formas de discriminação, dominação e abuso. Elas se tornaram sensíveis e identificam mesmo as discriminações e formas de abusos muito sutis.
Nessa linha, as gentilezas por parte dos homens são a bola da vez. Essas gentilezas podem ser formas disfarçadas de condescendência e funcionar como uma espécie de abre alas para outras espécies de discriminações.
Inconvenientes das gentilezas especiais para as mulheres
Os adeptos da igualdade entre os sexos defendem que as mulheres não devem aceitar gentilezas especiais por parte dos homens, só porque são mulheres. Essas gentilezas devem ser rejeitadas por dois motivos: (1) elas deixam implícito que as mulheres precisam de condescendências porque são mais frágeis e limitadas do que os homens e (2) elas são a porta de entrada para um conjunto de crenças e atitudes sobre a fragilidade e limitação das mulheres. As gentilezas, embora sejam agradáveis no imediato, são uma espécie de cavalo de troia que contribui para a instalação de outras crenças sobre diferenças sexuais que, posteriormente, abrirão caminho para a dominação, exploração e abuso das mulheres.
Muitas das gentilezas masculinas dedicadas às mulheres vêm sendo rejeitadas pelas militantes mais conscientes das discriminações sexuais. Por exemplo, recentemente ouvi o relato de alguém que presenciou a demonstração de raiva por parte de uma mulher porque um homem segurou a porta aberta para ela passar. Ela perguntou para ele, se ele julgava que ela era incapaz de abrir a porta. Também já ouvi o relato de uma mulher que ficou muito brava e foi estúpida com um rapaz com quem estava se encontrando quando ele tentou pagar toda a conta do bar onde estavam. Ela afirmou, em altos brados, que era uma profissional competente e bem paga e que, por isso, não precisava de nenhum homem para sustentá-la.

Funções positivas das diferenças entre homens e mulheres

Pequeno grau de dimorfismos sexual dos humanos
Existem evidências de que, na nossa espécie, o grau de dimorfismo sexual é muito pequeno (veja a citação na Nota, no final deste artigo).
Dimorfismo sexual são diferenças entre os sexos. Essas diferenças podem ser observadas no tamanho (leões são bem maiores que as leoas), formato (corpo em formato de pera das mulheres), coloração, estruturas (chifres, cristas, cauda), nos comportamentos (voz mais fina, movimentos mais delicados) e, no caso humano, na produção diferenciada (vestuário, corte de cabelos, etc.).
O grau de dimorfismo sexual varia muito entre as espécies de animais. Na grande maioria das espécies, as fêmeas são bem maiores do que os machos. Entre os mamíferos acontece o contrário. Por exemplo, em média, os gorilas são muito maiores do que as gorilas, os leões são maiores do que as leoas, os homens são maiores do que as mulheres.
Em muitas espécies, os machos mais coloridos ou enfeitados (leões tem juba, galos têm cristas e esporões mais desenvolvidos, pavões machos têm aquela cauda maravilhosa que é aberta durante exibições).

Na nossa espécie, os machos e fêmeas são muito parecidos (temos pequeno grau de dimorfismo): os homens são muito parecidos fisicamente com as mulheres e há uma alta dose de inversão naquilo que seria “típico” de um gênero. Por exemplo, muitas mulheres são mais altas, têm costas mais largas e quadris mais estreitos do que muitos homens. Existem muitos homens imberbes e mulheres com muita barba.

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TIPOS DE PROBLEMAS AMOROSOS
Problemas para atrair parceiros, iniciar e desenvolver relacionamentos felizes, traição, desapaixonamento, problemas para dialogar, tipos de amor incompatíveis, sexualidade insatisfatória, etc.

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Por Ailton Amélio às 08h34

10/08/2016

Quando as mulheres usam iscas sexuais para tentar encontrar parceiros romênticos

Joelma já tem certa idade: as suas contemporâneas já começaram a ter os primeiros netos. As suas amigas da mesma faixa etária, que estão disponíveis, têm bastantes dificuldades para iniciar novos relacionamentos.
Embora Joelma faça uso do melhor que a medicina estética e a cosmetologia podem oferecer, o passar dos anos e os maus hábitos (muita bebida, cigarro, noitadas insones na gandaia….) deixaram suas marcas: dá para perceber sua idade verdadeira.
A idade em si não seria um problema, se ela quisesse relacionamento com homens de idades compatíveis com a sua. Mas ela prefere atrair homens bem mais jovens e, para isso, usa iscas sexuais para atrai-los.
Joelma também não é boa para paquerar. Não sabe flertar de longe e nem durante a conversa. Por isso, não atrai desconhecidos à distância (o que deve ocorrer em locais de paquera entre desconhecidos) e não consegue manter o clima romântico dos encontros: as suas conversas são desinteressantes e ela não apresenta comportamentos não verbais eficientes para criar o clima de flerte.
Apesar de tudo isso, a sua vida amorosa é bastante agitada! Qual o seu segredo? Ela aprendeu a usar “iscas sexuais” para atrair muitos possíveis parceiros. Por isso, “não passa vontade”.

Sexo como isca

Certas mulheres, como Joelma, descobriram um artifício muito eficiente para atrair homens: insinuar sexo. Essa insinuação pode ser realizada através de palavras (Joelma tem a boca mais suja do que aqueles sargentões estereotipados de filmes americanos! Rs), abordagem de assuntos sexuais de forma liberal (ela participa de grupos no Whatsapp que compartilha sacanagens), vestuário ousado e uso de desenhos postados em aplicativos de encontros que insinuam liberalidades sexuais. Funciona muito bem. Esse tipo de isca atrai uma ampla gama de homens: desde os menos qualificados, passando pelos tão qualificados quanto e incluindo os mais qualificados do que aqueles que elas são capazes de atrair para um relacionamento mais amplo e duradouro. A maioria delas, diante de tanta oferta de pretendentes, obviamente, prefere os homens mais qualificados que aqueles elas poderiam atrair para fins de relacionamento mais amplo.

Vantagens e perigos do uso de iscas sexuais

Esse tipo de isca é altamente eficiente para atrair homens interessados em sexo. Por outro lado, esse tipo de isca apresenta perigos para quem o usa e para quem é por ele atraído. Se ela e eles quizessem apenas sexo, tudo bem: ela atrairia muitos homens, escolheria os mais atraentes e transaria à vontade. Eles ficariam satisfeitos com essa dádiva!
No entanto, Joelma, além de sexo, também quer relacionamento profundo e duradouro. Este seu segundo objetivo é continuamente frustrado. Ela não é a parceira que grande parte dos homens que topariam relacionamento escolheria para essa finalidade. Eles se aproximaram dela simplesmente porque foram atraídos pela oferta de sexo fácil e liberal. Eles não admiram e não confiam em mulheres que usam esse tipo de artifício sexual e depois querem relacionamento. Eles costumam se referir a elas de forma jocosa.
Esse tipo de isca é perigoso. A atração é só sexual. Não provoca a aproximação de natureza romântica ou amistosa. Posteriormente, as ausências de ingredientes importantes do amor impedem a evolução e o aprofundamento do relacionamento. Satisfeito o desejo sexual, a vontade do parceiro é dormir, ir embora ou ficar distante. Alguns encontros depois, diminui a novidade do novo caso e volta a necessidade de novas excitações para ambos os parceiros: encontrar novos parceiros, sair com as amigas para locais de paquera, etc. O relacionamento está chegando ao fim…Relacionamento só baseado em interesse sexual não se sustenta!

Eles voltarão a procurá-la de tempos em tempos, quando “estiverem a perigo”,  não tiverem nada melhor ou quando a passagem do tempo degradar a sensação de rotina e superficialidade que o relacionamento com ela apresenta.

Quando esse tipo de isca funciona para instalar relacionamentos românticos

Quando a mulher tem qualidades que são rapidamente reveladas nos encontros criados através das iscas sexuais, há chance do homem se prender amorosamente. Ele foi atraído por um motivo (sexo), mas acabou ficando por outros (feminilidade, boa conversa, capacidade de aproveitar coisas boas da vida, etc.). Ele, no entanto, terá dificuldades para confiar nela.

Esse envolvimento amoroso por parte do homem, no entanto, só acontece se a mulher não tiver características que a coloquem fora da zona admissível para relacionamentos mais amplos e profundos para o recém atraído. Por exemplo, se a idade dela estiver muito além daquela admissível pelo parceiro, não adianta ela possuir outras qualidades. Essa característica é eliminatória para o parceiro e, por isso, não é compensável por outras qualidades.

Ela desperta mais desejo do que romance. Aliás, o fato dela carregar nas iscas para despertar o desejo sexual ofusca, ainda mais, seus parcos dotes para despertar romance. O holofote das insinuações sexuais captura a atenção do parceiro e, assim, ele não vê as suas outras qualidades.

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CONVITES

Venha participar de dois dos meus cursos:

CURSO 1

FORMAÇÃO DE TERAPEUTAS DO RELACIONAMENTO AMOROSO

Curso para psicólogos e estudantes de psicologia.

PRIMEIRO CURSO: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE PROBLEMAS AMOROSOS

– Ancoragem em casos reais trazidos pelos participantes

– Aula sobre teorias e pesquisas relevantes para abordar o caso que está sendo discutido no dia.

– Atendimento simulado do caso

TIPOS DE PROBLEMAS AMOROSOS

Problemas para atrair parceiros, iniciar e desenvolver relacionamentos felizes, traição, desapaixonamento, problemas para dialogar, tipos de amor incompatíveis, sexualidade insatisfatória, etc.

Início: 11 de agosto de 2016, quinta feira, 20h -22h

Rua Realengo, 214, Pinheiros, São Paulo

Tel (11) 3021 5833

Para se increver, mande um email para:

ailtonamelio@uol.com.br

Pequena quantidade de vagas

Para evitar reservas de vagas e não preenchimento posterior, a inscrição só será considerada efetivada após o pagamento do referido investimento.

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CURSO 2

COMO FAZER SEU RELACIONAMENTO DAR CERTO

Objetivos:

 No final desse curso, cada participante deverá:

– Ser capaz de apontar as principais qualidades do seu relacionamento amoroso.

– Ser capaz de apontar os principais problemas que prejudicam o seu relacionamento amoroso.

– Tomar medidas importantes para melhorar a qualidade e durabilidade do seu relacionamento amoroso.

Público-alvo:

 Esse curso é recomendado para:

– Pessoas interessadas em melhorar seus relacionamentos amorosos.

Duração: 7 horas

Data:  27/08/2016 (9:00 às 18:00))

PARA OBTER OUTRAS INFORMAÇÕES E SE INSCREVER, USE O LINK ABAIXO:

https://goo.gl/hQHV3g

Por Ailton Amélio às 11h25

31/07/2016

Na área amorosa, a beleza é menos importante do que se imagina!

Neste artigo, vamos examinar algumas evidências que indicam que a beleza é importante para escolher parceiros amorosos, mas não tanto quanto muitas pessoas imaginam.

Beleza e escolha do cônjuge

Para fins da escolha de futuros cônjuges, a aparência não prioritária, mas é muito importante. Não é prioritária porque vários outros atributos pesam mais que ela na hora de escolher um parceiro. É importante porque influencia bastante quando outros requisitos já foram atendidos.

Ordem de importância de dezoito atributos para a escolha de um possível cônjuge

David Buss (veja a citação na Nota1, no final deste artigo) e associados fizeram uma pesquisa internacional para verificar qual a importância de 18 atributos na escolha de um parceiro para fins de um relacionamento amoroso. Essa lista de atributos é a seguinte:

1. Atração mútua – amor

2. Confiabilidade

3. Disposição para agradar

4. Estabilidade emocional e maturidade

5. Educação e inteligência

6. Desejo por um lar e filhos

7. Sociabilidade

8. Boa saúde

9. Educação semelhante

10. Boa aparência

11. Requinte e elegância

12. Ambição e dedicação ao trabalho

13. Boa (bom) cozinheira(o) e boa (bom) dona(o) de casa

14. Boa perspectiva financeira

15. Boa posição social

16. Virgindade

17. Antecedentes religiosos semelhantes

18. Antecedentes políticos semelhantes

Essa lista está ordenada segundo as importâncias dos atributos para os homens brasileiros: quanto mais no início da lista, maior a importância do atributo. A ordenação para as mulheres brasileiras é muito semelhante a esta dos homens.

Nesta lista, o atributo requinte e a elegância aparece em 11o lugar no Brasil, tanto para os homens como para as mulheres (décimo lugar para os homens e décimo terceiro para as mulheres, na média internacional); a boa aparência aparece em décimo lugar para os homens e em décimo terceiro pelas mulheres brasileiras.

Esta pesquisa apresenta evidências de um fato facilmente observável na vida quotidiana: na hora de escolher um parceiro para fins de relacionamento duradouro, a beleza raramente pesa mais do que diversos outros atributos como grau de escolaridade, inteligência e nível econômico. Por exemplo, é muito raro uma pessoa universitária casar-se com outra semianalfabeta só porque esta é bonita.

Se por um lado, a aparência contribui pouco para colocar uma pessoa dentro da faixa de elegíveis para um casamento, por outro lado, uma vez que tal pessoa se encontre dentro da faixa de elegíveis, ai então a beleza pode pesar bastante nas escolhas.

Somos realistas: procuramos parceiros com graus de atração semelhantes aos nossos

É interessante notar que as pessoas possuem mecanismos psicológicos que as levam a se interessar e a se envolver emocionalmente com seus assemelhados quanto ao grau de beleza.

Uma dessas evidências foi apresentada por Irwin Silverman, professor da Universidade da Flórida. Esse pesquisador pediu para seus alunos que observassem discretamente casais de namorados em vários locais públicos e avaliassem o grau de beleza de cada um dos namorados, através de uma escala de cinco pontos. Este estudo mostrou que havia uma grande similaridade nos graus de beleza do homem e da mulher de cada par. Por exemplo, em 85 por cento dos pares não havia uma diferença de mais que um ponto na atração de cada um dos seus membros. Foi observado também que os pares onde o homem e a mulher tinham um maior grau de semelhança entre si havia maior grau de intimidade física: 60 por cento dos pares com nível de atração muito semelhante mostravam algum tipo de intimidade física (dar as mãos, andar de braços dados, etc.), ao passo que isto acontecia com 46 por cento dos pares moderadamente semelhantes e com apenas 22 por cento daqueles com menor semelhança (citado por Wilson e Nias, 1973. Veja a citação na Nota, no final desse artigo).

Procuramos sair com pessoas que têm graus de beleza semelhantes aos nossos

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Venha participar do meu novo curso:

COMO FAZER SEU RELACIONAMENTO DAR CERTO

Objetivos:

 No final desse curso, cada participante deverá:

– Ser capaz de apontar as principais qualidades do seu relacionamento amoroso.

– Ser capaz de apontar os principais problemas que prejudicam o seu relacionamento amoroso.

– Tomar medidas importantes para melhorar a qualidade e durabilidade do seu relacionamento amoroso.

Público-alvo:

 Esse curso é recomendado para:

– Pessoas interessadas em melhorar seus relacionamentos amorosos.

Duração: 7 horas

Data:  27/08/2016 (9:00 às 18:00))

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Por Ailton Amélio às 14h40

24/07/2016

Boazinha demais? Caminho certo para perder o valor para o parceiro!

Nem vou falar aqui do homem bonzinho. Esse tipo de atitude é ainda mais inaceitável na nossa cultura do que a da mulher boazinha. O homem, para ser valorizado como parceiro amoroso, tem que ter atitude, pegada, ambição e ser batalhador.

Kátia, a mulher boazinha que acabou se dando mal

James, o marido, era muito bravo: alterava-se facilmente, era muito crítico e intolerante e não hesitava em esbravejar. Era um “reizinho”, déspota e mimado.

Mesmo assim, ou por isso mesmo, Kátia, a esposa, o adorava. Tentava prever tudo o que o agradava, e assim que descobria algo nesse sentido, agia de acordo: casa “nos trinques”, comidinha especial que ele gostava, cuidados para que suas roupas estivessem sempre impecáveis, programas do agrado dele, sexo do jeito que ele gostava….

Tentava prever tudo que o desagradava e se abstinha de agir de modo a incomodá-lo: nenhuma reinvindicação que pudesse contrariá-lo, gastos espartanos, evitação de visitas de parentes que ele não gostava,…

Claro que ele ficava contente com as coisas que ela fazia e deixava de ficar aborrecido com as coisas que ela deixava de fazer que pudessem desagradá-lo.

Os efeitos imediatos eram bons: para ele, ela era uma fonte contínua de satisfações e ausência de aborrecimentos.

O preço em médio e longo prazo do modo de agir Kátia foi muito alto. Ela foi perdendo a vitalidade. Foi deixando de saber o que queria e o que não queria. Esse tipo de percepção não era exercitado. Pelo contrário, era inibido. Tomar conhecimento dos seus próprios desejos e incômodos só atrapalhava os seus planos para atender as vontades do marido. Assim, foi a aprendendo a ignorar, logo no nascedouro, o que queria ou deixava de querer.

Ela foi deixando de ser uma fonte de novidades e desafios para o marido. Como era sempre cordata e não manifestava o que pensava e queria, relacionar-se com ela foi ficando cada vez mais monótono e desinteressante.

Tempos depois, ele arranjou outra mulher “mais viva, desafiadora e interessante”, e a dispensou.

Monotonia: uma das principais causas das separações

Nos primeiros anos do casamento pode acontecer uma nítida diminuição da satisfação dos cônjuges e um decréscimo de vários tipos de comportamentos que são desejáveis neste tipo de relacionamento (diminuição do sexo, das manifestações românticas, do desejo de passar tempo na companhia do cônjuge, etc.). Um dos motivos apontados para essa deterioração da qualidade do relacionamento é a diminuição de novidades provenientes dos comportamentos do parceiro.

Trocar de parceiros não é a solução indicada para combater esse tipo de diminuição das novidades. Quando há troca, o processo se repete rapidamente. A melhor solução é aprender como continuar a ser fonte de novidades.

Somos naturalmente variáveis

Não precisamos buscar a variabilidade e nem maneiras de introduzi-la artificialmente no relacionamento. Muita gente pensa que para haver novidades no relacionamento é necessário fazer novos programas, viajar, ir a motéis, introduzir novas práticas sexuais, etc. Tudo isso pode ajudar, mas essas práticas só são possíveis esporadicamente e têm outro tipo de conteúdo: são tentativas de suprir a monotonia do relacionamento pelas novidades de programas externos. A novidade mais nutritiva e vitalizadora é aquela que acontece momento a momento e tem origem no próprio relacionamento. Esse tipo de variabilidade não precisa ser procurado, ele é inerente ao ser humano. O que precisamos é da coragem de expressar parte da variabilidade que já existe em nós.

Variamos bastante de um dia para outro e até de um momento para outro. Nossas emoções mudam, nosso humor muda, nossas preocupações mudam, nosso apetite muda, nosso desejo sexual muda…

A assertividade para agir assim envolve alguns riscos imediatos e ganhos certos em médio prazo. A passividade da omissão produz a segurança imediata e a morte certa da novidade e vitalidade em médio e longo prazo.

Tendemos a repetir o que deu certo. Tendemos a tratar a nossa parceira da forma que anteriormente deu certo e a evitar aquilo que trouxe problemas imediatos.

Tememos mostrar nossos novos desejos e sentimentos e sermos rejeitados ou punidos. Quando nos rendemos a esses temores, produzimos a mesmice, a falta de novidade.

A nossa atenção diminui para aquilo que já é conhecido. Por exemplo, a nossa atenção e nosso prazer geralmente diminuem quando jogamos um jogo que já dominamos completamente, lemos novamente o mesmo livro, assistimos outra vez o mesmo filme, ouvimos novamente a mesma piada…

Sintomas da passividade excessiva

As pessoas que estão excessivamente passivas apresentam os seguintes sintomas:

  • Sensação de perda do controle de áreas importantes da própria vida. Essas pessoas dizem frases do tipo: “Não posso fazer nada. A situação é mais forte do que eu.” “Estou sendo levada pela correnteza”. “Estou sem forças para agir”.
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1- DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE PROBLEMAS AMOROSOS

PRIMEIRO ENCONTRO GRATUITO

Convite para psicólogos e estudantes de psicologia

– Você é psicólogo ou estudante de psicologia?

– Você quer aperfeiçoar das suas habilidades para diagnosticar e tratar de problemas amorosos?

– Você gostaria de se tornar professor ou instrutor de nossos futuros cursos para profissionais e leigos?

Compareça ao nosso primeiro encontro

– Participação gratuita

DATA

28/07/2016 (Quinta feira)

Horário: 20h – 22h

LOCAL:

Rua Realengo, 214

Alto de Pinheiros

(Próximo da Praça Panamericana)

Outras informações:

– Ligue para meu consultório: (11) 3021 5833 (Consultório)

INSCRIÇÃO PARA O ENCONTRO:

Mande um e-mail para: ailtonamelio@uol.com.br

e manifeste o seu interesse. Se houver vaga, você receberá a confirmação

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CURSO 2

COMO FAZER SEU RELACIONAMENTO DAR CERTO

Objetivos:

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– Ser capaz de apontar as principais qualidades do seu relacionamento amoroso.

– Ser capaz de apontar os principais problemas que prejudicam o seu relacionamento amoroso.

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Duração: 7 horas

Data:  27/08/2016 (9:00 às 18:00))

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Por Ailton Amélio às 13h11

20/07/2016

A sua vida e a vida do parceiro estão integradas da forma que você esperava?

Quanto e como você espera que as áreas da sua vida sejam integradas com as áreas da vida do parceiro?

Insatisfação no início do relacionamento

Martha está começando um namoro com Joel. Eles se veem nos finais de semana, mas, muito raramente durante a semana. Além disso, quase nunca trocam mensagens durante os dias da semana.

Martha, no início do relacionamento, mandava mensagens para Joel. No entanto, ela logo percebeu que era sempre ela que tomava essa iniciativa. Resolveu, então, esperar que Joel lhe mandasse a primeira mensagem do dia. Ele nunca o fez. Assim, o relacionamento ficou restrito aos finais de semana.

Ela não queria um relacionamento assim. A vida era muito curta para desperdiçá-la em um relacionamento tão minguado. Por mais que gostasse de Joel, não pretendia ter na sua vida alguém tão ausente, que empatava seu tempo, mas não apresentava um bom volume de relacionamento prazeroso. Não queria um namoro tão rarefeito. Martha resolveu, então, terminar esse relacionamento!

Expectativas de compartilhamento de áreas da vida

Quando entramos em um relacionamento, esperamos compartilhar a nossa vida interna (pensamentos, sentimentos, expectativas, objetivos, etc.) e externa (atividades profissionais, encargos e vantagens econômicas, amizades, lazer, etc.) com nosso parceiro.

Muitos conflitos entre casais acontecem, desde o início do relacionamento, quando os parceiros têm expectativas diferentes sobre quanto, em que áreas e de que forma pretendem compartilhar suas vidas com o outro.

Por exemplo, logo no início do relacionamento, os namorados podem ter expectativas diferentes sobre quantas vezes por se semana se encontrarão e sobre o quanto compartilharão seus sentimentos e pensamentos. Posteriormente, quando estão planejando o casamento, podem surgir divergências sobre o regime de comunhão de bens. Posteriormente podem surgir divergências sobre a participação na criação dos filhos, sobre a participação em atividades sociais e sobre o compartilhamento de amizades.

Uma teoria sobre esse tipo de compartilhamento é apresentada por Wendy M. Williams e Michael L Barnes. (Veja a citação na Nota1, no final dessa página). Essa teoria representa essas expectativas através de dois quadrados, um dentro do outro. O quadrado maior é usado para representar a vida total dos dois parceiros. Dentro desse quadrado, há outro quadrado que representa a vida pessoal dos parceiros.

As expectativas sobre a integração das vidas podem ser diferentes entre eles. Um pode esperar que o quadrado interno seja quase do mesmo tamanho do quadrado externo (a vida pessoal seria quase inteiramente compartilhada com o outro parceiro). O outro parceiro pode esperar algo diferente: o quadrado interno seria bem menor do que o quadrado externo (a vida em comum seria bem menor do que o total da vida de cada parceiro). Quando há diferença de expectativas sobre o quanto os dois parceiros compartilharão suas atividades, surgirão insatisfações e conflitos.

Exemplos de áreas onde costuma aparecer divergências sobre a integração de atividades

– Frequência dos encontros: um namorado espera ver o outro várias vezes por semana e o outro só espera encontros nos finais de semana.

– Comunicação. Um parceiro espera que o casal mantenha contatos frequentes todos os dias. Por exemplo, que troquem várias mensagens. O outro só espera que comunicação aconteça no final do dia.

– Lazer. Um parceiro espera que a grande maioria das atividades de lazer seja integrada. O outro espera que cada um tenha várias atividades de lazer que o outro não participa.

– Área econômica: um parceiro espera que cada um tenha a sua conta no banco, ganhe o seu dinheiro e arque com suas despesas. O outro espera que eles tenham conta em comum e compartilhem seus ganhos e despesas.

– Amigos: um parceiro espera que, além dos amigos em comum, que cada um tenha seus amigos pessoais.

– Sexo: um parceiro espera que aconteçam vários episódios de sexo durante a semana e, o outro, que sexo só ocorra finais de semana e feriados.

O que fazer quando acontecem diferenças nas expectativas de integração de vidas

Continue a ler no meu novo blog:  http://ailtonamelio.blogosfera.uol.com.br/2016/07/17/a-sua-vida-e-a-vida-do-parceiro-estao-integradas-da-forma-que-voce-esperava/

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CONVITES

Venha participar de dois dos meus cursos:

Diagnóstico e tratamento de problemas amorosos

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Compareça ao nosso primeiro encontro

– Participação gratuita

DATA: 28/07/2016 (Quinta feira), 20h – 22h

LOCAL: Rua Realengo, 214, Alto de Pinheiros, (Próximo da Praça Panamericana)

Outras informações: ligue para meu consultório: (11) 3021 5833

INSCRIÇÃO PARA O ENCONTRO: mande um e-mail para: ailtonamelio@uol.com.br

e manifeste o seu interesse. Se houver vaga, você receberá a confirmação

CURSO 2

COMO FAZER SEU RELACIONAMENTO DAR CERTO

Objetivos:

 No final desse curso, cada participante deverá:

– Ser capaz de apontar as principais qualidades do seu relacionamento amoroso.

– Ser capaz de apontar os principais problemas que prejudicam o seu relacionamento amoroso.

– Tomar medidas importantes para melhorar a qualidade e durabilidade do seu relacionamento amoroso.

Público-alvo:

 Esse curso é recomendado para:

– Pessoas interessadas em melhorar seus relacionamentos amorosos.

Duração: 7 horas

Data:  27/08/2016 (9:00 às 18:00))

PARA OBTER OUTRAS INFORMAÇÕES E SE INSCREVER, USE O LINK ABAIXO:

https://goo.gl/hQHV3g

 


Por Ailton Amélio às 10h29

13/07/2016

Separação: quando há amor, é bom tentar reconciliar

“Distância”

“Quantas vezes eu pensei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro todo dia sem você saber”
(Letra da música “Distância”, de Erasmo Carlos e Roberto Carlos)

As separações de pessoas que se amam são muito tristes e doloridas. Os separados sofrem muito com as separações em geral e, ainda mais, quando ainda há amor entre o casal.

Quando o casal já integrou suas vidas práticas e psicológicas, a separação implica em várias rupturas e abalos. Em muitos casos, onde há amor, vale a pena tentar reconciliar. No entanto, muita gente não faz essa tentativa e fica sofrendo em silêncio, como o personagem da música de Erasmo e Roberto!


Separação e arrependimento

Mariana e Pedro romperam o namoro de mais de um ano. Semanas depois, Pedro se arrepende. Se pudesse voltar atrás, ele não teria rompido. Percebeu que ainda ama Mariana. Pensa nela o dia inteiro. Não consegue trabalhar. Não consegue se divertir e, muito menos, interessar por outras mulheres. Muitas dúvidas ficam martelando na sua cabeça o dia inteiro: “Será que Mariana já o esqueceu? Será que ela está com outra pessoa? Será que ele teria alguma chance, se a procurasse?”.

Mas, o silêncio de Pedro é maior: ele não faz nada para tentar se reconciliar com Mariana e, assim, morre todo dia sem ela saber! Talvez esteja acontecendo a mesma coisa com Mariana!

Quais são os desconfortos, medos e consequências reais e irreais que eles teriam que enfrentar se decidissem tentar uma reconciliação?

Grande percentagem de separados deseja a reconciliação

Uma pesquisa americana verificou que uma quantidade surpreendente de pessoas divorciadas estava arrependida e desejava a reconciliação (Veja a Nota 1, no final desse artigo) e teria interesse em receber ajuda para retomar o relacionamento. Essa pesquisa foi realizada com 2500 pessoas que estavam se divorciando e que tinham filhos.

Alguns dos resultados dessa pesquisa são os seguintes:

– Um em cada quatro indivíduos afirmou que tinha alguma crença que o relacionamento poderia ter sido salvo através de um trabalho bom e duro

– Em um nono dos casais, ambos os parceiros mostraram alguma crença que o relacionamento poderia ter sido salvo através de um trabalho duro.

– Um em cada dez indivíduos afirmou que estaria seriamente interessado em obter ajuda para uma reconciliação

– Em um em cada dez casais, ambos os parceiros mostraram-se interessados em obter ajuda para a reconciliação.

– Em um em cada três casais, um dos ex-cônjuge estava interessado na reconciliação e o outro não,

– Em 45% dos casais, um ou ambos os ex-cônjuges apresentaram alguma esperança que poderia haver reconciliação. Os homens apresentaram mais frequentemente essa esperança do que as mulheres.

– Este estudo também concluiu que os divorciados que tinham mais chance de reconciliação eram aqueles onde os conflitos conjugais estavam provocando mais danos nos filhos. Segundo os autores dessa pesquisa, uma possível explicação desse achado é que, nestes casais, os cônjuges ainda se importavam com o outro e, por isso, eles eram mais capazes de se afetarem negativamente, o que provocava maior grau de tensão do que naqueles casais onde já havia um alto grau de indiferença entre os cônjuges. Esse maior grau de tensão afetava mais os seus filhos.

 

Motivos das separações entre pessoas que se amam

Na nossa cultura, a crença de que o amor tudo supera é muito difundida. Por isso, parecem incompreensível e inaceitável que aconteçam separações entre pessoas que se amam.

Infelizmente, na prática não é bem assim. Existem motivos poderosos que podem se contrapor ao amor e levar à separação de pessoas que se amam.

Alguns desses motivos são os seguintes:

– Atos impulsivos graves contra o parceiro. Por exemplo, agressões verbais e físicas contra o parceiro.

– Quebra do contrato que rege o relacionamento: cada tipo de relacionamento é regido por uma espécie de contrato não escrito, que possui muitas regras. A quebra de algumas dessas regras ou do conjunto dessas regras pode tornar o relacionamento insuportável. Por exemplo, se o parceiro é muito egoísta, esconde informações importantes ou é irresponsável na área econômica, isso pode tornar o relacionamento inviável para o outro parceiro.

– Traições: ao contrário da afirmação popular “Quem ama não trai”, existem evidências de que a traição pode acontecer, sim, entre pessoas que se amam. A traição por parte do parceiro é intolerável para certas pessoas e pode levá-las a terminar o relacionamento.

– Irresponsabilidades na área econômica: o parceiro não trabalha, não procura emprego, etc.

– Brigas frequentes e danosas. Por exemplo, brigas onde há desrespeito, como ataques à personalidade e ao caráter do companheiro.

– Objetivos importantes dos parceiros são incompatíveis. Por exemplo, um que ter filho e o outro, não.

 

Quando vale a pena tentar a reconciliação

De vez em quando aparecem pessoas no meu consultório pedindo ajuda para se desapaixonarem. Antes de iniciar esse tipo de ajuda, procuro verificar se quem me procura está seguro de que é isso que quer e quais são os seus motivos. Durante essa verificação, muitas vezes deparo-me com bons indícios de que os parceiros ainda se amam e que os motivos da separação talvez possa ser superados.

Quando isso acontece, ajudo o paciente a reexaminar sua decisão. Durante esse reexame, ele pode conclui que quer tentar uma reconciliação e trabalhar para resolver os problemas que levaram  à ruptura. Ele também pode concluir, agora com mais certeza, que realmente quer desapaixonar-se e “virar a página”.

Quando ele quer tentar a reconciliação, passamos então a trabalhar nos obstáculos que dificultam tal tentativa.

Muitas vezes, isso dá certo e o relacionamento é retomado. Caso não de certo, pelo menos a pessoa fica com a consciência mais leve por ter feito tudo que podia para ficar com a pessoa que ama.

Quando há amor e não há fatos graves que inviabilizem a reconciliação, sou favorável que o parceiro tente superar suas inibições psicológicas irreais e tente a reconciliação

Obstáculos psicológicos para a tentativa de separação

Muitas dos obstáculos que impedem a tentativa de reconciliação são puramente psicológicos como orgulho, pressuposições e temores infundados, baixa autoestima, intolerância ao desconforto, medo da rejeição e suposições infundadas sobre o que se passa com a outra pessoa.  Outras vezes, esse tipo de tentativa implica em ônus reais.

Alguns desses obstáculos são os seguintes:

 

CONTIUE A LER NO MEU NOVO BLOG: http://ailtonamelio.blogosfera.uol.com.br/2016/07/09/separacao-quando-ha-amor-e-bom-tentar-reconciliar/

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Por Ailton Amélio às 09h27

06/07/2016

Exposição às tentações: o caminho suave para as traições

Segundo Stephen B. Levine, famoso pesquisador americano da sexualidade1, odesejo sexual (sexual desire) é constituído por três ingredientes positivos e um negativo. Os positivos são os seguintes: impulso (drive), motivação (motivation) equerer (wish). O ingrediente negativo é constituído pelas inibições que contra-atacam o desejo.

Por exemplo, no caso do desejo por comida, o impulso é a fome (determinada pelo tempo desde a última refeição, gastos de energia, etc.); a motivação é o apetite (determinada, principalmente, pela atração da comida que está disponível); o querer é constituído pelos pensamentos em favor da comida (“É saudável”; “Contém vitaminas”, etc.) e os inibidores são os fatores que atrapalham o desejo por comida (“Estou de regime”, “Essa comida contém muito colesterol”, etc.). No caso do desejo sexual, o impulso é determinado principalmente pelo tempo desde o último orgasmo; a motivação é determinada, principalmente, pela desejabilidade do parceiro (beleza, sex appeal, sinais de disponibilidade e desejo, etc.); o querer é determinado pelos motivos racionais a favor da prática do sexo (“É natural no casamento”, “Faz bem para a saúde”, etc.).

Neste artigo, vamos examinar algumas das contribuições das situações indutoras de desejo (o ingrediente “motivação” da teoria de Levine) para as traições.

A situação tentadora muda a percepção daquilo que é razoável, as motivações, as racionalizações e os comportamentos

A seguinte história exemplifica os efeitos de uma situação indutora de desejo nas chances de traição:

João está comprometido, é honesto e cheio de boas intenções.

A namorada viajou, e ele resolve ir com os amigos a uma balada, “mas só pela companhia dos amigos, sem segundas intenções.”.

Chegando lá, o ambiente é contagiante. Todo mundo está em outro clima. A paquera está no ar, as olhadas, comentários insinuantes, abordagens e seduções rolam soltos.

A bebida vai soltando as suas inibições e aumentando a sua vontade de curtir a vida.

Uma mulher senta-se ao seu lado no bar e puxa assunto. Ele promete a si mesmo que só vai conversar amistosamente com aquela bonitona. O que tem de mal em uma conversa social e amistosa?

A bonitona, no entanto, tinha outras intenções. Ela é sutil. Não abre o jogo de cara. Mantem-se dentro dos limites sociais e amistosos, mas vai lançando sutilmente o seu charme.

João pensa: nada de mal em usufruir amistosamente essa dádiva da sorte e tirar alguns dividendos amorosos, sem passar os limites.

Isso dá chance para a mulher “trabalhar”: ela acabou de ganhar a chance de mostrar todo o seu charme e feminilidade dentro da moldura de um relacionamento amistoso.

À medida que João vai sendo afetado pelos efeitos da sedução e do álcool, a sua percepção vai mudando. Ele já não está tão certo se deve, quer ou precisa manter-se dentro dos limites definidos quando estava sóbrio e fora da magia da sedução criada pela moça!

“Que mal tem em uma flertadinha?'', pensa João! Essa flertadinha é logo correspondida e os flertadores passam a ampliar seus limites. Agora ficou mais difícil resistir.

Pronto! Eles começam a se beijar e logo saem para um lugar mais reservado….

O poder indutor das situações

As situações podem alterar nossas motivações, percepções, cognições e comportamentos.

O poder indutor das situações pode jogar a nosso favor ou contra nós.

Esse poder pode contribuir para a realização daquilo queremos fazer ou sentir como, por exemplo, afastar estados de espírito incômodos e estimular percepções libertadoras.

Esse poder contribuir para resultados negativos como a indução de estados de espírito negativos, comportamentos indesejáveis e minar nossas motivações positivas.

Tentações

Aqueles que gostam muito de doces, por exemplo, ficam mais motivados para comer quando veem uma sobremesa muito apetitosa, mesmo quando acabaram de fazer uma refeição muito bem servida, que saciou suas fomes

Problemas com traição? Procure a ajuda de um psicólogo

CONTINUE A LER NO MEU NOVO BLOG:

http://ailtonamelio.blogosfera.uol.com.br/2016/07/02/exposicao-a-tentacoes-o-caminho-suave-para-as-traicoes/

Por Ailton Amélio às 11h57

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

Histórico