Blog do Ailton Amélio

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28/07/2010

Qual a sua tendência: poliamor, polisexo, poligamia ou monogamia serial?

Independentemente de você ser ou não comprometido, pense no seu círculo de relações (desconsidere também o comprometimento dessas pessoas)   e responda às seguintes questões:

1- Quantas pessoas atraem você, em um grau que seria suficiente para iniciar um relacionamento amoroso ?

2- Com quantas dessas pessoas você transaria?

Um levantamento que realizei indicou que quase todas as pessoas sentem atração romântica por várias outras. Verifiquei também que o fato de estar comprometido não diminui muito a quantidade de pessoas pelas quais sentimos atração amorosa. Cerca de 10% das mulheres e 90% dos homens transariam com muitas pessoas.

Vamos entender melhor o que se passa com aqueles que responderam essas duas questões. Leia as histórias abaixo e veja com quais delas você mais se identifica (ou simpatiza) e aquelas que não têm nada a ver com você.

Poliamor

Mariana tinha vários tipos de relacionamento com amigos. Alguns eram bons companheiros, mas não havia qualquer interesse romântico ou sexual entre ela e eles - eram como “irmãos”. Com outros, havia atração sexual e o sexo realmente acontecia de vez em quando. Ela também tinha certa atração por mulheres e, algumas vezes, rolavam carinhos e beijos com elas e, mais raramente, sexo. No entanto, raramente ela tinha interesse em sexo por sexo.

O poliamor tem origem na nossa capacidade de sentir afeto, atração sexual e atração romântica por várias pessoas. Aqueles que permitem que esta capacidade seja expressa através dos seus comportamentos, acabam desenvolvendo vários tipos de relacionamentos, com vários parceiros. Outros termos já foram usados para descrever este tipo de relacionamento: “amizade colorida”, “amizade com benefícios”

Polisexo

Ele só pensava “naquilo”. Era um caçador. Estava sempre à procura de sexo com uma nova parceira. Procurava nunca se encontrar várias vezes com a mesma parceira em um curto espaço de tempo porque odiava compromisso, principalmente com aquelas mulheres pelas quais sentia atração sexual, mas pouca afinidade em outras áreas. O seu maior prazer era conquistar e transar com uma mulher no primeiro encontro. Depois sumia por um tempo. Se ela não “pegasse no pé”, incluía-a numa espécie de rodízio: de tempos em tempos refazia os contatos com ela e a procurava para uma nova transa.

O que caracteriza o polisexo (estou acabando de criar este termo) é a predileção pela prática sexual com muitos parceiros. As pessoas que têm este tipo de predileção, por exemplo, são aquelas que adoram o sexo casual e a prática do swing grupal.

Poligamia

Ele era casado e pretendia continuar esse relacionamento com a sua esposa. Ao mesmo tempo, mantinha dois casos paralelos. Um desses casos já durava oito anos. O outro tinha começado há dois anos. Não era só sexo aquilo que mantinha com as amantes. Todos os dias ele conversava com elas, ajudava-as sempre que podia e realmente gostava delas. Se a nossa sociedade permitisse, ele assumiria todas as três e se casaria com elas.

A poligamia se caracteriza pelo relacionamento duradouro com mais que um parceiro (o sufixo “gamos” vem do grego e significa união ou casamento - algo mais duradouro e amplo, portanto, do que só sexo com muitos parceiros). Um relacionamento poligâmico envolve afeto, sexo e compromisso.

Monogamia serial

Ela estava casada há doze anos. Nunca havia traído o marido e achava que não valia a pena se envolver com outros homens. Claro que conhecia homens atraentes e, de vez em quando, recebia uma cantada. Ela achava, no entanto, que o imenso prazer imediato proporcionado por uma aventura não compensava, a médio prazo, os custos que isso implicaria. O pior que poderia acontecer com ela não era ser pega em uma traição e punida por isso. O pior era perder a sua integridade e passar a viver uma vida dissimulada e superficial com o marido.   Caso algum dia concluísse que não valia mais a pena ficar com ele, terminaria o relacionamento antes de se envolver em outro homem.

A monogamia serial é a união com um parceiro a cada vez. O termo “serial” indica uma sequência: uma vez que uma união termine, outra pode voltar a acontecer com outro parceiro. Este é o tipo de união mais aprovado na nossa sociedade.

A maioria das pessoas não se enquadra totalmente em apenas uma dessas classificações. Diferentes pessoas podem ter diferentes dosagens de cada um destes estilos ou oscilar de um para outro, dependendo das circunstâncias que estejam presentes em suas vidas. Por exemplo, Mariana, da primeira história acima, também sentia atração romântica e sexual por alguns homens. Quando isso acontecia, ela topava namorá-los. Quando namorava, ela era fiel e dedicada. Os seus namoros duravam um bom tempo. Quando o namoro terminava, lá estava ela, novamente, com a turma fiel – voltava a ser poliamorosa!

Vou defender aqui a tese de que todo mundo, ou quase todo mundo, experimenta sentimentos e atrações que, se não fossem contidas, conduziriam para o poliamor, para o polisexo, para a poligamia ou para a monogamia serial combinada com a traição.

Compromisso e atração

Vários tipos de relacionamentos amorosos exigem exclusividade entre dois ou entre alguns poucos parceiros (mesmo os casamentos polígamos exigem fidelidade). Quando nos comprometemos com uma pessoa em um destes tipos de relacionamento, nos comprometemos a não traí-la. Não comprometemo-nos a deixar de achar outras pessoas atraentes, charmosas e "sex appealing". Isso seria impossível, porque o comprometimento não nos deixa cegos, surdos, anósmicos e insensíveis ao tato. Mesmo compromissados, no dia-a-dia continuamos a encontrar outras pessoas atraentes, charmosas e "sex appealing".

O compromisso consiste em não deixar que os sentimentos e atrações, que são inevitáveis, por outras pessoas guiem as nossas ações. Por exemplo, devemos abster-nos de verificar se a outra pessoa também sente atração por nós e  de mostrar a atração que sentimos por ela. O relacionamento com estas pessoas, caso aconteçam, devem ser guiado por outros interesses, como a amizade, o interesse comercial, o coleguismo, etc.

A paixão é monoamorosa. O amor, nem tanto

Quando uma pessoa está apaixonada, ela fica totalmente envolvida com o objeto da sua paixão: pensa nele continuamente, perde o sono, perde a hora quando está com ele, sonha acordada, fica enlevada. Enquanto dura a paixão, há pouco espaço para outros interesses. O que o apaixonado mais quer é a reciprocidade, a companhia, as conversas e os momentos de trocas amorosas com o amado. Mas a paixão dura pouco.

Já o amor, que é menos avassalador, é menos relacionado com a chance de trair. Já vi estimativas de que o amor só diminui as chances de traição nos primeiros cinco anos. Depois não há mais relação entre amar e trair.

A poliatração é natural e invitável

É natural e inevitável que sintamos atração por várias pessoas. Esta atração acontece nas áreas afetiva, romântica e sexual. Por isso, creio que a monogamia é fruto do controle (auto e heterocontrole), que impede o aprofundamento e o desenvolvimento das atrações que sentimos por várias pessoas. Caso este impedimento não existisse, teríamos vários relacionamentos amorosos simultaneamente

O autocontrole tem origem naquilo que as pessoas acreditam que é certo, em seus valores religiosos, na culpa e no ciúme e insegurança que surgiriam, caso seus parceiros também se envolvem com outras pessoas, principalmente com aquelas com as quais eles poderiam se envolver mais profundamente.

O heterocontrole é exercido socialmente. A sociedade impõe severas consequências para aqueles que se envolvem e transam com várias pessoas: segregações, criticas, consequências profissionais, agressões físicas (chibatadas, cortar o nariz) e até a morte (morte por apedrejamento, por exemplo).

Segundo a psicobiologia, os homens são mais ciumentos da traição sexual porque se arriscam a criar filhos de outros homens. As mulheres são mais ciumentas da traição afetiva porque se arriscam a perder o companheiro que a ajuda a criar os filhos. Elas não têm a insegurança de que os filhos não sejam delas.

 

Quando há filhos, é mais vantajoso que o casal more junto e compartilhe as responsabilidades e tarefas envolvidas em suas criações, do que morar em casas diferentes, o que implicaria em uma sobrecarga para aquele que fica com as suas guardas. Essa tarefa é muito árdua para que apenas um  se encarregue dela.

 

Creio que o poliamor e o polisexo só são viáveis quando os parceiros não têm filhos. A chance do pai biológico cooperar na criação dos filhos é maior quando ele tem segurança de que realmente é o pai e desenvolveu um relacionamento especial com a mãe.

Relacionamentos personalizados

O sapato tamanho 37, embora seja o tamanho médio da nossa população, fica pequeno para alguns e grande para outros. Com o relacionamento amoroso acontece a mesma coisa: o modelo único pode ficar muito desconfortável para muitos. O melhor é que cada um formate o seu relacionamento da melhor forma para si e para o parceiro. Que ele esteja de acordo com a sua situação, suas características psicológicas, seus valores e suas crenças religiosas.

Se você quiser comentar esse artigo, use o link abaixo. Se você é mulher, pratica ou tem muita atração pelo poliamor e quiser ser entrevistada para uma pesquisa que estou fazendo, escreva para o meu e-mail:

ailtonamelio@uol.com.br

Por Ailton Amélio às 10h47

23/07/2010

Você é Chato?

Infelizmente existem muitas maneiras de ser chato. Estas maneiras podem ser classificadas em dois grupos: chatices apresentadas através de ações não comunicativas (sovinice, egoísmo, desconfiança, etc.)  e através de ações comunicativas. Neste artigo, vamos examinar apenas algumas das principais maneiras de ser chato através da comunicação que acontece durante os diálogos informais.

Os chatos na comunicação podem ser classificados em dois grupos: (1) chatos ativos e (2) chatos passivos.  Vamos ver agora, dois exemplos desses tipos de  chatos.


Chato ativo

Ela estava em uma fila de votação. A previsão era permanecer ali por mais que uma hora. Um homem reconheceu-a de longe, cumprimentou-a com um aceno de mão e começou a caminhar na sua direção. Ela mostrou desespero com a aproximação do fulano e comentou: Ih! Lá vem aquele chato. O chato aproximou-se e disparou a falar, a perguntar, a provocar... Ela não dizia quase nada. Apenas mantinha a frente do corpo voltada para ele, olhava para o seu rosto, resmungava alguns monossílabos e assentia com a cabeça de vez em quando. Isto era mais que suficiente para mantê-lo falando igual uma matraca. Quando ele afastou-se por uns poucos momentos para falar com uma outra vítima, ela comentou desesperada: “Não sei o que fazer. Acho que vou desistir da votação ou chamar o guarda. Não vou agüentar esse cara por mais uma hora!”

Muitos interlocutores não sabem como lidar com este tipo de chato. Temem tomar medidas que possam ofendê-lo ou magoá-lo. Aqueles comportamentos apresentados pela mulher da fila (prestar atenção, orientar o corpo, resmungar pequenas respostas, etc.), infelizmente, já são suficientes para mantê-lo falando.

Chato passivo

         Ele era um rapaz cheio de bons sentimentos: era gentil, honesto, sorria sempre, modesto e ...calado. Conversar com ele era uma tortura. Ele nunca propunha assuntos, quase não perguntava nada sobre o que o interlocutor estava dizendo. Ele ficava confortável com silêncio durante a conversa . Respondia as perguntas com monossílabos. Por outro lado, não saia da conversa, não dava sinais que estava cansado, sorria bastante e assentia com a cabeça sempre que o interlocutor falava alguma coisa.

Os interlocutores mais ansiosos para agradar procuram, desesperadamente, assuntos que possam interessar e envolver esse último tipo de chato. Esses interlocutores procuram, o tempo todo, por pistas que indiquem se devem continuar com o assunto, mudar de assunto, passar a palavra, etc.. Tudo em vão. Nada parece funcionar com esse tipo de chato!


Algumas maneiras específicas de ser chato

É possível ser chato tanto no papel de falante como no de ouvinte ou em ambos estes papéis. É possível ser chato através da comunicação não-verbal, através da comunicação verbal ou através de ambos estes tipos de comunicação. É possível ser chato por não respeitar as circunstâncias ou por deixar-se controlar demais por elas. Em todos esses casos, é possível ser chato ativo ou passivo.

Vamos enumerar agora algumas das principais maneiras de ser chato ativo ou passivo.


Chato ativo

·        Interrompe demais

·        Fala demais

·        Tem uma dose de franqueza exagerada e não solicitada

·        Não é polido

·        É controlado demais pelo que está dizendo e, por isso, desconsidera os efeitos produzidos na audiência daquilo que diz (“Perde o amigo, mas não perde a chance de contar uma piada”)

·        Apresenta conselhos não solicitados

·        Usa a comunicação não-verbal vocal de modo inadequado (por exemplo, fala lento demais, fala sem inflexão, usa muita pausa)

·        Monopoliza o tema, o tempo ou a forma do diálogo.

·        Rouba holofotes (“O que tenho relatar sempre é mais importante do que aquilo que você relatou”)

·        Não dá espaço para os interlocutores (“Agora que já falei tanto, fale um pouco você. O que achou do que eu disse?”)


Chato passivo

·        Tem que ser animado ou carregado durante a conversa.

·        Fala de menos (lacônico demais)

·        Não assume responsabilidade pelo sucesso da conversa: não propõe assuntos, não reage ao interlocutor, não faz perguntas, mostra muito pouco interesse.

·        Tem  uma dose de franqueza pequena demais (dissimula muito o que realmente sente e pensa).

·        Só fala coisas esperadas. Não contribui para que a conversa saia do lugar comum. Teme se arriscar e desagradar.

·        Não funciona como ouvinte ativo: não oferecer feedback, não apresenta os comportamentos não-verbais de ouvinte interessado (orientação de corpo, postura receptiva, olhar para o interlocutor, reações vocais ao que está sendo dito, empatia, etc.)

·        É controlado demais pelos efeitos que imagina que a sua atuação terá na audiência (“Só joga para a platéia”)


A regra do cinco por um

O principal motivo da chatice é que a conversa com o chato produz mais custos do que benefícios para o interlocutor.

A Teoria da Interdependência afirma que a satisfação com um relacionamento é fruto da relação entre custos e benefícios que ele produz. John Gotman, autor de vários livros e artigos sobre o casamento, afirmou que um relacionamento satisfatório é aquele que proporciona cinco unidades de benefício para cada unidade de custo. Este princípio é aplicável para todos os tipos de relacionamento e não apenas para o relacionamento amoroso. A veracidade deste princípio é bastante óbvia: qualquer que seja o tipo de relacionamento, tendemos a gostar mais daquelas pessoas que nos trazem mais benefícios do que custos.

Após uma conversa, pergunte-se quantas coisas boas e ruins você proporcionou para o seu interlocutor e vice-versa. Quase tudo pode ser pensado em termos de custos e benefícios: atenção, apoio, aparência, rendimentos, sexo, afeto, etc.

Os chatos proporcionam mais custos do que benefícios durante a conversa. Não adianta muito compensar em outras áreas (econômica, aparência, status, etc.). Esta compensação pode fazer com que eles sejam vistos como chatos generosos, chatos bonitos e chatos importantes, mas continuam sendo chatos para conversar.

Ser chato produz diversos prejuízos: traz grandes prejuízos para a amizade, para o relacionamento amoroso e para o relacionamento profissional. As pessoas evitam a companhia dos chatos. Muitos chatos têm consciência disso e tentam desesperadamente tornarem-se mais interessantes. Aprender algumas técnicas pode ajudar. No entanto, para tornar-se mais interessante são necessárias modificações mais profundas que podem ser conseguidas através de uma boa terapia.

 

Atualmente ministro um curso sobre o diálogo para alunos de pós-graduação da USP. Também trabalho no meu consultório com pessoas que querem aperfeiçoar suas habilidades para conversar e tornarem-se mais eficientes e interessantes.

 

Comente este artigo usando o link abaixo. Para apresentar algum comentário pessoal, que você não quer que seja divulgado, escreva para o meu e-mail:

 ailtonamelio@uol.com.br

 

Por Ailton Amélio às 11h40

21/07/2010

Perturbações do desejo sexual masculino

Este artigo é útil para homens que estão passando ou passaram por distúrbios do desejo sexual (quase todos), para as mulheres que tiveram que lidar com eles nesta fase e para as próprias mulheres que têm problemas de desejo e orgasmo (uma parte dos problemas do desejo feminino e masculino tem causas semelhantes).

Um problema sexual masculino, que tem aparecido com muita freqüência no meu consultório, é a ausência de desejo na hora do sexo e, consequentemente, problemas de ereção. A maioria desses homens é educada, jovem, tem bom aspecto, tem companheira ou facilidade para arranjá-la. Muitas de suas companheiras são bonitas e têm uma boa dose de desejo sexual.

Vamos falar aqui apenas de homens que consultaram urologistas e fizeram todos os exames médicos e não constataram nenhuma causa orgânica para seus problemas. Eles também apresentam um desempenho sexual normal quando se masturbam, o que confirma a ausência de problemas orgânicos.

O que provoca o desejo?

O desejo sexual é constituído por três fatores: impulso, motivação e querer. Ele pode ser atrapalhado pela inibição. Estes componentes do desejo sexual podem ser compreendidos através de uma analogia com a motivação para a alimentação. O impulso sexual assemelha-se à fome: logo após comer ou transar, o impulso sexual/fome desaparece. À medida que vai passando o tempo, após a última refeição/transa, a fome/impulso sexual vai crescendo. A motivação sexual assemelha-se ao apetite: se a comida/parceira tem um aspecto desejável e é saborosa, o desejo aumenta. O querer é o aspecto racional da alimentação e do desejo sexual. Por exemplo, comemos uma comida porque ela é saudável. O ato sexual pode ser praticado porque sabemos que ele faz bem para o casamento e para a saúde.

A inibição pode atrapalhar tanto a alimentação como o sexo: podemos deixar de comer algo porque faz mal ou engorda. Podemos deixar de praticar certos atos sexuais porque eles são “pervertidos”.

Onde foi o desejo?

O desejo estava lá antes do encontro. Ele fantasiou bastante como iria transar com ela naquela ocasião. O desejo também apareceu forte antes e durante a masturbação, quando pensou nela. Na hora de transar com ela, nada do desejo.

Mecanismos psicológicos que prejudicam o desejo

As histórias dos problemas de desejo masculino têm pelo menos um ponto em comum: em certa ocasião eles tiveram problemas com o desejo e a ereção.

Esta falha inicial de ereção pode ter sido causada por diversos motivos: excesso de bebida alcoólica, pouca privação sexual (por exemplo, masturbação muito pouco tempo antes da relação sexual), fortes preocupações com outros assuntos, parceira sexual pouco atraente, medo de gravidez, medo de ser pego durante o ato sexual, falta de experiência, medo de doenças venéreas, etc.

Daí para frente, eles começaram a temer a reincidência do problema. Esse temor passou a interferir em seus desempenhos sexuais e, por isso, passaram a acontecer novos problemas. Cada vez que acontecia um problema, a apreensão aumentava, o que também aumentava as chances de ocorrer problemas futuros. Dessa forma foi instalado um círculo vicioso.

Daí para frente, estes homens sentem e pensam fortemente outras coisas, nada excitantes, naqueles momentos quando deviam deixar o desejo e as fantasias fluírem. As preocupações, tensões e expectativas atrapalham a presença de outras emoções e a percepção de sensações.

O homem pode se tornar um auto-observador e ficar atento aos sinais que está começando a excitar-se. Por exemplo, fica procurando pistas que indiquem que o seu pênis está começando a ficar ereto ou pistas que indiquem que a ereção é boa. A auto-observação também interfere negativamente na aparição do desejo e da excitação.

Quando estas coisas acontecem, o desejo sofreu interferência negativa e foi superado por outros sentimentos e pensamentos. O medo tem prioridade sobre vários outros tipos de sentimentos. Ele consegue superar outras emoções, a não ser que as intensidades daquelas seja bem maiores do que a dele.

Desejo e ereção

Geralmente o desejo é uma condição necessária para que aconteça a ereção masculina durante as relações sexuais. Raramente dá para contar com ereções “reflexas” que podem ser aproveitadas para esta finalidade, como aquelas que ocorrem pela manhã ou nas horas mais inconvenientes. 

Se o desejo masculino não surge, geralmente toda a sequência sexual, daí para frente, fica prejudicada: também não acontece a excitação; sem excitação geralmente a relação sexual não prossegue. Se não há sexo, geralmente não há orgasmo.

Ampliação do problema

Os distúrbios do desejo geralmente provocam desconfortos que se estendem para além dos momentos quando ocorreram as falhas na relação sexual. O problema se estende no tempo: o homem passa a ficar apreensivo desde o momento que marca um encontro, durante o encontro e após o encontro sexual onde o problema voltou a  ocorrer. Além disso, ele fica com aquela sensação de que dispõe de um tempo limitado para resolver o problema, antes que a companheira o abandone o que passe a falhar com outras mulheres.

O problema se estende para outras áreas psicológicas. Todos os relacionamentos de quem está com este problema, com mulheres e homens, que lembrem esse tema, provocam sentimentos de inferioridade e a sensação que tem um segredo que não pode revelar. O homem sente-se como se estivesse devendo algo para a companheira com quem falhou e aparece o temor que ela esteja sendo condescendente com ele.

Muitas mulheres sentem-se ameaçadas quando os homens falham. Acham que não são suficientemente atraentes, que eles podem não gostar delas. Ficam imaginando se eles funcionariam com outras mulheres. Ficam frustradas por não se satisfazerem sexualmente.

O homem teme perder ponto com as mulheres, principalmente quando eles próprios “passam recibo”: ficam temerosos, se abatem, ficam inseguros. Estas reações, em si, podem ser mais indesejáveis do que a própria disfunção sexual.

Perda do discernimento

Quando passa por este problema, o homem perde parte da confiança no próprio discernimento: ele não se permite mais não ter desejo, nem admite mais que certas situações ou pessoas não sejam excitantes como, por exemplo, que uma parceira seja pouco atraente ou pouco receptiva. Qualquer falta de desejo é atribuída à sua “dificuldade” e não às circunstancias pouco estimulantes. Isso piora tudo: não sentir desejo em situações desfavoráveis é normal e desejável!

O desejo vai sendo substituído por sensações desprazerosas. A pessoa vai aprendendo a evitar e a desviar a atenção de situações que possam dar a chance para uma relação sexual.

Os homens que estão com problemas de desejo apresentam duas tendências opostas: (1) no início do problema buscam oportunidades para transar para verificar se vão funcionar normalmente. (2) Posteriormente, após algumas tentativas mal sucedidas, passam a evitar situações onde haveria a chance de transar devido ao medo de falharem e passarem, de novo, por todos aqueles constrangimentos.

Tratamento

Quando a pessoa não está funcionando na área sexual, é porque que algo está atrapalhando este funcionamento. Se aquilo que atrapalha cessar, o funcionamento tem uma boa chance de melhorar. (Claro que o funcionamento sexual “natural” pode ser aperfeiçoado e desenvolvido e, até certo ponto, mudado).

É necessário alguma intervenção ou algum incidente que coloque todo o processo em uma nova rota: um desejo suficientemente forte, uma parceira que traga segurança, um terapeuta tranqüilizador, um remédio que provoque efeitos reais ou efeitos placebo.


Todos nós passamos por este tipo de problema. Muitas vezes, felizmente, ele é superado sem ajuda profissional. Caso ele persista, procure a ajuda de um psicólogo.

 

 

Por Ailton Amélio às 09h26

15/07/2010

Conquista amorosa: fatos e fantasias

Quando me perguntam se conheço a fórmula da conquista amorosa, sempre digo que sim e passo a descrevê-la: “Para conquistar seja alto, bonito, charmoso, rico, culto, inteligente, atencioso, confiável, romântico, tenha sex appeal ....”. Quem apresentou a pergunta, assim que começa a ouvir essa resposta, exibe um sorriso incrédulo e decepcionado. Essa pessoa esperava a revelação de algum procedimento secreto, alguma fórmula mágica, “o pulo do gato”, algum truque que fizesse que todos se apaixonassem por ela.


Algumas fantasias sobre a conquista amorosa

Certa vez um rapaz lá do Nordeste mandou-me uma carta muito simpática. Ele escrevia muito bem. Preencheu páginas e páginas apresentando-se e descrevendo a grande atração que sentia por mulheres, quanto gostava delas e o seu sofrimento porque nunca tinha conseguido namorar nenhuma delas. Ele terminava a carta apresentando um pedido objetivo e direto: “Professor, por favor, escreva algumas frases para que eu possa dizer para elas e que me ajudem a conquistá-las”! Fiquei muito pesaroso por não saber como atender tal pedido desse simpático rapaz. 

Tenho que esclarecer, também, para aqueles interessados em fórmulas de conquista, que o único que pode oferecê-las, é um concorrente meu, que não gosto de indicar, mas que, excepcionalmente, vou citar o nome: é o tal do Santo Antônio! Milagre é com ele. Talvez algum hipnotizador também consiga ajudar quem tem esse tipo de interesse.

Algumas pessoas manifestam, ainda, a esperança que possa existir alguma poção mágica que promova a conquista. A última noticia que tenho de uma poção assim, foi aquela tomada, por engano, por uma tal de Isolda, que acabou se apaixonando, indevidamente, por Tristão, o primeiro homem que ela viu após ingeri-la! (Pobre Tristão. Meteu-se em apuros porque deveria levar Isolda e a poção para o seu rei!). Mais recentemente, tenho ouvido falar numa tal de oxitocina..., mas isso já é outra história (veja o meu artigo sobre esta substância, nos arquivos desse blog: “O elixir do amor”)

Que fórmula, feromônio ou poção mágica seria essa, que encantaria totalmente o conquistado, independentemente de quem seja o conquistador, do seu nível social, faixa etária, atributos físicos, nível econômico, charme, etc. etc. Dá para acreditar que isso seja possível? 


Alguns fatos sobre a conquista amorosa

Na realidade, a psicologia conhece muito pouco sobre a conquista amorosa. Tendo isso em mente, vamos examinar algumas medidas que podem ser úteis para o seu sucesso.

Podemos classificar as conquistas em duas categorias: (1) não-intencional – acontece sem que o conquistador tenha feito nenhum esforço direto para obtê-la e (2) intencional - o conquistador tomou medidas específicas para obtê-la. Todos nós, creio eu, já tivemos experiência com os dois tipos. Muita gente se apaixona “só pelo jeito de ser” do parceiro, sem que este tenha feito qualquer esforço para conquistar. O segundo caso também é muito comum: todos nós já demos uma mãozinha para aumentar as chances de despertar o interesse de alguém: colocar uma roupa bonita, fazer um bom corte de cabelos, adotar alguma pose, jogar charme...

Se o perfil de qualidades e defeitos de uma pessoa é muito diferente daquele desejado pelo parceiro, não creio que seja possível conquistá-lo por nenhuma dessas duas vias. Quando esse perfil é próximo daquele desejado pelo parceiro, mas não o suficiente para conquistá-lo não intencionalmente, ai sim, é possível fazer algumas coisas que aumentam as chances de conquistá-lo.

Uma parte da conquista intencional acontece através da exibição (sutil) de características não comportamentais (riqueza, poder, beleza, etc.), omissão de alguns defeitos e exibição de comportamentos sedutores (maneira de olhar, palavras doces e românticas, etc.). Tudo isso deve ser feito de forma dosada e sincronizada com o estado psicológico do parceiro.

O valor da maioria destas características pessoais, que são relevantes para a conquista, depende das características possuídas pelo parceiro. Por exemplo, se uma pessoa é famosa, isto impressionará pouco outra pessoa que também tem o mesmo grau ou um grau maior de fama.


Requisitos gerais para a conquista

Para que aconteça a conquista existem alguns requisitos que, até certo ponto, valem para todas as pessoas. Alguns destes requisitos são os seguintes:

Haver similaridade entre características importantes dos parceiros (princípio da homogamia): geralmente os relacionamentos que são iniciados e têm mais chance de dar certo quando os parceiros são similares em uma grande quantidade de características.

Haver admiração, esperança de reciprocidade e certa dose de insegurança quanto ao interesse recíproco do parceiro. Segundo Stendhal, autor de vários romances e de uma teoria bem considerada sobre o nascimento do amor, para que o amor nasça são necessários estes três requisitos.

Haver satisfação com o parceiro e com o relacionamento. A satisfação é, em grande parte, produzida por uma proporção adequada entre custos e benefícios. Segundo John Gotman, autor de vários livros sobre o relacionamento amoroso, para que haja satisfação, o relacionamento com o parceiro deve produzir cerca de cinco unidades de benefícios para cada unidade de custos.


Estilos de amor e medidas específicas para conquistar

Existem vários estilos de amor. Vou usar aqui a célebre classificação de John Alan Lee, para falar desse assunto. Este autor classifica o amor em estilos primários (Eros, ludos e estorge) e estilos secundários (vou mencionar aqui três dos inúmeros estilos secundários: mania, pragma e ágape. No meu livro Relacionamento Amoroso existe um capítulo sobre esse tema).  Os caminhos para conquista dependem do estilo de amor de quem vai ser conquistado.  Por exemplo, as medidas mais eficazes para conquistar pessoas que tenham cada desses estilos são as seguintes:

Estórgico: O amor nasce a partir de uma amizade. Quem tem este tipo de amor não se apaixona à primeira vista. Antes de apaixonar-se deve sentir confiança no parceiro, sentir que compartilha com ele pontos de vista e que está entrosado com ele.

Eros: Dá muita importância para a aparência física do parceiro: geralmente sabe descrever o tipo físico que o agrada. Também é importante sentir atração sexual e sentir certo fascínio pelo parceiro assim que o conhece.

Mania: A fantasia sobre o parceiro pode ser mais importante que a realidade. É  vulnerável àqueles parceiros que usam o “tratamento quente frio”: em certos momentos mostram interesse, em outros momentos mostram indiferença (são mais sensíveis ao elemento “insegurança”, apontado por Stendhal como um dos requisitos do apaixonamento).

Pragma: Sabe citar uma série de características que o parceiro deve possuir, ou seja, usam uma espécie de “lista de compras” na hora de escolher o parceiro. Como é mais racional, raramente “entra de cabeça em um relacionamento” ou deixa-se seduzir por parceiros que não preencham os seus requisitos.

Ludos: É exigente para se envolverem amorosamente. Pode se envolver com vários parceiros simultaneamente. Gosta mais da conquista do que da permanência em um relacionamento.

Ágape: Poder ajudar é um caminho frequentemente trilhado por quem tem este tipo de amor. Pode se envolver com alguém que está sentindo-se desamparado porque está saindo de outro relacionamento.

 

Concluindo: não existem fórmulas mágicas para a conquista. Por outro lado, existem algumas medidas que ajudam a conquistar. Boa sorte para você!

Por Ailton Amélio às 17h15

10/07/2010

Boa notícia: homens e mulheres são do planeta Terra!

Pense em alguns homens e mulheres que você conhece e, rapidamente, aponte algumas características psicológicas que diferem os dois grupos. Você teve dificuldades para fazer isso? Não se preocupe. Essas diferenças são raras e, quando existem, são sutis. Se elas fossem óbvias, você teria mais facilidade em apontá-las.

Sempre que ouço a frase “Os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus”, título de um livro muito popular, não resisto e respondo: o autor só pode ser de Plutão!

Não se assuste. O seu cônjuge não é um ET, ele não é nenhum V (“Visitor”, termo designativo dos ETs da famosa série de televisão estrelada pela brasileira Morena Baccarin). Você não precisa de um manual para decifrar os comportamentos do parceiro do sexo oposto, tipo “Como entender o sexo oposto” ou “Como entender os homens/mulheres”. A melhor forma de entender o parceiro do sexo oposto é pensar em você mesmo e ouvi-lo com atenção.

 

Algumas das semelhanças entre homens e mulheres

Crenças sobre as diferenças psicológicas entre homens e mulheres estão caindo por terra todos os dias. Por exemplo, até pouco tempo atrás se acreditava que as mulheres eram muito frágeis, pouco racionais, só podiam se encarregar de tarefas caseiras (“Lugar de mulher é na cozinha”) e eram muito emocionais. Por isso, muitas profissões eram consideradas tipicamente masculinas ou femininas. A evolução social recente mostrou que essas crenças não tinham fundamento. Muitas das profissões anteriormente consideradas “masculinas”, de uns tempos para cá são exercidas, com a mesma competência, ou até com superioridade, pelas mulheres. Um fato que ilustra essa mudança é que atualmente a maioria dos universitários da USP é do sexo feminino.

 

Diversos estudos científicos verificaram que existe uma grande dose de similaridade entre homens e mulheres. (É preciso demonstrar isso com pesquisas?). Vamos ver aqui alguns exemplos:

 Um estudo comparou homens e mulheres em mais de cem características psicológicas. Os resultados deste estudo mostraram um grau gigantesco de semelhança entre os sexos: tanto os homens como as mulheres querem bem estar, boa comida, sucesso, amor, sexo, consideração, segurança, família, etc., etc.

Outros estudos mostraram que o conteúdo e a incidência dos estilos de amor e da timidez são semelhantes entre os sexos.

A regra mais geral que rege os inícios de relacionamentos amorosos e prediz quais relacionamentos darão certo é o princípio da homogamia: similaridade entre os parceiros (grau de escolaridade, valores, objetivos, níveis de atratividade, etc.). Estas similaridades aumentam a chance do relacionamento dar certo. Os resultados de uma pesquisa realizada por David Buss, ilustram bem este tipo de similaridade. Esta pesquisa foi realizada em trinta e sete culturas (inclusive no Brasil) e mostrou uma grande dose de semelhança nas importâncias que ambos os sexos atribuem a dezoito características (inteligência, aparência, educação etc.) de um futuro cônjuge. Uma análise estatística que realizei dos dados brasileiros desta pesquisa mostrou uma correlação de 0,92 entre os valores atribuídos por homens e mulheres para a importância de cada um destes 18 atributos. Ou seja, existe uma tremenda similaridade entre homens e mulheres quanto aos critérios utilizados para escolher um parceiro para esta finalidade!

Muitas das diferenças psicológicas entre homens e mulheres só são percebidas através da lupa das análises estatísticas de resultados de pesquisas que utilizam muitos participantes. Muitas destas diferenças ficam na casa de um dígito percentual. Ou seja, as semelhanças geralmente são de, pelo menos, noventa por cento.

 

Algumas diferenças entre homens e mulheres

Claro que existem algumas diferenças físicas e psicológicas entre homens e mulheres (muitas delas são deliciosas, por sinal!). No entanto, mesmo as diferenças físicas são pequenas, comparativamente falando. A nossa espécie tem um pequeno grau de dimorfismo sexual (diferenças entres machos e fêmeas) quando comparada a diversas outras espécies. Por exemplo, é só pensar nas diferenças entre o leão e a leoa, o galo e a galinha, a gorila e o gorila (este, em média, tem o dobro do peso dela) para constatar isso.

Algumas diferenças psicológicas entre homens e mulheres

Algumas pesquisas indicaram que os homens têm melhor orientação espacial, as mulheres têm mais habilidades verbais, os homens são melhores organizadores de tarefas, as mulheres são mais empáticas, as mulheres são mais expressivas e percebem melhor a comunicação não-verbal. Tudo isso está bem documentado.

Algumas das diferenças entre os sexos, que são mais relevantes para o relacionamento amoroso, foram observadas na área da comunicação e da sexualidade. Alguns exemplos: as mulheres gostam mais de “discutir a relação” do que os homens. Um estudo verificou que elas iniciam cerca de 80% das brigas. Os motivos, creio eu, são legítimos: para elas é mais danoso ficar em um mau relacionamento do que para eles. Por exemplo, elas têm mais problemas psicológicos e físicos do que os homens quando permanecem em um mau relacionamento.  Para eles, a separação pode ser um mau negócio. Por exemplo, o índice de mortalidade masculina é maior no grupo de homens separados do que no grupo de casados (foram comparados dois grupos similares em outros aspectos) . Por isso, talvez, aqui no Brasil, cerca de dois terços das separações são pedidos por elas

 

As diferenças expressivas entre homens e mulheres podem ser notadas já na infância. Um estudo realizado com mães que podiam ver apenas o rosto de seus filhos, enquanto estes viam projeções de cenas fortes, conseguiam adivinhar melhor o que as meninas estavam vendo do que os meninos. Isto aos cinco anos de idade. Ou seja, as meninas, desde cedo, expressam melhor suas emoções. A nossa cultura inibe a expressão masculina de certas emoções (“homem não chora”, “homem não tem medo”, “homem não é meloso”, etc.).

Outra área onde existem diferenças razoáveis entre os sexos é nos requisitos para a prática sexual. As mulheres geralmente associam mais sexo e afeto do que os homens. Por isso, elas não gostam nada daqueles companheiros que as tratam mal e só ficam carinhosos quando querem sexo. Gostam menos ainda quando, logo após o orgasmo, eles dormem ou querem ir embora!

 

Tomar conhecimento e saber lidar com algumas dessas diferenças realmente pode ser útil para o relacionamento. Mais importante ainda é não temer o parceiro do sexo oposto e achar que ele é de outro planeta e que, por isso, é necessário um manual para entendê-lo! 

Por Ailton Amélio às 10h21

07/07/2010

Olá, amigas e amigos

 

Querido Visitante

 

É um grande prazer estar aqui com você, neste blog do Ciência e Saúde - UOL.

 

Os artigos postados aqui, nesta data, foram desenvolvidos quando o meu blog ainda tinha outro endereço.

 

Neste blog vamos conversar o relacionamento amoroso e a comunicação interpessoal. A nossa conversa terá um tom coloquial, embora as melhores bases científicas disponíveis sejam o nosso pano de fundo!

 

O relacionamento amoroso está presente nas nossas vidas o tempo todo. Quando nascemos já somos profundamente afetados pelo que se passa com nossos pais nesta área. O fim da infância e começo da adolescência é a época que nascem os interesses amorosos românticos e sexuais. Nesta época, também, estamos tomando conhecimento das nossas características pessoais que são relevantes nesta área: quão atraente somos, que tipo de parceiro nos interessa, qual o nosso grau de sucesso neste setor ...

É ai que começa a “época do acasalamento”: a época dos apaixonamentos, ficadas, iniciação sexual, namoros, morar juntos, casar... Este trajeto amoroso vai ser trilhado pelo resto da vida e é permeado de sucessos, fracassos, inícios, separações e reinícios!

Saber desenvolver relacionamentos amorosos satisfatórios é tão importante quanto saber iniciá-los. Como afirmou um famoso estudioso desta área, “O relacionamento amoroso é como andar de monociclo: se parar, cai”.

O diálogo é a principal forma de relacionamento interpessoal. Ele é importante em todos os tipos de relacionamentos e, principalmente, no amoroso. A qualidade do diálogo tem uma importância decisiva em todas as fases deste tipo de relacionamento.

Nada pode ser mais importante do que estes temas, não é? Então, vamos lá.

Um grande abraço para você!

Ailton

 

 

 

 

Por Ailton Amélio às 15h41

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

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