Blog do Ailton Amélio

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23/02/2013

O papel da novidade no relacionamento amoroso

As seguintes questões vão ajudar você a avaliar se o seu relacionamento está perdendo perigosamente o “efeito novidade”:

1- O seu relacionamento caiu na rotina?

2- Você e o seu parceiro não sentem mais prazer e estimulação com a presença do outro?

3- O romance está desaparecendo do seu relacionamento?

4- O sexo está se tornado raro, burocrático e motivado apenas pelas necessidades fisiológicas e não pela atração pelo parceiro?

5- Aquelas longas conversas que aconteciam no início do seu relacionamento desapareceram e, agora, vocês só têm conversas práticas e telegráficas?

 

Quanto mais você concordou com cada uma dessas afirmações, mais “esvaziado” está o seu relacionamento. Um dos possíveis motivos desse esvaziamento é a diminuição das novidades que cada um traz para o outro.

 

Passamos boa parte de nossas vidas procurando novidades e evitando a repetição

A busca por novidades provavelmente foi um dos grandes motores do progresso humano. Coisas como a curiosidade para descobrir como a natureza funciona, a procura por novas maneiras de fazer as coisas e a curiosidade para ver o que existe atrás da próxima montanha promoveram o progresso material da humanidade.

 No entanto, tal como acontece vários mecanismos psicológicos que são úteis quando bem calibrados, mas danosos quando alterados, a busca por novidades pode se tornar danosa quando desregulada. Algumas pessoas se tornam viciadas em novidades: compram mais roupas do que conseguem usar, visitam mil cidades sem conhecer suficientemente nenhuma delas, casam-se várias vezes sem nunca se envolverem suficientemente com os cônjuges, trocam de amigos simplesmente para variar os relacionamentos, etc.

Vamos examinar aqui alguns efeitos da novidade na área amorosa.

Efeito Coolidge

Calvin Coolidge foi o 30º presidente americano. Circula por ai a seguinte anedota à respeito desse presidente, cuja veracidade nunca foi confirmada, mas que ilustra bem a procura por novidade na área sexual:

Um dia esse presidente e sua esposa estavam visitando uma granja, na companhia de uma comitiva. Durante a visita, o presidente ia à frente, acompanhado por um grupo, e a sua esposa, logo atrás, acompanhada por outro grupo. Em certo momento da visita, a sua esposa viu um galo transando incansavelmente. Após observar por alguns momentos o desempenho do galo, ela perguntou para alguém que estava próximo:

- Quantas vezes este galo transa por dia?

- Cerca de 60 vezes.

- Diga isso para o meu marido, lá na frente.

            Essa pessoa incumbida do recado foi até o Presidente e disse: “Olha, Presidente, a energia desse galo”. O presidente observou por um tempo a atividade incansável da imponente ave, e, com um ar admirado, perguntou:

- Quantas vezes ele transa por dia?

- Cerca de 60.

- Com a mesma galinha?

- Não. Uma vez com cada uma.

- Diga isso para a minha mulher, lá atrás!

  Este efeito da renovação da motivação sexual que é provocado pela presença de uma nova parceira foi denominado, em “homenagem” a este presidente, de “efeito Coolidge”. Este efeito também é conhecido como “efeito novidade”, “efeito carne fresca” ou, ainda, pela expressão sugestiva “A grama do vizinho é mais verde”.

O efeito Coolidge foi constatado em várias espécies de aves e principalmente nos mamíferos. Um desses estudos verificou que um rato que já havia transado várias vezes com uma rata e tinha cessado essa atividade há um bom tempo, aparentando saciedade, começou a transar com uma nova rata, assim que ela foi colocada na sua gaiola, com energia renovada.

Os pesquisadores suspeitaram que, talvez, o rato tivesse voltado a transar com a nova rata porque esta não havia transado há um bom tempo e, por isso, ela o houvesse provocado sexualmente através de seus comportamentos. Essa provocação por parte da primeira rata já havia cessado, porque ela, tal como o rato, já estava sexualmente saciada. Para testar essa hipótese, esses pesquisadores repetiram a pesquisa com outros ratos, com a diferença que, dessa vez, a segunda rata, que era colocada na gaiola do rato, também já havia transado com outro rato e, portanto, estava tão saciada quanto a primeira parceira do rato sob teste. Através desse procedimento, os pesquisadores verificaram que o rato voltava a transar com a segunda rata recém-chegada, afastando, dessa forma, a hipótese da provocação como a principal responsável pela renovação da motivação sexual e fortalecendo a hipótese do efeito Coolidge – a segunda rata renovava a motivação do rato saciado porque era novidade!

Esse efeito também foi verificado para as ratas, mas em uma intensidade um pouco menor do que para os ratos. (Parece que as fêmeas de diversas espécies têm mais interesse na qualidade do que na quantidade dos parceiros. Um dos motivos para isso é que elas não conseguem ter tantos filhotes quanto eles).

O efeito novidade também foi constatado em várias outras espécies de aves, mamíferos, insetos e na nossa espécie. Entre nós, ele é, provavelmente,  um dos maiores motivadores do polissexo, da traição, das “ficadas” e do estilo de amor Ludos (descrito em um artigo anterior desse blog). Uma exacerbação do efeito Coolidge é a compulsão sexual onde o compulsivo faz loucuras para transar insaciavelmente com infindáveis parceiros.

Segundo os evolucionistas, a procura por novidade na área sexual evolui porque essa estratégia de acasalamento aumenta as chances que os  machos tenham uma grande quantidade de filhos e as mulheres, entre outras coisas, aumentem a diversidade genética dos seus filhotes, consigam repor mais rapidamente um parceiro quando o seu atual falta (devido o abandono ou morte) e aumenta as chances que elas recebam proteção e outros benefícios de mais que um homem.

O “ficar”

A balada estava animada. Ela tinha acabado de beijar um rapaz que acabou de conhecer. Uns “amassos” depois, ele foi ao toalete. Outro rapaz passou perto dela. Seus olhares se cruzaram. Ele retornou e a abordou. Trocaram algumas palavras gritadas, porque o som estava alto, e, rapidamente, ele mostrou a intenção de beijá-la. Ela manteve o olhar, o que ele interpretou como um sinal verde e, imediatamente, começou beijá-la. Naquela noite mais duas histórias parecidas com essas aconteceram com ela: no final da noite ela havia ficado com quatro pessoas. Ela ficava porque sentia muito prazer em atrair desconhecidos atraentes e beijá-los. Suas ficadas quase nunca passavam daí: nada de relacionamento, nada de sexo.

O ficar é uma prática cuja motivação principal é beijar diferentes parceiros. Essa prática é muito difundida entre os jovens. Uma enquete que realizei mostrou que universitários (24 anos em média) variam muito na quantidade de ficadas que já realizaram. Por exemplo, alguns deles nunca ficaram e outros já ficaram com mais que duzentos parceiros. Em média, os quase 500 participantes desse estudo já haviam ficado com cerca de 20 parceiros diferentes.

O estilo de amor “Ludos”

John Alan Lee, autor de uma famosa tipologia do amor, denominada “estilos de amor” (veja nesse blog um resumo dessa teoria no meu artigo “Estilos de Amor”), descreveu um grupo de pessoas (“Lúdicos”), que sente grande prazer na conquista amorosa. Uma vez realizada a conquista, quem tem esse estilo logo perde o interesse na pessoa conquistada. Por isso, quem tem este estilo está sempre tentando conquistar alguém.

Os lúdicos conseguem ter vários relacionamentos simultâneos e gostam de pessoas que têm diversos tipos de aparência e personalidade. O exemplo clássico de lúdico é o Don Juan, eternizado na literatura.

Monotonia: uma das principais causas da separação

Os estudiosos do casamento e da separação vêm apontando que nos primeiros anos do casamento há uma nítida diminuição da satisfação dos cônjuges e um decréscimo de vários tipos de comportamentos que são desejáveis neste tipo de relacionamento (diminuição do sexo, diminuição das manifestações românticas, diminuição do desejo de passar tempo na companhia do cônjuge, etc.). Um dos motivos apontados para essa deterioração da qualidade do relacionamento é a rotina e a habituação que vão se instalando na vida conjugal.

Claro que a variação de parceiros não é a solução indicada para combater esse tipo de diminuição das novidades. Em um próximo artigo vamos apresentar algumas sugestões sobre a forma de manter um bom grau de imprevisibilidade e novidades na vida conjugal, o que  contribui bastante para manter a vitalidade desse tipo de relacionamento.

A dose certa de novidade varia de uma pessoa para outra e de uma situação para outra. Novidade demais ou de menos pode arruinar um relacionamento. A dose certa de novidade mantém um relacionamento vivo e interessante indefinidamente.

Explica, mas não justifica

A existência do efeito novidade não justifica as traições e nem serve de encorajamento para desfazer os relacionamentos assim que eles começarem a ficar monótonos. Se as tendências justificassem nossas ações, todos nós já teríamos cometido muitos assassinatos, roubaríamos, abandonaríamos os filhos e só trabalharíamos quando desse vontade! Muitas vezes existem fortes consequências que impedem que sigamos e expressemos livremente as nossas tendências propensões!

A constatação da existência do efeito Coolidge deve ser considerada apenas como um alerta para que cuidemos dos nossos relacionamentos e tomemos medidas que combatam a instalação de um grau de rotina muito elevado, que pode provocar a perda de interesse entre os parceiros e o esvaziamento das suas importâncias mútuas!

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Por Ailton Amélio às 19h45

17/02/2013

Quem não gostaria de uma mulher assim?

Para fazer uma ideia da sua satisfação com a sua parceira atual, responda às seguintes questões:

- Quem é a sua melhor amiga?

- Qual  é a pessoa que você tem mais confiança?

- Com quem você gostaria de estar em uma ilha deserta?

- Em quem você pensa quando ouve uma música romântica?

- Quando o seu desejo está lá em cima, você pensa em quem?

Obviamente, a sua satisfação com a parceira é muito boa quando o seu nome foi a resposta para todas essas questões.

O que os homens querem em uma mulher?

O que as mulheres querem em um homem? O que os homens querem em uma mulher? Muito já foi escrito sobre esse assunto, mas parece que o mistério continua do mesmo tamanho ou até maior do que antes. Eu mesmo já cataloguei trinta e duas características que estudos americanos verificaram que eram importantes para selecionar um parceiro para um casamento (veja o meu livro “O Mapa do Amor”).

Neste artigo, vou escrever principalmente sobre os ingredientes que tornam as mulheres especiais. Como todas elas são maravilhosas, apontar esses ingredientes equivale a mencionar os acessórios que diferenciam uma versão mais luxuosa de uma Ferrari de uma versão mais simples!

Muitos desses atributos das mulheres maravilhosas também são aqueles que fazem que um homem seja considerado maravilhoso pors elas. Para ter uma ideia das qualidades deles, basta substituir o que foi dito para as mulheres pela correspondente do homem (por exemplo, onde está escrito “feminina”, substituir por “masculino”).

Princípios que regem as escolhas de parceiros amorosos

A compatibilidade entre parceiros amorosos é regida pelos princípios da homogamia (semelhança entre as características dos cônjuges), da complementação (os parceiros devem se completarem) e da similaridade entre as magnitudes das médias algébricas ponderadas de defeitos e qualidades (as qualidades e defeitos de cada um dos parceiros são ponderados pelas suas respectivas importâncias para quem está fazendo a escolha. As médias algébricas dos pretendentes devem ter magnitudes semelhantes para que eles sejam compatíveis entre si).

Os três princípios acima não são suficientes para explicar as diferenças de atratividade: pode existir muita diferença na quantidade  de atração que sentimos por duas pessoas que atendem igualmente bem esses três princípios.

Áreas onde uma mulher pode ser maravilhosa

Uma mulher pode ser maravilhosa para o seu parceiro devido aos benefícios que ela proporciona em três áreas principais:

Perante a sociedade

As relações com as outras pessoas podem ser muito mais satisfatórias devido as habilidades e atitudes da companheira. Ela pode contribuir muito para os ganhos sociais de um casal nas seguintes áreas: relacionamento social com pessoas relativamente distantes; relacionamento com os colegas de trabalho; relacionamento com os parentes de ambos os cônjuges e harmonia dentro de casa. O grau de atração  da mulher pode ser uma fonte importante de prestígio social para o seu parceiro e fazer muito bem para a autoestima deste!

Vida econômica do casal

É fonte de muitas satisfações e de evitação de muitos dissabores o fato dos cônjuges compartilharem a forma de encarar o lado econômico da relação. A vida econômica abrange desde as contribuições dos cônjuges para o rendimento da família até, na outra ponta, a forma de gastar ou economizar esses rendimentos. É muito bom quando o casal concorda não só na forma de ganhar dinheiro, mas também nas questões de segurança econômica e no prazer de usar os ganhos para viver bem.

Relacionamento entre o casal

A boa qualidade do relacionamento entre o casal é de importância fundamental para a satisfação de cada um dos cônjuges e de toda a família. Esse relacionamento se estende por muitas áreas como a amizade, cumplicidade, romantismo, sensualidade e eroticidade. Além disso, é necessária uma boa dose de comprometimento com o relacionamento e é imprescindível haver confiança mútua.

Vamos desenvolver agora, um pouco melhor esses tópicos.

Qualidades que tornam algumas mulheres mais maravilhosas do que outras

Vou apresentar agora alguns atributos que, em minha opinião, tornam certas mulheres muito fascinantes para aqueles homens que têm um modelo romântico de relacionamento. (Existem outros modelos de relacionamento conjugal que, por uma questão de espaço, não serão apresentados aqui).

Sinto orgulho quando você está ao meu lado

Sinto muito orgulho quando estamos juntos em público! As pessoas devem pensar: lá está um cara realizado. Ele deve ser muito bom em alguma coisa para ter uma mulher daquelas! Depois que iniciamos nosso relacionamento, eu passei a entender aquele ditado: “Diga-me com quem andas e eu direi quem és!”

Gosto quando você demonstra em público que me ama e sente prazer com a minha companhia

Muito lisonjeiro quando estou em um grupo e você se aproxima e engancha o seu braço no meu!

Acho fascinante o seu brilho próprio

Você é bem sucedida profissionalmente, é proativa e tem o grau certo de independência e imprevisibilidade. Nunca sei direito como você vai se posicionar frente aos acontecimentos. Tenho que estar sempre atento para ver como você vai agir e reagir. Geralmente admiro as atitudes que você toma! Você é como os gatos: independente e surpreendente. Dá para ficar horas assistindo o Tom e o Gerry. Dá para ficar horas vendo você agir!

Você tem bom gênio

É uma benção ter alguém ao seu lado que goste de rir, que aprecia as coisas simples, que comemore bastante, que se alegre com pequenas coisas, que trate das tarefas em silêncio e alardeie os bons acontecimentos! É bom ter alguém que nos ajude a apreciar as coisas boas da vida. Que goste de passear, de ir ao cinema de dançar, de andar ao ar livre.

Você é feminina

É bom que a parceira seja bastante feminina. Quando o grau de feminilidade é pequeno, existe uma chance maior do relacionamento se transformar em amizade: é mais fácil apenas tratar de negócios, conversar sobre deveres e fazer planos materiais com uma companheira que seja pouco feminina. Quando esses assuntos se tornam constantes, a presença da parceira vai despertando cada vez mais as lembranças dos assuntos práticos e cada vez menos o romantismo, a sensualidade e todos os outros conteúdos que caracterizam o namoro. Ao invés de ir tanto ao shopping, fazer regime e ir à academia aprenda a acentuar a feminilidade. Feminilidade não é submissão. Masculinidade não é grosseria.

Você é romântica

O romantismo dá um colorido especial para a vida. Quando sentimos que estamos amando alguém, a energia desse amor colore todas as áreas da nossa vida.  É bom ter alguém que goste de flertar, de olhar nos olhos, de dançar com você de rosto colado, de pegar na sua mão.

O romantismo não pode ser traduzido apenas pela lembrança de datas, por declarações formais do tipo “Te amo” como uma forma de cumprimento matinal, por mandar flores. A presença inequívoca do romantismo é revelada pelo olhos nos olhos, pela perda da noção do tempo, pela perda da consciência de tudo que está ocorrendo no ambiente. Essas manifestações de romantismo foram bem captadas pela música que diz: “Não consigo parar de te olhar" (“Can`t take my eyes off you”).

Sensual e Erotófila

Sensualidade. É bom que a mulher seja sensual, pois essa forma de ser colore todos os momentos e não se manifesta apenas na hora do sexo.

Não devemos confundir sensualidade com a exibição vulgar do corpo. A sensualidade está presente nos comportamentos, na voz, na movimentação. A sensualidade é uma forma de assumir que tem, sim, muito prazer nos assuntos do sexo e incorporar isso na forma cotidiana de agir. A exibição da sensualidade comportamental pode ser calibrada. Não se trata, portanto, de sair por ai seduzindo todo mundo.

Erotofilia. É bom que ela que goste de sexo, que goste de experimentações nesta área, que sinta muita atração sexual por você. O sexo é uma das poucas coisas na vida que traz imenso prazer, que está ao alcance de quase todo mundo (“Divertimento de pobre...”) e pela qual você não tem que pagar direitos, impostos e taxas. Pouca gente sabe usufruir plenamente desta dádiva e dar o devido valor para a parceira que gosta de sexo e sabe proporcioná-lo.

Amiga de verdade

É muito bom ter alguém que aceite e admire você do jeito que você é. Que descanso não ter que ficar fingindo, se justificando e se sentindo em dívida devido à sua forma de ser.

É bom ter alguém que seja a primeira a ficar ao seu lado quando você tem que enfrentar situações difíceis. É bom ter uma companheira que não seja imparcial com você, mas, sim, descaradamente tendenciosa em seu favor. Mas, que tenha todo o jeito para ajudar você a mudar de posição e se ajustar aos fatos quando você estiver errado.

O homem tem que estar à altura da mulher

Para que um homem tenha chance com uma mulher maravilhosa, ele também deve ser maravilhoso. A seguinte anedota ilustra bem esse principio:

Dois amigos, José e Antônio, se encontram e desenvolvem a seguinte conversa:

José: E ai, Antônio, você está namorando?

Antônio: Não! Estou procurando a mulher perfeita!

Tempos depois eles se encontram novamente e essa conversa é retomada:

José: E ai, Antônio. Já arranjou namorada?

Antônio: Ainda não.

José: Por quê? Não encontrou a mulher perfeita?

Antônio: Encontrei, sim. Mas, ela também estava procurando o homem perfeito!

Clube dos apreciadores de mulheres

Existem apreciadores de quase tudo que se possa imaginar: pinturas, música, cavalos, gatos, carros, etc. Eu estou acabando de inaugurar o clube dos apreciadores de mulheres.  Elas não são a oitava maravilha do Mundo. Elas são a primeira maravilha e depois é que começa a contagem das outras. Você que também é um apreciador de mulheres, venha desenvolver a sua sensibilidade. Faça parte do nosso clube (rs).

 

Por Ailton Amélio às 09h51

10/02/2013

Namorado de aluguel: no amor, não se contente com pouco.

Como está a qualidade do seu relacionamento amoroso? Aqueles que permanecem em um relacionamento de má qualidade, além de sofrerem, também acabam desperdiçando essa área da vida que podia lhes trazer as maiores realizações e satisfações.

 

Avaliação do seu relacionamento

Para ajudar você a pensar na qualidade do seu relacionamento, responda as seguintes questões:

1- Você nunca foi, ou deixou de ser, a prioridade da vida do seu parceiro?

2- Faz tempo que o romantismo e a sexualidade perderam o brilho no seu relacionamento?

3- O seu parceiro sempre está cansado demais para conversar? Ele só conversa com você nos intervalos dos seus programas favoritos de televisão ou quando não está na internet?

4 - Quando vocês estão com outras pessoas, você é a ultima a ganhar a atenção e a aprovação do seu parceiro?

5- O seu parceiro presta pouca atenção aos seus estados de espírito? Por exemplo, ele não percebe quando você está um pouco descontente, cansada ou preocupada?

6- O seu parceiro não dá muita importância para as coisas que afetam você? Por exemplo, ele não seria capaz de dizer quais são os acontecimentos que mais trouxeram satisfação ou aborrecimentos para você na última semana?

7 – O seu parceiro não prioriza aquilo que deixa você feliz? Ele sempre dá mais importância para aquilo que acha “racional” do que para aquilo que deixa você contente? Ele não está com você para o que der e vier?

8 - Você tolera o seu mau relacionamento apenas porque nunca experimentou algo melhor?

Caso você tenha respondido “Sim” a qualquer uma dessas questões, a qualidade do seu relacionamento pode ser melhorada. Leia o restante desse artigo para aumentar a sua consciência sobre o estado do seu relacionamento e sobre os motivos que deixaram ele assim.

Agora, peça para o seu parceiro responder essas mesmas perguntas ou responda-as como se fosse ele.

 

O mau relacionamento de Carlota e Estevão

A seguinte história mostra um pouco do recheio de um mau relacionamento e porque Carlota, uma dos seus personagens, permanece nele.

O relacionamento de Carlota com Estevão, seu marido, deixava muito a desejar. Há muito tempo, o marido havia deixado de ser romântico: nunca a olhava nos olhos, não fazia declarações, não a beijava na boca e nunca se lembrava das datas importantes que marcaram a evolução do relacionamento entre eles. O sexo entre eles era bem raro e, quando acontecia, era rápido e voltado para a satisfação do marido: ela apenas era solicitada a cooperar e nunca a usufrui-lo. Ela podia contar nos dedos a quantidade de orgasmos que teve durante essas relações sumarias. Ele não se interessava pelo seu trabalho e mal sabia o que a alegrava ou a entristecia. Ele funciona apenas como provedor. Estevão se gabava que não deixava faltar nada em casa e da boa vida que proporcionava para mulher e para os filhos.

Aqueles que os conheciam superficialmente invejavam seus estilos de vida. Moravam em uma boa casa, tinham bons carros, filhos estudando em boas escolas e se vestiam bem. Quando vista de perto, suas vidas apresentavam outros matizes: o relacionamento entre o casal era apenas "funcional" - eles só tratavam de coisas práticas, como orçamento da família, logística do funcionamento da casa e da vida dos filhos. Eles conversavam muito pouco sobre seus sentimentos, planos, expectativas e fantasias. Quando a conversa ia para esse lado, sempre era norteada pelo crivo da praticidade: tal coisa vai ou não vai ser útil e contribuir para o nosso sucesso material e social. O que não se enquadrava nesses critérios era descartado.

Carlota estava infeliz. Ela, no entanto, sentia culpa por não estar satisfeita. Afinal, tinha uma vida confortável e desejada por muita gente. Ela tinha nascido em uma família onde o relacionamento entre os pais eram parecidos com os seu. Seus pais eram voltados para os aspectos práticos da vida familiar. Quase não eram afetivos entre si. Carlota quase nunca havia presenciado um beijo entre eles ou algo mais quente. Aliás, ela era daquelas que imaginavam que não há sexo entre os pais.

Além disso, ela havia se casado com o primeiro namorado. Portanto, não tinha experiência do que poderia esperar de um relacionamento. Para piorar, ela só ouvia as amigas reclamarem. Acabou concluindo que um bom grau de insatisfação é inerente aos relacionamentos desse tipo. Portanto, só lhe restava se conformar com o relacionamento que tinha.

 

Porque muita gente permanece em relacionamentos de baixa qualidade?

Muita gente permanece em relacionamentos de baixa qualidade por um ou mais que um dos seguintes motivos:

1- Ignora o que um relacionamento amoroso pode e deve oferecer. Boa parte das pessoas não teve experiências diretas nesta área e nem foi instruida para desenvolver expectativas realistas sobre o que poderia esperar de um relacionamento amoroso. Por isso, as pessoas ou esperam demais (“Ele prometeu me fazer feliz”) ou de menos (“Todos casamentos são assim. Não adianta trocar seis por meia dúzia”).

Creio que o casamento é o maior empreendimento da nossa vida e, infelizmente, não há quase nenhuma preparação para ele (nunca ouvi falar de um curso preparatório para o namoro ou para o casamento que fosse tão concorrido quanto o de medicina na USP, rs). A nossa formação nessa área é constituida por experiências precárias (alguns poucos namoros entre jovens imaturos e a vivencia, na infância e adolescência  do relacionamento entre os pais, muitos dos quais eram tão ruins que acabaram em divórcio), exposição a uma mídia mal informada (romances tórridos, mil traições, vidas glamorosas, volta por cima, etc.) e conversas com amigas (geralmente voltadas para os aspectos negativos do relacionamento. Entre nós, homens, as coisas ainda são piores neste setor: quase não falamos nada da nossa vida amorosa e, quando falamos ou contamos vantagens ou reclamamos e ouvimos conselhos sumários, radicais e machistas).

2- Perdeu a noção do nível de qualidade do próprio relacionamento. Quando algo vai sofrendo pequenas alterações graduais, geralmente não nos damos conta das modificações que estão ocorrendo e as transformações podem se tornarem muito grandes antes que sejam notadas. É a tal história do sapo que pula para fora da panela quando é colocado em agua quente, mas que pode morrer cozido quando é colocado em agua fria que vai sendo esquentada lentamente. Da mesma forma, muita gente não percebe as péssimas condições de seus relacionamentos atuais porque elas foram se instalando aos poucos.

3- Adaptaptou-se. Possuímos a propriedade de nos adaptarmos a coisas ruins quando não podemos lidar com elas. Por exemplo, quase todo mundo acaba adaptando suas vidas às doenças crônicas, às péssimas condições do trabalho e a um pai tirano. Da mesma forma, muita gente acaba se adaptando a um mau relacionamento quando existem muitas dificuldades para sair dele. Acabamos criando mecanismos para lidar com situações adversas: nossos pés criam calos para lidar com sapatos apertados e a pele das nossas mãos engrossa quando realizamos trabalhos manuais. No campo psicológico, nos tornamos insensíveis aos maus tratos, desculpamos o agressor ou passamos a achar que “o sofrimento forja o nosso caráter”.

3- Está cercado por fortes barreiras que dificultam a saída do relacionamento. Muitas vezes o relacionamento em si é ruim, mas existem  barreiras ainda mais fortes que nos impedem de deixá-lo. Por exemplo, pode haver obstáculos econômicos (os cônjuges são economicamente dependentes), medo de ficar só (por exemplo, quem tem certa idade imagina que terá serias dificuldades para iniciar outro relacionamento) e culpa e dó por fazer o cônjuge sofrer com a separação.

4- O relacionamento não é o principal foco da sua vida pessoal. Algumas pessoas conseguem manter um mau relacionamento simplesmente porque ele não é a parte mais importante de suas vidas e não querem que ele ocupe esse papel. São pessoas que têm muitos interesses e querem um cônjuge que também seja assim, para poderem continuar a cultivar essas outras áreas da vida após o casamento. A vida geralmente tem muitos focos de energia, dedicação, satisfação e preocupações: trabalho, vida social, filhos, amizades, etc. É natural e benéfico que ela não seja exclusivamente centrada no casamento e no cônjuge. Caso essa simbiose aconteça, a vida conjugal acaba se tornando sufocante e prejudicial.

 

Namorado de aluguel

Certa vez assisti um filme que mostrava uma espécie de casa de prostituição, onde as clientes eram mulheres e aqueles que alugavam os seus serviços eram homens. O que me chamou muito a atenção é que os “serviços” prestados pelos homens não eram tipicamente sexuais, mas, sim, o oferecimento de intimidade psicológica e experiências românticas. Os profissionais incorporavam, perfeitamente, um personagem atraente, viril, cúmplice, aceitador, admirador e romântico. Também podiam “personalizar” personagens de acordo com as preferencias das clientes. As mulheres se ligavam a esses personagens e passavam a ter horários fixos para visitá-los. Tal como muitos homens ficam viciados em sexo pago, elas ficavam viciadas em intimidade, romance e relacionamentos oferecidos por esses profissionais.

Creio que todo mundo deveria experimentar um bom relacionamento amoroso logo no inicio da vida amorosa. Após essa experimentação, não nos contentaríamos com pouco e formaríamos critérios para escolher aqueles que viriam a ser nossos parceiros na vida real. Algo como um namorado de aluguel nos ajudaria a experimentar o que é bom nessa área e a formar critérios mínimos para os futuros relacionamentos. (Claro que o namorado de aluguel é uma solução tosca para esse tipo de problema. Ela é apresentada aqui como uma espécie de provocação para estimular novas ideias!).

Você não consegue ter um relacionamento de verdade? Procure a ajuda de um psicólogo.

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Por Ailton Amélio às 12h44

03/02/2013

Você está perdendo tempo demais com coisas pequenas? Entenda os motivos.

Para ajudar a avaliar se você está viciado em pequenas coisas, que estão produzindo resultados muito ruins na sua vida, responda as seguintes perguntas:

1- Você passa muito tempo nas redes sociais da internet?

2- Você passa tempo demais jogando no computador?

3- Você consulta demais os seu celular para ver se tem alguma mensagem?

4- Você come muitas porcarias e, por isso, está ganhando peso e prejudicando a sua saúde?

5- Você passa muito tempo batendo papo ao invés de trabalhar?

Caso tenha respondido “Sim” a uma ou mais que uma dessas questões é provável que você tenha adquirido algum “vicio” que, embora, pequeno e pouco importante em cada episódio, acaba acarretando grandes danos quando acontece muito frequentemente.

Neste artigo vamos examinar alguns mecanismos que explicam como “pegamos” esses vícios.


Histórias ilustrativas de pequenos vícios que produzem grandes males

Considere as seguintes historias:


Navegar na internet ao invés de escrever a tese

A produtividade de Eva caiu muito nos últimos tempos.  Ela já terminou os cursos de pós-graduação e agora está escrevendo a sua tese de doutoramento. No entanto, ela está gastando boa parte do seu tempo navegando na internet. Como ela trabalha quase o dia inteiro no seu computador, é altamente tentador entrar na internet de tempo em tempo para ver se há algo de novo: e-mails, postagens no facebook, notícias, etc. Ela está trabalhando cada vez menos na tese e navegado cada vez mais. Por isso, está ficando muito preocupada, pois o seu prazo para terminar a tese está se esgotando. Embora ele goste do assunto da tese e de escrever, o fato de estar sob pressão para terminar esse trabalho e o medo de não conseguir terminá-lo dentro do prazo diminuíram muito o seu prazer para realizar essas atividades. Assim, navegar na internet é uma maneira de “dar um refresco” em uma atividade que se tornou pouco agradável.


Pausas para comer ao invés de trabalhar arduamente

Jussara trabalha em casa. Ela escreve artigos para uma revista especializada. Desde que começou a trabalhar em casa já engordou 12 quilos. Isso está acontecendo porque ela pegou o hábito de fazer pausas frequentes no seu trabalho para visitar a geladeira e beliscar alguma coisa. Ela faz isso mesmo quando não está com vontade de comer. Parece que esse hábito se instalou porque ele é uma maneira de interromper o seu trabalho, que é bastante árduo. Ou seja, ela está comendo demais não porque tem muita fome ou apetite, mas, sim, porque as pausas para comer ajudam a dar uma fugida de um trabalho desgastante, que exige muito esforço para ficar bom.


Jogar no computador ao invés de estudar

Carlos é um adolescente que está indo cada vez pior na escola. Ele passa o dia jogando no computador. A sua família está muito preocupada. Ele não quer mais conversar com os pais e irmãos, não se encontra pessoalmente com os amigos, não quer sair de casa e, se pudesse, comeria na frente do computador. Carlos está agindo assim porque jogar no computador é motivador em si (jogos são muito motivadores para muitas pessoas) e, além disso, Carlos tem competido a distancia com outros colegas, o que também é motivador. Além disso, jogar é uma maneira de fugir das tarefas escolares, que ele considera muito chatas e cujos principais benefícios, se fossem realizadas, só seriam colhidos em um futuro distante e bastante imprevisível.


Bater papo ao invés de atender os clientes

Eduardo trabalha no setor de atendimento ao público de uma grande instituição. O seu chefe já chamou a sua atenção várias vezes porque ele fica muito tempo batendo papo com os colegas ao invés de atender os clientes. Mesmo quando está atendendo aos clientes, ele fica desatento, pois está sempre ligado no que os colegas ao lado estão conversando. Durante uma entrevista de treinamento, Eduardo foi questionado sobre essas conversas. Segundo ele, a maioria delas são fofoquinhas e brincadeiras pouco envolventes, mas que ajudam a tornar os seus dias de trabalho mais suportáveis.

Esses quatro casos acima mostram como pessoas podem desenvolver atividades indesejáveis e até altamente prejudiciais que para fugir de tarefas desagradáveis.

Vamos entender agora como a fuga ou evitação de atividades desagradáveis pode oferecer combustível para outras atividades que, por si só, seriam pouco motivadoras.


"Comportamentos deslocados" apresentados por outras espécies

Há algum tempo os etólogos (estudiosos dos comportamentos dos animais) descreveram e apresentaram explicações sobre um tipo de comportamento curioso que é observado em diversas espécies. Trata-se de um comportamento que aparentemente é irrelevante para resolver coisas importantes que estão ocorrendo com um animal, em um dado momento. Por exemplo, o território de um galo é invadido por um rival. O dono do território entra em combate para expulsar o intruso. Muitas vezes, essa batalha se prolonga. Quando isso acontece, em certos momentos da batalha, um dos galos para a luta e se põe a bicar pedrinhas  e gravetos que estão no chão, como se esses objetos fossem comida e como se isso fosse a coisa mais importante que ele tem para fazer naquele momento. Essas bicadas, além de não servirem para a alimentação ou para qualquer outra função parecida, ainda parecem completamente despropositais para a situação presente, na qual um adversário está por perto e uma batalha violenta ainda terá que ser terminada!

Por isso, esse tipo de comportamento foi chamado de “comportamento deslocado”: não parece apropriado ou relevante para a situação. Os estudiosos desse tipo de comportamento sugeriram que ele é apresentado para dar uma parada em algo aversivo e perigoso que está ocorrendo, para recuperar as forças e, talvez, para dar uma chance para o surgimento de uma nova estratégia para lidar com o problema. Ou seja, as motivações desses comportamentos deslocados seriam provenientes da fuga e da evitação de outra atividade tensa e aversiva que está ocorrendo na situação. (Na "sublimação", mecanismo descrito e muito usado pelos psicanalistas, a energia da libido também é deslocada para outras ações que são socialmente desejáveis).

De forma análoga, muita gente dedica-se a atividades pouco relevantes para fugir de coisas importantes, mas pouco motivadoras, para fugir de situações monótonas, que também são desagradáveis, ou quando estamos com medo de correr riscos para iniciar uma nova atividade que pode ser excitante. Nesses casos, podemos nos ocupar de coisas pouco relevantes, mas que são eficazes para fugir de outros eventos mais desagradáveis. Por exemplo, um tímido pode se dedicar a raspar com a unha uma pintinha que está na sua calça, como se aquilo fosse a coisa mais importante que ele tivesse para fazer naquela situação, quando se encontra na presença de uma mulher muito atraente que ele gostaria de namorar, mas que não tem coragem para tomar iniciativas nesse sentido.

O vício em atividades pouco importantes ou até danosas também pode ser explicado pelos fatores que dão maior ou menor poder de controle para as consequências produzidas pelos nossos comportamentos. Vamos examinar agora alguns desses fatores.


Fatores que afetam o poder de controle das consequências de nossos atos

O poder das consequências que nos controlam depende das suas magnitudes (quanto maior a intensidade da consequência, maior o seu poder de controle), do tempo que elas demorarão em ocorrer (consequências mais próximas da ação têm mais poder de controle do que aquelas que demorarão mais para ocorrer), do custo de resposta (quanto maior o esforço necessário para executar determinada atividade, mais intensa terá que ser a consequência para que ela continue a ser emitida), da perda de outras consequências concorrentes (o que estou deixando de ganhar quando me dedico a determinada atividade), das suas probabilidades de ocorrência (consequências que certamente ocorrerão controlam mais do que aquelas que talvez ocorram) e das suas taxas de ocorrência (aquilo que ocorre de vez em quando controla mais do que aquilo que ocorre sempre). (Por uma questão de espaço, esses tópicos serão desenvolvidos em outros artigos.)

Por exemplo, não resistimos e comemos algo gostoso e prejudicial porque o prazer de comer é imediato e as más consequências são apenas prováveis (sempre imaginamos que pode haver uma maneira de evita-las ou que elas não acontecerão) e só poderão acontecer no futuro (o ganho de peso e os prejuizos à saude demoram para ocorrer).

Da mesma forma, não fazemos ginástica agora porque as más consequências são imediatas (é desagradável fazer esforço sem sentido ou correr para não chegar a lugar nenhum. Além disso, poderíamos estar fazendo outras coisas mais agradáveis ou menos desagradáveis que a ginástica) e as boas consequências (melhoria na saúde e aparência) demorarão em ocorrer e são incertas (pouca gente consegue persistir até obter bons resultados).

Jogar video game, bater papo, frequentar redes sociais e navegar na internet podem ser atividades muito prazerosas e saudáveis! Essas atividades são problemáticas quando se transformam em vícios, estão trazendo prejuízos em outras áreas importantes da vida ou estão sendo usadas fugir de outras atividades e problemas importantes que precisam ser enfrentados!

Você não está conseguindo se livrar dos seus pequenos vícios que estão prejudicando sua vida? Procure a ajuda de um psicólogo.

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Por Ailton Amélio às 10h08

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

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