Blog do Ailton Amélio

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26/05/2013

Desejo de reconciliação após a separação: o que fazer?

Do you miss me tonight? Are you sorry we drifted apart? [ ....]"Shall  I came back again?"  

Música interpretada por Evis Presley: "Are you lonesome tonigh?" (Veja o link na Nota:1 )

Reconciliar é voltar a um estado parecido com o anterior, após um conflito que provocou afastamento, briga ou ruptura.

Os afastamentos, estremecimentos e rupturas são ocorrências comuns em relacionamentos que duram bastante tempo.  Durante essas crises, os parceiros acreditam que o relacionamento vai ser rompido definitivamente. Na grande maioria desses casos, o relacionamento sobrevive e segue em frente normalmente. Essas crises também são muito frequentes em relacionamentos que estão apenas começando. Em ambos esses tipos de relacionamentos é comum haver uma ruptura e, posteriormente, arrependimentos e o desejo de voltar atrás. Essa volta, no entanto, pode encontrar obstáculos que são colocados pelo outro parceiro ou por mecanismos psicológicos que dificultam a reconciliação.


Pesquisa americana mostra quantidade supreendente de separados que desejam a reconciliação

Uma pesquisa recente2, realizada nos Estados Unidos, verificou uma coisa interessante: naqueles casos onde o divórcio está em andamento, existe uma quantidade supreendente de pessoas que têm esperança de reconciliação e que teriam interesse em receber ajuda para que isso acontecesse. Essa pesquisa procurou determinar as percentagens de interessados na reconciliação com o ex-cônjuge. Ela foi realizada com 2500 pessoas que estavam se divorciando e que tinham filhos.

Alguns dos resultados dessa pesquisa são os seguintes:

- Um em cada quatro indivíduos afirmou que tinha alguma crença que o relacionamento ainda poderia ter sido salvo se o casal tivessem trabalhado arduamente para isso.

- Em um nono dos casais, ambos os parceiros mostraram alguma crença que o relacionamento poderia ter sido salvo através de um trabalho duro.

- Um em cada dez indivíduos afirmou que estaria seriamente interessado em obter ajuda para uma reconciliação

- Em um em cada dez casais, ambos os parceiros mostraram-se interessados em obter ajuda para a reconciliação.

- Em um em cada três casais, um dos ex-cônjuge estava interessado na reconciliação e o outro não,

- Em 45% dos casais, um ou ambos os ex-cônjuges apresentaram alguma esperança que poderia haver reconciliação. Os homens apresentaram mais este tipo de esperança do que as mulheres.

- Este estudo também concluiu que aqueles casais onde ainda há mais chance de reconciliação também são os aqueles casais onde os conflitos estão provocando mais danos nos filhos. A explicação para isso parece ser de que nestes casais, os cônjuges ainda se importam com o outro e, por isso, eles são mais capaz de se afetarem e, como estão em conflito, isso provoca um maior grau de tensão do que naqueles casais que já alcançaram um bom grau de indiferença entre os cônjuges.


Quando a separação não é a melhor opção

 Muitos relacionamentos amorosos terminam devido a percepções e decisões equivocadas de um ou de ambos os parceiros e não porque as condições que propiciariam um convívio conjugal feliz deixaram de existir. Esses relacionamentos geralmente terminam porque um ou ambos os cônjuges fizeram uma avaliação errada da situação, não possuíam as habilidades ou condições psicológicas para se reconciliarem ou porque tinham inibições que dificultavam as reconciliações após os conflitos, que são inevitáveis em um relacionamento duradouro.

Alguns dos principais motivos para essas separações equivocadas são os seguintes:

- Precipitar a separação quando a cabeça ainda está quente. Por exemplo, durante uma briga, o conflito vai tomando proporções cada vez maiores e um dos cônjuges ameaça separar-se e o outro o desafia para fazer isso. Aceito o desafio, pode ficar difícil voltar atrás.

Certos mecanismos psicológicos fazem que mantenhamos nossas decisões mesmo quando tomamos consciência que elas foram irracionais ou que não eram a melhor opção: valorização da “coerência”, orgulho, vergonha de voltar atrás, ocultação do interesse de reconciliação para preservar a auto estima.

- Fantasias sobre as “maravilhas da vida de separado”. Muitas pessoas tomam como base a vida que tinham antes de se casarem. Quando se separam verificam que não conseguem mais voltar àquela “boa vida de solteiro”.

- Falta de condições psicológicas e de habilidades para perdoar e reconciliar. Certas pessoas guardam mágoas e rancores por muito tempo. Outras pessoas não sabem agir de modo a obter o perdão e aumentar as chances de reconciliação.

 

Consequências das separações ou das continuidades dos relacionamentos

A separação de casais solidamente constituídos tem graves consequências tanto para aqueles que estão diretamente envolvidos como para outras pessoas relacionadas, principalmente para os filhos pequenos: econômicas, sociais, psicológicas e educacionais. Muitas dessas consequências são obvias e outras são mais sutis. Por exemplo, existem estimativas de que as pessoas demoram cerca de três anos para recomporem suas identidades psicológicas após uma separação de um relacionamento que foi plenamente assumido e que durou um bom tempo.

Por outro lado, permanecer em um relacionamento abusivo, que continua gerando infelicidade e tensão, mesmo após várias tentativas sérias de reparação, pode ser altamente prejudicial para os cônjuges e para seus filhos que vivem em um ambiente familiar deteriorado.


Aconselhamento para ajudar a discernir as melhores decisões

Na nossa cultura não é esperado que após o divórcio aconteçam muitas reconciliações e nem existem instituições e serviços especializados para ajudar os interessados na reconstituição de seus relacionamentos. As separações geralmente são consideradas como definitivas. Mais que isso: quando um dos cônjuges começa a tomar medidas para se separar, a nossa cultura parece considerar que a separação é inevitável.

A Universidade de Minesota criou um serviço (“Counseling Discernment”) para ajudar as pessoas que ainda estão dúvida sobre a separação a adquirirem um maior grau de discernimento e certeza sobre a decisão que estão prestes a tomar: divorciar ou tentar reconciliar e reconstituir o casamento antes de exporem os filhos aos prejuízos causados pela separação.

Dificuldades para encarar uma reconciliação? Procure a ajuda de um psicólogo.

Notas

1- Música "Are you lonesome tonight", interpretada por Elvis Presley: http://www.vagalume.com.br/elvis-presley/are-you-lonesome-tonight-traducao.html

2- Veja um resumo dessa pesquisa em: Surprising number of divorcing parents are open to reconciliation, News Minnesota Study Finds.

http://www1.umn.edu/news/news-releases/2011/UR_CONTENT_316404.html

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Por Ailton Amélio às 08h47

19/05/2013

Desejo sexual: você "pega no tranco"?

Creio que todo mundo já teve a experiência ou já viu alguém fazer um carro pegar no tranco. Acontece assim: quando acaba a bateria, o motorista não consegue fazê-lo pegar acionando a chave de ignição. Neste caso, o motorista pode tentar fazê-lo pegar no tranco: coloca a segunda marcha, pisa na embreagem e pede para outras pessoas o empurrarem o  ou, quando ele está em uma descida, libera o freio de mão para permitir que ele comece a se movimentar ladeira abaixo. Quando o carro ganha uma boa velocidade, o condutor abruptamente tira o pé da embreagem. O carro dá um tranco e, com alguma sorte, passa a funcionar normalmente.

No sexo acontece algo semelhante: muita gente não sente desejo pelo parceiro. Essa falta de desejo pode ser circunstancial (de vez em quando acontece com todo mundo) ou crônica (nunca sente desejo por este parceiro). Sem desejo não dá para fazer sexo, ou pelo menos, não dá para fazer um bom sexo. Para fazer um bom sexo é necessária a excitação (por exemplo, a ereção do pênis e a lubrificação, intumescimento, alargamento e alongamento do canal vaginal). O principal disparador da excitação é o desejo.

Pois bem, quando o desejo pelo parceiro está fraco (a bateria está fraca demais para acionar a partida), é possível usar alguns artifícios para estimulá-lo e, em seguida, tentar dar a partida. Dada a partida, o sexo pode passar a funcionar de forma semelhante ao iniciado pelo desejo pelo parceiro.

O desejo produzido pela possibilidade de sexo com uma pessoa atraente e o desejo produzido pela estimulação de zonas erógenas podem ser comparados, respectivamente, com o riso que é provocado por coisas engraçadas e pelo riso provocado por cócegas. Geralmente gostamos de rir de coisas engraçadas, mas pouca gente gosta de rir quando alguém lhe faz cócegas e pede para que esta pessoa continue a fazê-lo.

Este é o assunto que vamos examinar neste artigo.


Sarah não tinha desejo, mas acabava ficando excitada durante o sexo

Sarah havia perdido o desejo sexual pelo marido. Ele não a tratava bem, não era nada romântico e só apresentava um arremedo de carinho quando queria sexo. “Na cama, ele era como um galo: montou, arremeteu algumas vezes, ejaculou e encerrou. Em seguida, virava para o outro lado e dormia como um porco.”

Sempre que ele apresentava sinais que queria transar, ela dava todos os tipos de desculpas: dor de cabeça, indisposição, cansaço, noite de lua cheia, etc. No entanto, como ela ainda não havia decidido a encarar uma separação, continuava a transar com ele de vez em quando, para não azedar de vez o ambiente familiar.

Nesses raros episódios sexuais, na hora que ia para a cama com o marido, ela geralmente não estava sentindo desejo e, muito menos, excitação. Pelo contrário, sentia-se obrigada a fazer algo que era desagradável e humilhante. Por isso, no início desses episódios sexuais, ela não estava lubrificada e a musculatura da sua vagina não estava relaxada. Como consequência, as primeiras penetrações geralmente doíam e eram muito desagradáveis.

Ela, no entanto, disfarçava a ausência de desejo e de excitação e os sentimentos desagradáveis e simulava certo grau de prazer e desejo. Se mostrasse que estava fazendo esforço e que não sentia nenhum desejo pelo marido ou que estava usando artifícios para se excitar, isso certamente geraria uma grande encrenca com ele.

No entanto, após iniciar as práticas sexuais, ela passava a sentir desejo, se excitava e quase sempre tinha um orgasmo. Dentre as práticas que despertavam o seu desejo, a mais eficiente era receber sexo oral. Também ajudava muito quando ela imaginava que estava transando com outra pessoa.


A qualidade do desejo é diferente

O desejo de Sarah, quando pegava no tranco, não tinha a mesma qualidade e não era, de forma alguma, um bom substituto para o seu desejo “normal”, aquele, por exemplo, que ela sentia por outros homens. Este último tipo de desejo aparecia espontaneamente muito antes do início de qualquer prática sexual e era despertado pela masculinidade, sensualidade e atitudes positivas desses homens desejáveis. Sarah tinha muitos pensamentos persistentes e fantasias com homens assim. Frequentemente ela se masturbava pensando em algum homem conhecido que tinha essas características. O desejo despertado pelas práticas sexuais com o marido era produzido principalmente pela estimulação de suas zonas erógenas e pelos longos períodos de privação sexual que ela havia passando desde o último encontro. O desejo provocado no tranco e o sexo que vinha com ele deixava um sabor amargo posterior e uma necessidade de evitar ou adiar o máximo possível o próximo episódio sexual com o marido.

Após “cumprir a missão” ela se sentia frustrada, vazia e usada. Esses sentimentos negativos estavam produzindo efeitos cumulativos: cada episódio sexual era pior do que o anterior. A única coisa boa é que após cada um deles, ela podia passar algum tempo sem transar de novo com o marido.


Podia ser pior: nem no tranco

Sarah ainda se achava uma mulher de sorte quando se comparava com certas amigas. Estas não conseguiam pegar no tranco e, por isso, não conseguiam sentir nenhum prazer durante o sexo. Só ficavam no desprazer. Essas amigas podiam contar nos dedos de uma mão a quantidade de vezes que tiveram orgasmo com seus companheiros! (A maior parte das mulheres que não consegue orgasmo com o marido, consegue chegar lá quando se masturba. Isso indica que elas não têm problemas orgânicos que impedem o orgasmo. Uma boa ajuda psicológica é altamente recomendada para resolver este tipo de problema).


Artifícios usados por Jair para conseguir transar com a esposa

O desejo de Jair pela sua esposa quase havia desaparecido. Há muito tempo, aquele desejo inicial, que era alimentado pela novidade, havia perdido o brilho. Isso é inevitável em qualquer relacionamento duradouro. No entanto, o sexo com ela também havia se tornado desestimulante em outros sentidos, que poderiam ter sido evitados.

 Atualmente o tipo de sexo que ela topava fazer era básico, monótono e cheio de “Isso não!”. Com o passar dos anos, ela havia descuidado da sua forma física e, por isso, a sua aparência atual estava muito longe daquela que ela tinha na época que haviam se conhecido e que se manteve durante os primeiros anos de casamento, antes da sua primeira gravidez.

O pior de tudo é que os hormônios sexuais de Jair já estavam um tanto escassos e, por isso mesmo, logo agora que ele precisava de mais estimulação por parte da mulher é que ela havia se tornado insípida, pouco atraente aos olhos e muito desagradável aos ouvidos!

Embora não tivesse desejo pela esposa, Jair sabia que de tempos em tempos tinha que “comparecer”. Não estava nos seus planos terminar o casamento e nem ficar ouvindo reclamações da mulher pela sua ausência sexual. Ao que tudo indica, ela reclamava e exigia sexo não porque tivesse um grande desejo sexual, mas sim, porque a ausência de sexo fazia com que ela se sentisse não desejável (adeus autoestima!) e porque ela temia que Jair acabasse se envolvendo com outras mulheres, caso não satisfizesse suas necessidades sexuais com ela.

Para dar conta do recado, Jair lançava mão dos seguintes artifícios: (1) evitava a masturbação para aumentar a sua necessidade biológica de sexo, (2) pensava em outra mulher enquanto transava com a sua esposa, (3) logo antes de procura-la para sexo, assistia algum filme pornô no computador para ficar excitado e (4) tomava um remédio ajudar a ter e a manter uma boa ereção. Após tomar algumas ou todas essas medidas, ele conseguia começar a “funcionar”. Após iniciar o sexo com a esposa, ai sim, as fricções e a sua fantasia com outra mulher eram suficientes para que ele conseguisse levar a cabo a sua “missão”. Feito isso, agora sim, poderia ter um tempo de folga até que o dever voltasse a bater na sua porta!

Quando “comparecia”, Jair estava mais movido pela cobrança e pelas necessidades biológicas do que pela atração pela mulher. Ele estava sempre procurando introduzir “brinquedinhos eróticos” e filmes pornôs no sexo com a mulher, para ver se isso melhorava a sua excitação. Ela não mostra nenhum entusiasmo por essas “práticas alternativas”. Quando ele fazia uso desses artifícios, ela sentia que o desejo de Jair não era por ela, mas sim pelos filmes e brinquedos.

Este tipo de sexo com “aditivos”, ao invés de aproximar os cônjuges estava afastando-os. Além de achar que o uso desses aditivos era uma espécie de depravação, ela temia que esse uso pudesse “viciá-los de tal forma que só passassem a sentir desejo e ficarem excitados quando houve algum estimulante deste tipo”.


O desejo é a primeira fase de um episódio sexual satisfatório

Um episódio sexual bem sucedido pode ser dividido em quatro fases: desejo (fantasias acerca da atividade sexual e desejo de praticar a atividade sexual), excitação (sentimento de prazer e alterações fisiológicas concomitantes. Inclui, por exemplo, a ereção peniana do homem e a lubrificação e a expansão vaginal da mulher), orgasmo (clímax sexual, com liberação da tensão sexual e contração rítmica dos músculos do períneo) e resolução (sensação de relaxamento muscular e bem-estar geral) (Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Sexuais – 4a. Edição, pp. 467 - 468).


O desejo sexual feminino

O desejo sexual feminino depende um conjunto de fatores que vai muito além das dosagens hormonais, das características físicas do parceiro e das suas habilidades na área sexual. Geralmente o desejo da mulher também é afetado pela qualidade do relacionamento que existe entre ela e  o companheiro em todas situações. Por exemplo, quando o companheiro não é atencioso, respeitoso, romântico e viril durante boa parte do tempo, elas esfriam. Não adianta ficar romântico e carinhoso só quando quer sexo. Adianta menos ainda tentar apimentar diretamente as práticas sexuais.


Pouco desejo sexual

A insuficiência de desejo sexual pode ser uma característica crônica e abrangente ou específica e aparecer apenas circunstancialmente. Quando é crônica e abrangente, ela está presente há muito tempo, acontece com todos os possíveis parceiros e  há poucas fantasias e sonhos eróticos. Quando ela é específica e circunstancial, aparece apenas em certas situações (por exemplo, quando o parceiro agiu de uma forma desrespeitosa) ou com certas pessoas. Neste último caso, a falta de desejo é natural e muito útil para selecionar parceiros amorosos – só devemos iniciar ou manter um relacionamento amoroso com alguém que desperte em nós alguma atração sexual ou que, pelo menos, tenha potencial para isso.

A diminuição do desejo pode ocorrer durante um relacionamento amoroso que está em curso. Quando esta diminuição é acentuada e perdura por muito tempo, existe uma grande chance de o relacionamento se deteriorar.

Problemas no desejo sexual? Procure a ajuda de um psicólogo.

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Por Ailton Amélio às 08h52

12/05/2013

Táticas de conquista para os diferentes estilos de amor

Em primeiro lugar, vamos tentar diminuir uma grande confusão que as pessoas fazem entre as medidas que podem ser tomadas para investigar se há interesse amoroso (“verificar”), as medidas para expressar e tentar criar interesse amoroso através dessas expressões (“flertar”) e as medidas para criar e aumentar o interesse amoroso (conquistar). Em seguida, vamos apresentar uma classificação dos tipos de conquista e, finalmente, vamos abordar os tipos de táticas de conquista mais indicados para cada estilo de amor da pessoa que está sendo conquistada.

Verificar, flertar e conquistar

A verificação, o flerte e a conquista são usados nos inícios e durante os relacionamentos amorosos. Por exemplo, uma mulher casada há dez anos pode perguntar para o marido “Você ainda me ama?” (Verificar). Ela também pode “Só ter olhos para ele” e “Derreter-se quando ele está presente” (“Flertar”) e estar sempre cuidando da própria aparência e do relacionamento para manter vivo e fortalecer o amor que existe entre eles (“Conquistar”).   

A grande maioria dos namoros é iniciada entre pessoas que já se conhecem ou que foram apresentadas. Nestes dois casos, a verificação, o flerte e a conquista acontecem durante as conversas. Portanto, para iniciar e desenvolver relacionamentos é necessário saber conversar e ter conteúdo que impressione bem o parceiro (inteligência, cultura, valores, crenças, etc.). Não são alguns truques mágicos que levarão ao sucesso!  Infelizmente muita gente anda dando cursos, escrevendo e ensinando fórmulas mágicas sobre como iniciar namoros através da abordagem de pessoas desconhecidas em locais de paquera. Esta é apenas a terceira forma mais frequente de iniciar namoros.

Vamos examinar agora as principais características desses três tipos de medidas.

Verificar

Vou usar aqui o termo “verificar” como uma abreviatura da expressão “verificar se há interesse amoroso”. O objetivo da verificação é investigar se há interesse amoroso por parte de quem está sendo verificado. Os procedimentos de verificação, portanto, não são usados com o objetivo de criar ou aumentar esse tipo de interesse, mas apenas de constatar se eles já existem. As maneiras de verificar podem ser classificadas como diretas ou indiretas. (1) As principais maneiras diretas são as seguintes: (a) apresentação de perguntas diretas do tipo: “Você tem interesse amoroso por mim?” “Você ficaria comigo?” “Você quer namorar comigo?” e (b) leitura de sinais de interesse amoroso apresentados através dos comportamentos não verbais e verbais de quem está sendo verificado (“ler os sinais corporais” para identificar esses sinais). (2) A principal maneira indireta de verificar é a sondagem de uma amiga em comum para tentar descobrir se há interesse amoroso por parte da pessoa que está sendo verificada em relação ao verificador.

Flertar

O termo “flertar” é usado aqui para designar aquele conjunto de comportamentos não verbais e verbais que é usado para expressar os sentimentos amorosos do flertador e para induzir a pessoa a quem ele é dirigido para corresponder ao flerte. Esse conjunto pode ser dividido em três grupos: (a) “dança do acasalamento”. No meu entender, o flerte mais direto e convincente é constituído pelo conjunto de comportamentos não verbais que compõem a “dança do acasalamento”: olhares, sorrisos, derretimentos, concentração da atenção no parceiro, hiperreagir às ações do parceiro (“mostrar-se derretido”, achar muita graça, mostrar admiração exagerada, etc.) e  pelo investimento de tempo (perder a hora de ir embora, ficar horas conversando, não ser o primeiro a terminar o encontro, fazer muitos contatos, etc.); (b) apresentar convites que podem aumentar o interesse amoroso de quem foi convidado e, se aceitos, indicam interesse amoroso do convidado: convidar para jantar, convidar para sair em no fim de semana, convidar para fazer uma viagem a dois, etc. e (c) oferecer gentilezas que são típicas de quem tem interesse amoroso, embora também possam ser apresentadas por amigos gentis (tornar-se muito gentil, oferecer flores, etc.)

O flerte é ao mesmo tempo uma verificação de interesse amoroso e um tipo de sedução. Quando o parceiro corresponde ou deixa de corresponder, o flerte está funcionando como um verificador do seu interesse. Quando o flerte contribui para aumentar o interesse amoroso do parceiro, ele está funcionando como um tipo de sedução.

Os comportamentos de flerte têm uma chance de provocar alterações no interesse amoroso da pessoa para quem eles são dirigidos. Eles embelezam aquele que os exibem, são excitantes para quem os recebe e até para quem os observa. Nas novelas, por exemplo, a fase  do flerte atrai a atenção dos telespectadores. A observação de pessoas flertando tem efeitos semelhantes à observação das práticas sexuais nos filmes, novelas e filmes pornôs. No caso do flerte, uma parte da excitação dos observadores é provocada pelo risco de rejeição do flertador pelo flertado e pelo estado alterado e transfigurado dos flertantes.


Conquistar

O termo “conquistar” é usado aqui para designar o conjunto de medidas que pode ser usado para aumentar o interesse amoroso de quem está sendo conquistado em relação ao conquistador.

As táticas de conquista podem se classificadas em três grupos: (a) seduzir, (b) cativar e (c) persuadir.

Seduzir: uso de medidas para despertar o apaixonamento e o interesse sexual: flerte, insinuação sexual, tática " tratamento quente - frio" (alternar momentos de demonstração de interesse com momentos de indiferença pela pessoa que está sendo conquistada), etc.. Essa tática é usada principalmente pelos eróticos, maníacos e lúdicos.

Cativar: uso de medidas para aumentar a confiança e a amizade com quem está sendo conquistado: respeitar, ouvir com empatia, apoiar, ser prestativo, etc. Essa tática é usada principalmente pelos estórgicos.

Persuadir: uso de medidas para ressaltar as qualidades do conquistador como parceiro amoroso. Exibir discretamente posses, mencionar planos econômicos ambiciosos, exibir um estilo de vida que seja muito desejável, etc.. Essa tática é usada principalmente pelos pragmáticos.

Muitas pessoas conquistam seus parceiros amorosos sem fazer uso intencional de nenhuma dessas táticas. As formas naturais de ser e agir dessas pessoas e suas aparências já atraem e conquistam seus parceiros.

Todas essas táticas de conquista têm efeitos positivos sobre quase todas as pessoas. No entanto, os seus graus de eficácia dependem dos estilos de personalidade e habilidades daqueles que as empregam e dos estilos de amor de quem está sendo conquistado. Em seguida, vamos examinar algumas das táticas específicas que funcionam melhor para cada um dos estilos de amor do alvo da conquista.

A eficácia da tática de conquista depende do estilo de amor

Vou usar aqui a teoria "Estilos de Amor", de John Alan Lee, para classificar os estilos de amor. (Para entender melhor essa teoria, veja o meu artigo "Qual é o seu estilo de amor", postado em 01/03/2013, neste Blog).

Estórgicos

Estorge é um tipo de amor que nasce a partir de uma amizade. Portanto, para conquistar quem tem esse tipo de amor é necessário, antes de qualquer coisa, desenvolver uma boa dose de amizade. No entanto, quem trilha esse caminho deve tomar cuidado para não neutralizar o interesse amoroso de quem está tentando conquistar. Por exemplo, o conquistador não deve esquecer que o parceiro tem atrativos como homem ou mulher e concentrar-se apenas nas manifestações de aceitação, apoio e respeito. Ou seja, quem usa essa tática deve tomar cuidado para não inviabilizar ou esterilizar a admiração e a esperança amorosa de quem está tentando conquistar e, ao mesmo tempo, deve fazer que esta pessoa sinta certa dose de insegurança sobre o interesse do conquistador (esse são os ingredientes do amor, segundo Stendhal). Ou seja, quem usa essa tática deve tomar cuidados para que o parceiro perceba como um amigo, mas, ao mesmo tempo, como um homem ou uma mulher e vice-versa.

Eros

Eros é um tipo de amor baseado em grande parte na atração física pelo parceiro e no fascínio que este exerceu imediatamente em quem está se apaixonando (este tipo de atração sentida por quem tem este tipo de amor já recebeu nomes como: "atração instantânea", "fator macho / fêmea", "química", etc). Portanto, para conquistar quem é Eros é necessário causar impacto logo de cara ou, quando o conquistador e o conquistado já se conhecem, é necessário tomar medidas para reinstalar ou aumentar esse tipo de atração como, por exemplo, melhorar a forma física, mudar a aparência e comportamentos para acentuar as características típicas de cada gênero. Afirmação de uma pessoa Eros que entrevistei: “Se uma pessoa não causa um impacto imediato em mim, um frio na barriga, não adianta ela ser boazinha e amistosa, porque isso não vai me conquistar”.

Mania

Quem tem esse tipo de amor é possessivo, inseguro e ciumento. Essas pessoas precisam de confirmação contínua dos sentimentos que as outras pessoas têm por elas. Geralmente os maníacos são muito vulneráveis à tática “quente – frio”: o conquistador, em certos momentos, mostra muito interesse amoroso e, em outros, mostra indiferença pela pessoa que quer conquistar. Quando isso acontece, essa pessoa passa a pensar continuamente no conquistador e fica ávida pelos seus sinais de interesse amoroso.

Pragma

Os pragmáticos são muito práticos e racionais na hora de escolherem e se ligarem amorosamente a um parceiro. Quem tem esse estilo de amor possui uma espécie de lista daquilo que buscam em um parceiro. Essa lista é constituída por qualidades, atributos, compatibilidade e posses que tornarão a vida conjugal com o parceiro muito agradável, segura e confortável. O pragmático dá menos valor para a paixão e para o sex appeal do parceiro do que os eróticos e maníacos, por exemplo. O pragmático está mais interessado no lado prático da vida.

A conquista das pessoas que têm o amor Pragma tem mais chance de sucesso quando o conquistador se esforça para mostrar que possui os atributos e as condições procuradas pelo pragmático: boas condições ou perspectivas econômicas, boa inserção social, racionalidade para ganhar e gastar dinheiro, etc.

Ágape

Os agápicos no amor são aquelas pessoas que se envolvem amorosamente  com parceiros que precisam de cuidados e ajuda. Quem tem esse tipo de amor adora ajudar o parceiro a vencer na vida, a cuidar mais de si e a resolver seus problemas.

Um estudo recente verificou que gostamos mais daquelas pessoas que ajudamos do que daquelas pessoas que nos ajudam. Por exemplo, gostamos dos nossos filhos dependentes e dos animaizinhos que cuidamos. O rapaz que paga lanche para os colegas não aumenta muito as chances que estes venham a gostar deles.

A maneira de conquistar quem tem o estilo de amor Ágape é solicitar sua ajuda e mostrar-se carente de cuidados.

Ludos

Os lúdicos no amor são aqueles que têm muito prazer na conquista, mas logo se desinteressam daqueles que já conquistaram. Os lúdicos geralmente tentam conquistar qualquer pessoa razoavelmente interessante que passe pela sua frente e que não demonstre um grande interesse imediato por eles (o amor para eles é uma espécie de vídeo game: não se interessam por jogos muito fáceis e por jogos que já aprenderam a ganhar).

Para conquistá-los, portanto, basta fazer-se de interessante e mostrar pouco interesse por eles. Essa conquista, é claro, provavelmente produzirá frutos por pouco tempo ("O amor é eterno enquanto dura").

 Claro que essas táticas de conquista apresentadas aqui são apenas uma grande simplificação da realidade. Por exemplo, a grande maioria das pessoas se identifica com mais que um estilo de amor (possui um amor "misto"). Além disso, a eficiência das táticas de conquista pode variar de acordo com a personalidade do conquistador e de quem está sendo conquistado e com as condições presentes e passadas de cada um (por exemplo, uma pessoa que se decepcionou com um amor Estórgico porque "era muito monótono” pode ficar sensível às táticas eficientes para conquistar um amor do tipo Mania, porque este amor é mais emocionante).

Problemas no amor? Procure a ajuda de um psicólogo

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Por Ailton Amélio às 07h46

05/05/2013

Sistema contratual: como gerar mais motivação para alcançar seus objtetivos

Se você quer fazer ou deixar de fazer alguma coisa, mas não possui motivação suficiente para isso, existe um recurso psicológico que pode ajudá-lo a conseguir uma dose extra dessa motivação. Esse recurso é conhecido pelos psicólogos comportamentalistas como “sistema contratual”.

O sistema contratual é uma espécie de contrato que, até certo ponto, se parece com outros contratos comerciais. No entanto, esse sistema possui algumas características que aumentam as chances do contratante atingir seus objetivos, sejam eles fazer alguma coisa, concluir alguma tarefa ou parar apresentar algum tipo prejudicial de comportamento.


Como Henrique usou o sistema contratual para escrever sua dissertação

Henrique não estava conseguindo escrever a sua dissertação de mestrado. Em primeiro lugar, ele perdia muito tempo com diversas pequenas atividades. Depois que acordava, demorava para sair da cama. Em seguida, o seu café da manhã era muito demorado. Após o café, ficava um bom tempo lendo o jornal. Quando a manhã já estava avançada, ele sentava-se para começar a escrever. Ligava o computador e, ao invés de escrever, começa a navegar na internet: verificava os e-mails, dava uma boa olhada nas notícias, visitava o Facebook para tomar conhecimento das novidades, etc., etc. Depois de muita enrolação, abria o arquivo da sua tese, divagava um pouco e escrevia alguma coisa. Pouco tempo depois voltava à internet e revisitava todos os sites já vistos anteriormente à procura de novidades.

Desta forma, logo chegava a hora do almoço e o seu trabalho na dissertação não havia rendido nada. À tarde, o mesmo esquema da manhã se repetia e, no final do dia, ele tinha trabalhado muito pouco na dissertação.

Henrique estava ficando cada vez mais aflito. Só dispunha de mais seis meses para entregar esse trabalho e ainda faltava muito para ser feito. Ele estava se arriscando a perder todos aqueles anos de pós-graduação e todo o trabalho que havia dedicado à pesquisa que era a base da sua dissertação. Embora tivesse consciência de tudo isso, na hora de escrever, ele continuava a se dispersar e produzia muito pouco.

Foi ai que André, um colega da pós-graduação, lhe deu uma sugestão: porque não assinava um contrato que o obrigaria a escrever certa quantidade mínima de páginas por semana? André havia lido que esse sistema era muito usado por estudantes que queriam se disciplinar para produzir trabalhos acadêmicos.

O contrato

Henrique ficou animado com a ideia e pediu a ajuda de André para redigir e fiscalizar o cumprimento de um contrato desse tipo. Eles redigiram um contrato no qual constavam as seguintes cláusulas:

(1) Produção mínima que deveria ser apresentada por Henrique dentro de uma semana: seis paginas escritas digitadas em Arial 12, 40 linhas por pagina, perfazendo um total mínimo de 14.000 caracteres com espaços. Essa produção era perfeitamente viável para Henrique. Ele poderia produzir até o dobro na semana, caso trabalhasse arduamente.

(2) Conteúdo da produção: o contrato especificava os tópicos e subtópicos que deveriam ser desenvolvidos naquela semana.

 (3) Caso não cumprisse o prometido, Henrique perderia R$ 100,00 (cem reais). A perda dessa quantia seria pesada para ele, que só dispunha do dinheiro de uma pequena bolsa para custear todas as suas despesas.

(4) Um cheque foi entregue para André, antecipadamente, na ocasião da assinatura do contrato. Essa entrega antecipada evitaria um calote que poderia ocorrer caso o contrato não fosse cumprido. André tinha condições de verificar se realmente Henrique havia executado satisfatoriamente a tarefa.

(5) Esse contrato poderia ser renovado semanalmente até o final da dissertação.

Quatro meses após a assinatura desse primeiro contrato e após renovações em todas as semanas que se seguiram, Henrique já estava concluindo a sua dissertação. Henrique nunca teve que pagar a multa por não cumprir o que foi contratado.


Algumas aplicações do sistema contratual

Este sistema poderá ajudar quando você não está conseguindo:

- Deixar de ser sedentário e começar a fazer ginástica.

- Realizar uma tarefa importante e trabalhosa.

- Estudar cada dia um pouco e não deixar estudar tudo para a hora da prova.

- Trabalhar todo dia um pouco naquele longo trabalho escolar para dar tempo de entregar na data e sair bem feito.

- Controlar melhor a hora de dormir ou de acordar.

- Deixar de fumar.

- Controlar o peso.

- Deixar de comprar coisas supérfluas que você nunca vai usar.

- Fazer aqueles exames médicos que você vem adiando há tanto tempo.


Aviso importante

Muitas dessas atividades só podem ser executadas com a supervisão de profissionais especializados. Por exemplo, um regime alimentar deve ser feito com orientação médica. A ginástica de ser realizada com orientação de um professor de educação física.


Requisitos do sistema contratual

1- Providencie um bom fiscal. Arranje alguém que vai fiscalizar e executar o contrato. Essa pessoa dever ser capaz de verificar se o prometido foi claramente cumprido. Essa pessoa deve ser implacável na verificação da promessa e na aplicação da sanção acordada.

2- Cada contrato deve vigorar por um prazo curto de tempo (geralmente uma semana). Ele pode ser renovado até que o objetivo final seja alcançado.

3- Contrate uma quantidade de tarefa que poderá ser cumprida com relativa facilidade. Por exemplo, se você acha que consegue escrever dez páginas em uma semana ou perder um quilo na semana, contrate apenas a tarefa de escrever cinco páginas ou a de perder meio quilo, respectivamente.

3- Deposite antecipadamente a multa por não cumprir o contrato ou deposite uma garantia de valor igual ou superior a ela. Por exemplo, você se compromete a lavar a louça do jantar durante uma semana, caso não faca ginástica pelo menos quatro vezes na semana. Neste caso, antecipe um cheque de R$ 200,00 que ficará em poder da sua empregada. Esse cheque será descontado por ela, caso ela verifique que você saiu para fazer a ginastica prometida e não voltou suado e não lavou a louça.

4- Faca o contrato por escrito. Especifique a tarefa, o critério mínimo para que ela seja cumprida, a data máxima que ele vai ser cumprida e a consequência por não cumpri-la.


Porque o sistema contratual funciona

O sistema contratual tem uma boa chance de funcionar porque ele:

- Aumenta a motivação para fazer coisas importantes e benéficas e para deixar de fazer coisas ruins.

- Ajuda a definir precisamente aquilo que a pessoa está se comprometendo a fazer ou deixar de fazer.

- Ajuda a quebrar grandes tarefas em tarefas menores. Pode ser desanimador e desestimulante encarar uma tarefa muito grande, árdua e demorada.

- Traz para o presente aquelas consequências que só ocorrerão em um futuro distante e que, por isso, exercem pouco controle nas ações imediatas.


Por que é necessário o auxílio de um psicólogo para usar esse sistema?

A execução de um contrato desse tipo tem muito mais chance de sucesso quando é realizada com o auxílio de um psicólogo.

Esse tipo de contrato pode ser insuficiente ou até indesejável para ajudar você a atingir suas metas. Isso ocorre, por exemplo, quando existem poderosas consequências reais que impedem o alcance dos seus objetivos. Por exemplo, você não consegue ter uma boa participação nas reuniões do seu trabalho porque nelas está presente um chefe punitivo que não deixa ninguém falar ou porque você tem inibições fortíssimas para falar em público, devido a um excesso de timidez ou de inassertividade. Nestes casos, a adoção de um contrato para falar mais nas reuniões pode gerar muita ansiedade e produzir grandes consequências negativas.

Em casos como este, o psicólogo ajudará você a remover dos obstáculos para atingir seus objetivos e não sugerirá, pura e simplesmente, a adoção de um sistema contratual.

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Por Ailton Amélio às 08h35

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

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