Blog do Ailton Amélio

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29/09/2013

Não deixe o seu interlocutor falando sozinho! Repercuta!

Repercutir uma comunicação significa difundir, reverberar ou abrir espaço na conversa para a acolher e a considerar.

Repercutir é uma forma de mostrar interesse na conversa e no tema. Se uma boa repercussão acontece logo no início de um tema, ela é um sinal de acolhimento do tema. Se ela surge posteriormente, quando o tema já está sendo abordado, ela é um sinal de envolvimento com o tema e com a conversa.

Uma das coisas mais desestimulantes em uma conversa é falar para um interlocutor que faz “cara de paisagem” para quase tudo que você diz, ou seja, ele não repercute nada do que você diz!

Por outro lado, é muito estimulante quando o seu interlocutor reage ao que você está dizendo. Ele pode simplesmente acolher o assunto e acrescer algo sobre o que foi dito ou se manifestar positiva ou negativamente sobre o que foi dito.

Esse é o tema que vamos abordar neste artigo.


A obrigação de repercutir a comunicação do interlocutor

Considere a seguinte história:

Todos já tinham se manifestado sobre aquele filme, que era o assunto do momento. Valeria tinha consciência que, se não falasse nada naquela hora, perderia pontos. Ou seria considerado uma não participante. Valeria poderia até dizer que não  tinha assistido o tal filme ou que não gosta de cinema. Calar significava que não estava integrada e comprometida com o grupo ou, pelo menos, com a atividade do grupo naquele momento que era comentar sobre o filme. Quando um tema é abordado por um grupo quem não se manifesta se exclui momentaneamente do grupo. Participar de um grupo exige um posicionamento contínuo sobre tudo que está ativado para este grupo.

Essa história mostra que temos consciência dos significados da repercussão de uma comunicação.


Graus de pressão para reagir a uma comunicação

            Existe uma grande variação nos graus que as comunicações ou os comunicadores “pedem” ou “exigem” reações daqueles que recebem suas comunicações. Em um extremo estão as comunicações que desaconselham reações como, por exemplo, aquelas recebidas por ouvintes não ratificados (existem regras que mandam “ignorar gentilmente” a conversa de estranhos em locais públicos que conseguimos ouvir) ou aquelas cujos sinais indicativos de recepções causariam constrangimentos ao emissor (como indicar a percepção de um lapso que revela algo constrangedor de quem o cometeu). No outro extremo estão certos tipos de comunicações dirigidas a uma pessoa específica, como as perguntas formuladas por um juiz durante um interrogatório, que dificilmente podem deixar de ser respondidas. Entre estes dois extremos existem vários graus de pressão para reações à comunicação como, por exemplo, aquela pressão fraca que sentimos quando alguém desconhecido “pensa em voz alta” na nossa presença ou aquela pressão moderada das perguntas dirigidas a um grupo (neste caso, como existem várias pessoas na audiência, a responsabilidade individual de responder à pergunta é fraca porque ela está diluída entre os receptores da pergunta).

Geralmente sentimos uma boa dose de obrigação para reagir a certos tipos de comunicação apresentados por outras pessoas. Esta obrigação é usada pelos manipuladores. Por exemplo, ela é muito usada por pessoas que trabalham com telemarketing. O profissional deste serviço liga e vai fazendo uma porção de perguntas ou afirmações para tirar informações de quem atendeu a ligação. Depois usa tais informações para os seus propósitos. Muita gente não consegue deixar de responder a estas questões, mesmo quando não têm nenhuma vontade de respondê-las. Este sentimento de obrigação é tão forte que os psicólogos desenvolveram um treinamento de assertividade para ajudar a quebrá-la.


Maneiras de repercutir a comunicação do interlocutor

Existem várias maneiras de repercutir a uma comunicação do interlocutor:

- Comentar o que foi ele comunicou

- Dar continuidade ao que ele disse

- Apresentar manifestações que indicam a importância do que foi dito

- Divulgar para outras pessoas o que ele disse

- Fazer alarde do que foi dito: colocar mais emoção, vibração e volume na voz ao mencionar o que foi comunicado

- Adotar o assunto proposto como tema da conversa

- Não deixar cair no vazio aquilo que foi dito

- Tecer considerações sobre o que foi dito

- Abrir espaço na conversa para aquilo que foi comunicado

- Reagir ao que foi comunicado

- Apresentar informações que confirmem o que foi dito pelo interlocutor. Por exemplo, dizer: “O IBGE também apresenta dados que confirmam a sua impressão que no Brasil existem mais mulheres do que homens”

- Relatar algo semelhante ao que foi dito. Por exemplo, afirmar: “Comigo também aconteceu algo semelhante”. Este tipo de comentário valida ou mostra empatia e capacidade de compreensão com o que ocorreu com a outra pessoa.

- Apresentar um exemplo que confirme ou desconfirme o que o interlocutor afirmou.

- Oferecer raciocínio que apoie ou objete ao que foi comunicado. Por exemplo, dizer: “Isso que você falou faz sentido! Explica perfeitamente porque ele estava bravo comigo!”

- Elogiar ou louvar o que foi dito


Funções da repercussão

Existem vários tipos de função das repercussões. Algumas delas são as seguintes:

- Fornecer atestado de relevância para o comunicador e para a sua comunicação. Tanto o comentário negativo como o positivo indica que a comunicação não foi indiferente para quem a recebeu. Comentar tem um significado contrário ao da seguinte afirmação: “Isto não merece comentários”. De fato, esta frase é um comentário, e ela é dita, muitas vezes, diante de coisas relevantes que afetaram quem a disse, mas que não quer admitir a afetação. Neste caso, trata-se de uma tentativa de desmerecer a comunicação ou o comunicador.

- Fornecer feedback sobre os efeitos que a comunicação teve no seu receptor. O receptor revela os sentimentos e pensamentos que foram provocados nele pela comunicação do interlocutor. Por exemplo, o receptor diz: “Penso de forma semelhante a você!”.

Quem fala necessita avaliar os efeitos que a sua comunicação está produzindo no ouvinte. Aliás, boa parte da motivação para dizer algo é exatamente produzir tais efeitos. Daí a necessidade de monitorar estes efeitos. Este é um dos motivos pelos quais o falante olha periodicamente para o ouvinte: faz isso para captar suas reações. Outras reações do interlocutor são captadas através de outros sentidos, principalmente através da audição.

- Mostrar empatia com os sentimentos do interlocutor. Validar e mostrar solidariedade com os sentimentos do interlocutor. Por exemplo, após o interlocutor contar que roubaram o seu carro, o ouvinte comenta: “Que chato, hein, isso que aconteceu com você?” e, ao mesmo tempo, mostra cara de pesar frente ao relato apresentado pelo interlocutor.

- Motivar o interlocutor. Quando o receptor repercute algo que o emissor apresentou, este se sente mais motivado para continuar a tratar do tema ou para continuar a conversa.

Se você se interessou pelo que o seu interlocutor disse e quer e quer estimular a conversa? Então, repercuta!

Problemas para desenvolver conversas estimulantes e agradáveis? Procure a ajuda de um psicólogo.

Grupos de estudo e supervisão de atendimentos sobre relacionamento amoroso e comunicação. Escreva para o meu e-mail ailtonamelio@uol.com.br ou ligue para o meu consultório (11) 3021 5833) para obter mais informações e reservar a sua vaga.

Por Ailton Amélio às 08h09

22/09/2013

Mulheres que casam com bons moços e transam com cafajestes

Parece que aquela crença popular que afirma que certas mulheres se casam com os bons moços, mas aceitam transar com cafajestes contem uma boa dose de verdade. Geralmente elas se entregam mais facilmente para os cafajestes e evitam transar logo de cara com os bons moços. Elas agem assim porque parecem acreditar que transar logo nos primeiros encontros diminui as chances de estabelecer um relacionamento duradouro que tenha envolvimento, romance e comprometimento. Como elas têm menos esperança que aconteça esse tipo de relacionamento com o cafajeste, aceitam partir logo para o sexo quando ele as atrai.

O que é mais intrigante são os motivos que tornam os cafajestes muito atraentes para certas mulheres e objeto de inveja para muitos homens.

Esse é o tema que vamos abordar nesse artigo.


Três tipos de táticas reprodutivas

As táticas reprodutivas dos homens são muito variadas. Três delas são as seguintes: (1) bom moço, (2) lobo em pele de cordeiro e (3) cafajeste.

O bom moço é aquele que investe na esposa e nos filhos: desenvolve relacionamentos duradouros nos quais existe intimidade, romantismo, sexo e  comprometimento.

O lobo em pele de cordeiro é aquele que se disfarça de bom moço, mas, de fato, é um mau caráter que está intencionalmente enganando a mulher com a finalidade de obter vantagens. Depois que consegue o que quer, simplesmente desaparece ou, pior ainda, vira um parasita permanente.

O cafajeste não quer envolvimento profundo ou comprometimento duradouro e joga às claras: não age dissimuladamente e não faz promessas para enganar as mulheres.

A grande maioria das pessoas não se enquadra perfeitamente em nenhuma dessas categorias, mas, sim, tem certo grau de cada uma delas.

Neste artigo vamos tratar mais do cafajeste do que dos outros dois tipos de táticas reprodutivas

 

Charlie Harper: um exemplo de homem que só está disponível para transar

Charlie Harper (interpretado por Charlie Sheen) foi um dos três principais personagens da famosa série televisiva Two and a Half Men ( esse personagem foi substituído por Walden Schmidt, interpretado por Ashton Kutcher).  Charlie Harper era um cafajeste simpático, que atraia muito as mulheres e provocava a inveja de muitos homens. Ele tinha uma boa condição econômica, hospedava seu irmão divorciado (Alan) e seu sobrinho (Jake Harper), filho de Alan. Charlie era bastante cínico, viciado em sexo, atraia muitas mulheres e dificilmente se comprometia com elas.

O ator Charlie Sheen tem muita coisa em comum com o personagem que ele representava e, talvez, até o supere nas suas atitudes, encrencas e capacidade de atrair certos tipos de mulher.


Características dos cafajestes que provocam fascínio em certas mulheres

Podemos até não gostar, mas o relacionamento com pessoas que se assemelham ao Charlie Harper tem uma grande dose de verdade. Esse relacionamento tem uma dose menor de chavões, fórmulas polidas e frases feitas que são usadas para agradar. Por isso, esse relacionamento acontece onde há mais energia: naqueles temas e acontecimentos reais e não naquilo que os interlocutores estão tentando simular, esconder ou disfarçar. Todos nós conhecemos pessoas “desbocadas”, “transparentes”, “que não fazem firula” que são tipos interessantes porque falam um pouco mais de verdade do que o usual.

Uma parte da energia do relacionamento com os cafajestes vem da quebra normas sociais que prescrevem a polidez ao invés da veracidade e que pode levar os interlocutores a desenvolverem um jogo de faz de conta nos seus relacionamentos para não constranger a outra pessoa. Os cafajestes participam aceitam menos desses jogos hipócritas do que os não cafajestes.

O cafajeste não se apresenta como alguém politicamente correto, que segue todas as normas ditadas pela sociedade e pela religião.

Muitas vezes, observar alguém agindo como um cafajeste tem um efeito libertador. Aqueles que vivem disfarçando o que sentem e pensam, suportando jogadas que não acreditam e simulando têm satisfações vicariantes (“por tabela”) ao ver um cafajeste se recusando a jogar aqueles jogos que ninguém acredita, mas que todos seguem. Parece que esse tipo de satisfação era um dos motivos do sucesso desse personagem.

Vamos resumir algumas das características que tornam os cafajestes atraentes:

- O cafajeste não usa máscaras para lhe conquistar. - Não vai criar um personagem muito elaborado para lhe agradar.

- Você sabe com quem está se metendo.

- Ele não vai ficar com você se o relacionamento não estiver bom.

- É ousado. É uma pessoa que não se submente cegamente às normas sociais.

- É dominante. É uma pessoa que não se intimida frente ao que possam pensar dele.

- Não deixa você disfarçar ou dissimular muito. O cafajeste não deixa você fazer muito jogo com ele: se você tiver interesse nele e ele perceber isso, ele será implacável no combate às suas evasivas e subterfúgios para evitar se relacionar amorosamente com ele.


Porque não dá para se comprometer com cafajestes

Não dá para se comprometer com um cafajeste porque:

1- Ele não vai se comprometer com você:

- Ele tem um amor do tipo Ludos: depois que conquista, perde boa parte do interesse. É capaz de ter vários relacionamentos simultâneos. Gosta de novidade. Gosta de várias mulheres simultaneamente.

            - Não vai lhe apresentar para os amigos

            - Não vai lhe apresentar para a família

2- Ele não vai se ligar emocionalmente a você

3- Ele não vai desenvolver intimidade com você

            - Não conte com ele para ouvir os seus dramas

            - Não conte com ele para lhe dar apoio

            - Não conte com ele para ajudar você a enfrentar os seus problemas

Pessoas como Charlie provavelmente têm um estilo de apego do tipo evitativo: não contam com outras pessoas para satisfazer suas necessidades emocionais e se sentem mal com a intimidade (não se sentem bem quando mostram os próprios afetos e ficam desconfortáveis quando outras pessoas mostram-se afetivas com eles). São pessoas que se envolvem apenas superficialmente com outras pessoas.


As mulheres geralmente não pensam em homem só para transar

Os homens geralmente catalogam, com toda a clareza, as mulheres em dois grupos: aquelas com quem eles transariam, mas não teriam um relacionamento e aquelas com quem eles teriam um relacionamento amoroso mais amplo (um conhecido costumava dizer que “transaria com fulana e cicrana, mas não andaria de mãos dadas com elas no shopping”).

Vamos esclarecer um ponto para não dar margem a equívocos: não é verdade que as mulheres só transariam com homens do tipo do Charlie, mas não se casariam com eles. A iniciativa de não casar é desses homens e não das mulheres. Caso fosse possível, elas geralmente iriam em frente ou acabariam se apaixonando por este tipo de cafajeste.

Era o Charlie, e não as mulheres, que desde o início mostrava que não era do tipo casadoiro. As mais desavisadas até se apaixonam por ele.

É muito difícil imaginar um homem que as mulheres gostariam apenas de transar, mas que não se casariam com ele. Geralmente, o homem que atrai as  mulheres para sexo também as atrai para casar, se esses homens se entregassem e se comprometessem com elas. Geralmente as mulheres não pensam em “homens apenas para transar”. Muitas delas até aceitariam só sexo com homens que são mais qualificados do que os homens que elas namorariam. Por exemplo, certas mocinhas bem comportadas muitas vezes fazem de tudo para ter um encontro sexual rapidinho com um pop star: invadem seus apartamentos, se escondem nos armários e até aceitam uma rapidinha com eles no banheiro.


Mulheres que sentem atração e mulheres que não sentem atração por cafajestes

Creio que os cafajestes são atraentes para mulheres que têm uma boa pontuação em Eros, Mania e Ludos (estilos de amor nos que dão importância para o flerte, romance e sexo). Creio que eles são pouco atraentes para as estórgicas, agápicas e pragmáticas (estilos de amor nos quais a parte emocional é menos importante do que os três outros estilos citados anteriormente).

As estórgicas usam a amizade como base para o relacionamento e  o romance e só em menor escala o romantismo e a atração sexual. As pragmáticas são mais racionais e dão muita importância a uma série de características que consideram importantes no parceiro. Por isso, são menos vulneráreis a um clima de sedução. As agápicas querem ajudar o parceiro: são “maternais”: gostam de cuidar e ajudar o sucesso e o desenvolvimento do parceiro e a amenizar suas dores. São pouco sensíveis aos apelos românticos e sensuais.

Os cafajestes podem ser charmosos, mas não são para casar. O casamento acontece com os bons moços.

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PRÓXIMA SEXTA FEIRA, 28 DE SETEMBRO

CURSO DE EXTENSÃO NA UNIVERSIDADE TUIUTI, CURITIBA, PARANÁ

TERAPIA DE PROBLEMAS AMOROSOS

(Teorias e ferramentas para o tratamento de problemas amorosos)

http://www.utp.br/extensao/busca.asp?txtExpressao=problemas+amorosos&Action=OK

Por Ailton Amélio às 08h56

15/09/2013

Como a autoajuda pode piorar a sua vida sexual

A mídia está saturada de conselhos sobre como apimentar o sexo. Muitos desses conselhos são úteis. No entanto, segui-los cegamente pode produzir mais malefícios do que benefícios, tanto para a vida sexual do casal como para o relacionamento entre eles em outras áreas.

Esse é tema que vamos abordar nesse artigo.


Histórias ilustrativas de problemas sexuais

Considere as seguintes histórias. Elas ajudarão você a identificar alguns procedimentos sexuais que podem aumentar os seus problemas nesta área ao invés de diminui-los.


O relacionamento fora da cama era desagradável e o desejo sexual pegava no tranco.

Tereza tinha perdido o desejo pelo marido. Há muito ela não o admirava. Ele pouco se interessava por ela e sempre se mostrava insatisfeito com ela: dizia que ela gastava muito, que não cuidava da casa, que fumava demais, etc.

Embora ela não sentisse desejo por ele, nunca negava sexo quando ele a procurava: ele ficava muito irritado quando ela resistia aos seus desejos e, além disso, ela tinha medo que ele arranjasse uma amante, caso não o satisfizesse sexualmente. Ela era economicamente dependente, tinha filhos pequenos e achava que teria dificuldade para iniciar outro relacionamento. Ou seja, achava que a sua situação ficaria pior, caso se separasse.

Embora não tivesse desejo pelo marido, quando ele iniciava as práticas sexuais, ela ficava excitada e, muitas vezes, tinha orgasmo. Ou seja, o seu desejo “pegava no tranco” (um carro sem partida pode pegar no tranco quando é empurrado ladeira abaixo). O prazer e o orgasmo que ela mostrava nestas ocasiões deixava o marido com a sensação que estava tudo bem com ela na área sexual!

A ideia de transar com o marido estava ficando cada vez mais desagradável para ela. Após cada episódio sexual, ela ficava muito aliviada, porque só teria que transar de novo daí a uma semana!


Como o uso de artifícios sexuais esvaziou o poder de atração pessoal do casal

O sexo entre André e Paula nunca tinha sido grande coisa. No entanto, depois de cinco anos de casamento e com a chegada do primeiro filho, ele tinha piorado ainda mais: o casal quase não transava e, nas raras vezes que isso acontecia, o sexo era básico, rápido e pouco prazeroso. Eles praticavam o sexo apenas para a satisfação da necessidade biológica e porque achavam que pelo menos um pouco de sexo era necessário para a manutenção do casamento.

Foi ai que resolveram apimentar suas relações sexuais. Começaram a ler todos os livros e artigos de autoajuda sobre como melhorar a vida sexual. Essas publicações sugeriam que deveriam variar os locais, as posições e as práticas sexuais. Algumas delas também sugeriam que deveriam fazer viagens de férias, utilizar brinquedos eróticos, desenvolver fantasias, admitir um terceiro parceiro e frequentar casas de swing.

Tentaram tudo que foi aconselhado. No início dessa nova vida, eles ficavam muito excitados sempre que iam iniciar alguma coisa nova. Agora, depois de um bom tempo de adoção desse novo estilo sexual, o desejo natural que sentiam um pelo outro havia se reduzido quase a zero: só tinham desejo quando lançavam mão de algum artifício sexual. O pior de tudo é que cada uma das novidades só era excitante por pouco tempo. Depois virava rotina e perdia a graça.


Como o sexo pode matar o amor

Gil e July foram apaixonados durante os primeiros seis meses de namoro. Depois, o amor que Gil sentia por July foi se esfriando. Agora, tudo que ele sentia era uma grande atração sexual por ela. Terminaram o namoro, mas não deixaram de se ver de vez em quando. Quando se encontravam, geralmente era porque ele queria sexo.

No início, July gostava muito desses encontros porque sempre tinha a esperança que o amor de Gil por ela voltasse a ser o que foi um dia. No entanto, após cada encontro, ela ficava frustrada. Ele mostrava pouco interesse por ela, era pouco romântico e tentava encaminhar rapidamente o encontro para o sexo. Após a transa, ele aguardava um tempinho regulamentar e, em seguida, queria ir embora.

Nunca marcavam o próximo encontro. Durante esse tempo de afastamento entre os encontros sexuais, ele quase nunca ligava. Dai há uns tempos, lá estava ele de novo, todo gentil e interessado no que estava se passando com ela. July logo percebeu que esse interesse esporádico que ele mostrava era apenas um “esquenta” para mais um encontro sexual.

Ela foi se sentindo ludibriada e usada por Gil. Estava cada vez mais claro que ele só queria sexo com ela. Quando isso foi ficando claro, ela também foi ficando cada vez mais ressentida com ele e foi deixando de amá-lo. Esse procedimento de Gil matou o seu amor.

O sexo despersonalizado pode matar diversas áreas do relacionamento, inclusive o desejo sexual entre o casal.

Vou chamar aqui de desejo despersonalizado, o desejo que não é despertado pelas qualidades, atributos e habilidades naturais dos parceiros, mas sim por artefatos ou práticas introduzidas especificamente para apimentar o sexo.  Geralmente esses recuros são mais potentes do que os recursos naturais que dos parceiros para despertar o desejo, pelo menos em curto prazo. Por exemplo, quem é viciado em pornografia pode perder o desejo natural pelo parceiro. Aquele desejo que vinha do seu jeito de olhar, da sua voz quente, das lembranças da forma como ele agia anteriormente durante o sexo se torna muito fraco. As vias naturais para o desejo geralmente produzem menos excitação do que todo aquele cenário erótico de filmes pornôs, nos quais há muita ação, gritos, closes, falas picantes. Tudo isso é produzido por artistas escolhidos a dedo, muitas tomadas cinematográficas, edições, efeitos sonoros e superórgãos sexuais vistos em close e em ação!


Superenfatizar o sexo pode piorar o relacionamento do casal

Joana e Paulinho tinham um bom relacionamento. Eram cumplices, amigos, tinham um bom grau de romantismo e um bom relacionamento sexual. Os dois eram abertos a experiências na área sexual, o que também era uma vantagem.

Após um tempo de relacionamento, eles começaram a fazer vários tipos de experiências sexuais: assistiam vídeos pornôs e foram ganhando gosto por  ver vídeos sobre diversos tipos de parafilia: fisting (enfiar a mão no ânus ou na vagina), bondage (amarrar o parceiro), contratar garotas de programa para transar a três, frequentar casas de swing, etc.

Após certo tempo de novas experiências sexuais, Joana e Paulinho foram ficando cada vez mais fissurados em sexo: vivam pensando, planejando e pondo em prática várias tipos de experiências nessa área. Gastavam horas na internet procurando materiais pornográficos, localizando e fazendo contato com grupos de praticantes de várias modalidades sexuais e fazendo amizade com outras pessoas que tinham os mesmos tipos de fissura que eles.

Depois de certo tempo neste tipo de vida perceberam que o relacionamento entre eles havia mudado muito. Já não eram tão cumplices como antes em outros assuntos, havia diminuído muito o romantismo e o compromisso entre eles havia se enfraquecido muito. Agora a tônica do relacionamento entre eles eram as práticas sexuais.


Como deixar de ser sexualmente atraente

Aqui estão algumas medidas que farão o parceiro deixar de sentir atração por você (você deve evitá-las, é claro, se quiser um bom relacionamento):

- Deixe de ser amistoso, gentil, cúmplice e romântico com o parceiro. Seja impaciente e descuidado com ele. Afinal, vocês já são íntimos.

- Deixe de acentuar os sinais de gênero na presença do parceiro. Todos nós podemos acentuar ou atenuar os comportamentos que demonstram a nossa feminilidade ou masculinidade. Deixar de acentuar esses sinais é deixar de posicionar-se como parceiro romântico e sexual e passar a posicionar-se como outro tipo de parceiro como, por exemplo, amigo, colega, parceiro comercial.

- Deixe de mostrar sinais que expressam e despertam o romantismo do parceiro. Quando estive com o parceiro, fique sempre concentrado em outros temas e não reaja ao fato de estar na presença de alguém atraente: se empenhe em outras tarefas, fale de suas preocupações, falem sobre economia e, principalmente, se concentre o tempo todo nas mensagens do seu celular!

- Tente produzir sexo diretamente, sem antes garantir um bom clima romântico e sensual.

- Use as táticas para fazer o parceiro pegar no tranco: fale de pornografia, friccione os seus órgãos sexuais.

- Descuide-se do físico. Faça o seu aspecto físico jogar contra: repelir ao invés de atrair sexualmente o parceiro.

- Descuide-se da produção. Aquele negócio de se arrumar, só é necessário no início do relacionamento, até o compromisso ficar firme. Depois, deixe para lá.

- Sempre faça sexo burocrático: rápido, sumário, direto. Transe só para satisfazer as necessidades biológicas de sexo, não descontentar o parceiro e para que ele não procure outra pessoa.

 

Problemas na área sexual? Procure a ajuda de um psicólogo.

Grupos de estudo e supervisão de atendimentos sobre relacionamento amoroso e comunicação. Escreva para o meu e-mail ailtonamelio@uol.com.br ou ligue para o meu consultório (11) 3021 5833) para obter mais informações e reservar a sua vaga.

Por Ailton Amélio às 10h33

08/09/2013

Sucesso ou fracasso: como você provoca aquilo que acredita

As profecias que outras pessoas e nós mesmos apresentamos a nosso respeito podem contribuir bastante para que aquilo que foi profetizado aconteça. Por exemplo, quando acreditamos na nossa competência para realizar uma dada tarefa, que não é fácil, mas que está ao nosso alcance, isso geralmente melhora a nossa autoconfiança e isso contribui para que tenhamos sucesso ao realizá-la.

Esse é o tema que vamos abordar nesse artigo.


Profecia autorrealizadora

Profecia autorrealizadora é aquela profecia que, quando é proferida e ouvida por pessoas que acreditam nela, aciona mecanismos que tornam mais provável a sua realização.

As profecias autorrealizadoras afetam as nossas vidas em várias áreas. Por exemplo, diversos estudos mostraram que as crenças dos chefes de equipes de uma fábrica influenciam a eficácia dos seus subordinados e que as crenças dos professores em determinados alunos influenciam os seus desempenhos.

Outro exemplo, profetizar que um banco vai falir aumenta as chances de que isso realmente aconteça. Esse aumento nas chances ocorre quando uma quantidade grande de correntistas acredita naquilo que foi profetizado. Essa crença faz que eles corram ao banco para sacar seus depósitos e investimentos e, quando muita gente faz isso, aumenta muito as chances do banco falir porque este tipo de instituição geralmente não tem em caixa o dinheiro para pagar para todos os correntistas em um curto espaço de tempo.

Da mesma forma, aqueles que acreditam em cartomantes, horóscopo ou reza brava terão uma chance maior de obter aquilo que pediram ou foi profetizado porque tais crenças aumentam as suas autoconfianças nos resultados, dirigem suas percepções e tornam mais eficazes as suas ações para obter os resultados preditos ou pedidos. Por esse motivo, quem faz um pedido para uma entidade mágica em quem acredita ficará mais confiante que o obterá o que pediu porque conta com o auxilio dessa entidade poderosa. Essa maior confiança, por si só, impendentemente da existência ou não da existência da entidade e dela atender ou não tal pedido, focaliza a atenção do pedinte em fatos relevantes para obtenção de tais efeitos e aumenta aeficácia das suas ações. Esses efeitos no pedinte aumentarão as chances de que ele obtenha o que pediu.

Por exemplo, imagine que uma cartomante profetizou que Maria vai se casar, dentro de um ano, com um homem alto e moreno, que ela vai conhecer no seu ambiente de trabalho. Maria, que acredita neste tipo de previsão, começa a ficar atenta para homens altos e morenos que vai encontrando neste local. Essa sua atenção será percebida por esses homens como um sinal de interesse amoroso por parte dela. Essas percepções aumentam as chances de que alguns deles flertem com Maria........pronto! A profecia está começando a se realizar!


Profecia autorrealizadora sobre o progresso de estudantes

Um estudo clássico realizado por Rosenthal e Jacobson foi um dos primeiros a oferecer provas e a sugerir mecanismos para explicar a tendência para a realização das profecias autorrealizadoras (veja a nota no final deste artigo).

Esses autores aplicaram vários testes psicológicos em alunos de uma escola. Depois revelaram aos professores quais alunos de cada sala de aula tinham mais chances de progredir durante aquele período escolar.

Esses experimentadores, no entanto, não se basearam nos resultados dos testes que aplicaram para apontar para os professores os alunos que mais progrediriam. Eles, de fato, esses pesquisadores haviam sorteados tais alunos, mas mentiram para os professores que a lista de alunos foi gerada com base nos resultados dos testes.

O interessante é que no final do período letivo, os alunos apontados como mais promissores realmente tinham progredido, em média, mais do que os outros alunos.

Ou seja, o simples fato de apontar os alunos sorteados para os professores que acreditaram nos pesquisadores foi suficiente para fazer esses alunos progredirem. Esses pesquisadores observaram que durante o curso os professores não gastaram mais tempo com esses alunos do que com os outros. No entanto, a qualidade da atenção que dispensavam a esses alunos era bem melhor do que aquela dispensada para os outros. Por exemplo, as perguntas dessses alunos eram ouvidas com mais atenção!


Modelos mentais funcionam como profecias autorrealizadoras

Dois tipos de profecias autorrealizadoras que afetam todos nós são aquelas que predizem os efeitos que provocamos em outras pessoas e aquilo que podemos esperar de outras pessoas.

Boa parte desses modelos mentais é formada na nossa infância através dos efeitos dos estilos de apego de quem cuidava de nós, geralmente a nossa mãe, na nossa formação emocional e cognitiva.

Os estudiosos dos estilos de apego verificaram que os cuidadores podem ser classificados em três grupos, de acordo com seus estilos de apego: seguros, ansiosos-ambivalentes e evitativos. As crianças absorvem boa parte desses estilos de apego dos seus cuidadores e os reproduzem em seus relacionamentos amistosos e amorosos posteriores.

Segundo esses estudiosos, a forma de absorver e reproduzir esses estilos acontece através do desenvolvimento de “modelos mentais”, que são formas de sentir e pensar sobre o que inspiramos nas outras pessoas e o que podem esperar delas.

Esses modelos mentais, uma vez formados, funcionam como expectativas sobre o que inspiramos nas outras pessoas e o que podemos esperar delas.

Exemplos de conteúdos dos modelos mentais

seguro dá um voto de confiança para si e para outras pessoas. Ele é otimista sobre os efeitos que a sua pessoa ou suas ações vão causar nas outras pessoas: ele acha que vai inspirar simpatia, cooperação, etc. Também acha que as outras pessoas geralmente são bem intencionadas. Mas, o seguro não é ingênuo. Ele confia até prova ao contrário. São aquelas pessoas simpáticas que também despertam rapidamente a simpatia de quase todo mundo.

ansioso-ambivalente sempre acha que as outras pessoas não vão gostar dele tanto quando ele vai gostar delas. Ele é um pouco inseguro sobre aquilo que inspira nas outras pessoas e sobre a profundidade e continuidade do apego das outras pessoas para com ele. São aquelas pessoas carentes que sempre procuram agradar as outras pessoas.

O evitativo acredita que não inspira simpatia nas outras pessoas, que não pode confiar muito nelas e contar com as suas simpatias. São aquelas pessoas que encontram dificuldade para se entregarem emocionalmente e que procuram estabelecer conversas sobre assuntos impessoais.


Heteroprofecias e autoprofecias

As profecias que geram recursos para as suas próprias realizações podem ser apresentadas por outras pessoas (heteroprofecias) ou por nós mesmos (autoprofecias).

Exemplos de heteroprofecias:

            "Você vai ter um ótimo desempenho na escola".

            "Você não vai ser nada na vida"

Exemplos de autoprofecia

            "Sou pouco persistente"

            "Sou pouco atraente"

            "Quando estou em um grupo de amigos, sou uma pessoa apagada".

Autoprofecias prejudiciais e equivocadas

As pessoas muitas vezes cometem o erro de usar o fracasso que tiveram em um ou em poucos empreendimentos específicos para formarem uma imagem geral, duradoura e negativa sobre elas próprias (passam a acreditar, por exemplo, que possuem deficiências em suas capacidades ou traços de personalidade negativos). Uma vez formada, esse tipo de imagem passa a funcionar como profecia autorrealizadora e acaba aumentando as chances de fracasso dessas pessoas nas ocasiões seguintes similares a aquelas onde fracassaram anteriormente . Tenho ajudado vários pacientes a reverem esse tipo de autoimagem negativa que formaram à respeito deles próprios.


Profecias explícitas e implícitas

As profecias autorrealizadoras são apresentadas de forma verbal e explicita ou de forma não verbal e implícita. As pessoas também sabem, muito bem, como expressar suas expectativas sobre nós e sobre o que esperam de nós de forma muito sutil e não verbal.

Essas mensagens sutis ou explícitas acabam influenciando as nossas crenças sobre quem somos, sobre os efeitos que provocamos nas outras pessoas e sobre o que podemos esperar delas. Essas crenças, uma vez firmadas, também acabam funcionando como profecias autorrealizadoras: elas influenciam os nossos comportamentos de modo a fazer acontecer aquilo que acreditamos.

Exemplo de mensagem verbal e explícita: “Dessa vez, você vai passar no exame. Você está muito bem preparado!”

Exemplo de mensagem não verbal e implícita: Pedrinho foi reclamar com a sua mãe sobre a dificuldade que estava sentindo para fazer a lição. A sua mãe nem olhou para ele, continuou a assistir televisão e respondeu com monossílabos. Como esse tipo de atitude da sua mãe era muito comum e acontecia em várias áreas, ele estava formando a imagem que as suas dificuldades não eram muito importantes para outras pessoas e que não podia contar com elas para ajudá-lo a enfrentá-las.

Você alimenta conclusões a seu próprio respeito que estão afetando a sua segurança e autoestima e prejudicando o seu desempenho? Procure a ajuda de um psicólogo.

NOTA

Rosenthal, R.; Jacobson, L. (1968). Pygmalion in the classroom. New York: Holt, Rinehart & Winston.

Grupos de estudo e supervisão de atendimentos sobre relacionamento amoroso e comunicação. Escreva para o meu e-mail ailtonamelio@uol.com.br ou ligue para o meu consultório (11) 3021 5833) para obter mais informações e reservar a sua vaga.

 

VEJA O CURSO QUE ESTAREI MINISTRANDO EM CURITIBA

CURSO DE EXTENSÃO NA UNIVERSIDADE TUIUTI, CURITIBA, PARANÁ, 28 DE SETEMBRO

TERAPIA DE PROBLEMAS AMOROSOS

(Teorias e ferramentas para o tratamento de problemas amorosos)

http://www.utp.br/extensao/busca.asp?txtExpressao=problemas+amorosos&Action=OK

Por Ailton Amélio às 08h46

01/09/2013

Humor: Escolinha de Maridos do Professor Ailton

Responda o teste abaixo e verifique se o seu marido é um excelente companheiro, se deve ser matriculado na Escolinha do Professor Ailton ou se deve ser encaminhado para a Escolinha do Professor Dexter.

Teste

O seu marido:

1- Ajuda em casa, de verdade? Ele se encarrega, pelo menos, da metade das tarefas?

2- Ajuda a cuidar dos filhos? Tem o maior prazer em participar de todas as tarefas e atividades com eles?

3- É atencioso com você? Para tudo o que está fazendo para ouvir o que você tem a dizer?

3- É romântico? Olha nos seus olhos, gosta de beijar você, fica todo derretido quando vê você, liga só para ouvir a sua voz, manda mensagens?

4- Admira você? Fica abobado de admiração quando toma conhecimento dos seus feitos?

5- Dá o maior apoio para aquelas coisas que você considera importante?

6- Sente a maior atração sexual por você? Sabe satisfazer você na cama como ninguém? Ele é fisicamente bem cuidado e atraente?

7- Sabe conversar? Dá vontade de passar horas conversando com ele: sabe ouvir, estimula você para desenvolver o que está dizendo, fala coisas criativas e construtivas?

8- É firmemente comprometido com você e com a família. Ele coloca você e os filhos acima de tudo e você sabe que sempre poderá contar com ele?

9- Ele é batalhador. Tem muita disposição e competência para lutar pelo bem estar da família?

10- É animado com a vida. Sempre sente prazer em conhecer novos lugares e gosta das coisas boas da vida?

Resultado do teste e providências

APROVAÇÃO TOTAL

Você concordou com todas as dez afirmações acima.

Providências

1- Parabéns! Você acertou na Loteria do Amor!

2- Matricule-se na Escolinha para Esposas do Professor Ailton. Você tem que saber cuidar do Maridão porque será muito difícil encontrar outro assim!

2- Reveja as suas respostas ao teste. Será que você não inverteu todas as respostas?

 

REPROVAÇÃO TOTAL

Você concordou com menos do que quatro das dez afirmações acima. (Que roubada, hein?). Não aceitamos maus elementos assim na nossa escolinha.

Providências

1- O seu marido é um caso para a Escolinha do Dexter Morgan (Dexter’s Little School for Husbands). Compre a passagem só de ida.

2- Exorcismo. Há fortes indícios que ele foi possuído por um espírito machista.

3- Trabalho espiritual para que ele largue daquela sirigaita, sua amante, e volte para os seus braços. (Veja os anúncios para este tipo de trabalho nos postes da cidade de São Paulo).

 

REPROVAÇÃO PARCIAL

Você concordou com mais que três, mas menos do que dez das questões acima.

Providências

1- Matricule imediatamente o dito cujo na nossa Escolinha.

 

NOIVA

- Não se case antes do noivo apresentar o comprovante de conclusão com bom aproveitamento da Escolinha do Professor Ailton para Noivos de Fino Trato.

 

GARANTIAS

- A nossa Escolinha oferece garantia de duas horas sobre os nossos serviços. Depois disso, vá reclamar com o bispo, de preferência aquele da sua religião! Se você não tem religião, matricule-se na Escolinha do Professor Dexter.

- Caso você não fique satisfeita, garantimos a troca do produto, contanto que ele não esteja muito usado.

- Veja o nosso catálogo de maridos substitutos ou de peças avulsas.

- Está difícil consertar ou repor o maridão defeituoso e, por isso, você está ficando com ele? Aguarde: estamos importando maridos cubanos!

CURSOS RÁPIDOS

Três anos intensivos!

 

RESERVE JÁ A SUA CONDUÇÃO:

1- Carrocinha (vagas esgotadas durante o mês de agosto – mês do cachorro louco)

2- Camburão (opção indicada)

3- Tatuzão

4- Caveirão

5- Viatura surpresa (mais indicado para sequestro do dito cujo que resiste às novas aprendizagens)

 

- Os maridões bem comportados poderão tocar a sirene da viatura durante o trajeto.

 

- Temos as melhores camisas de força para maridos rebeldes.

 


A Diretoria

Por Ailton Amélio às 09h01

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

Histórico