Blog do Ailton Amélio

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28/12/2013

Simpatia: você atrai amigos e pretendentes amorosos?

Amor & Companhia

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Quais são os fatores que contribuem para que sintamos simpatia e atração por certas pessoas e não por outras?

Este é o tema desse artigo

Atração

Sentir atração por uma pessoa significa ter simpatia, gostar ou ter sentimentos positivos em relação à ela.

Para que sintamos atração por uma pessoa é necessário, em primeiro lugar, que a notemos. Em segundo lugar, é necessário que reconheçamos a sua importância.

Fatores que fazem que uma pessoa seja notada

Três fatores contribuem para que notemos uma pessoa:

   1- A sua proximidade em relação a nós.

Existem três tipos de proximidade:

a- Proximidade social. Aproximamo-nos mais daquelas pessoas que são semelhantes a nós em idade, nível cultural, valores, etc.

b- Proximidade física. Geralmente nos relacionamos com pessoas que encontramos no dia a dia: colegas de trabalho, colegas de escola, vizinhos, etc.

c- Proximidade virtual. Atualmente podemos nos sentir próximos de pessoas que encontramos na internet. Os meios de comunicação (internet, telefone, etc.) facilitaram o relacionamento entre pessoas que vivem em locais distantes.

  2- O grau de novidade ela apresenta para nós.

A nossa atenção geralmente é despertada por novidades. Por exemplo, quando algum desconhecido chega a uma cidade pequena, essa pessoa geralmente desperta mais atenção do que aqueles que já moram lá e que, por isso, são conhecidos. O desconhecido desperta a nossa atenção porque ele apresenta um potencial de riscos e de ganhos que não deve ser ignorado porque isso pode ser perigoso ou desvantajoso.

3- A importância que a pessoa tem para nós

Dependendo daquilo que valorizamos, uma pessoa pode ser importante para nós devido a sua sabedoria, seu poder, suas posses, seu caráter, sua beleza, etc. ou devido a um conjunto de qualidades.

De quem nós gostamos?

  1- Gostamos daqueles que possuem características desejáveis.

Existem dois tipos de características desejáveis:

   A - Características relativas

O grau de desejabilidade ou indesejabilidade de certas de uma pessoa para fins de um relacionamento amoroso ou amizade dependem das características do parceiro. Uma pessoa pode ser desejável para nós porque tem características que são similares, complementares ou diferentes das nossas próprias características. Por exemplo, podemos desejar um  parceiro amoroso que tenha um nível cultural semelhante ao nosso, que seja eficiente profissionalmente (diferente de nós), que goste de trabalhar fora de casa e queira alguém que cuide da casa e dos filhos (complementar a nós) e que seja animado para o lazer (diferente de nós). 

Quando somos religiosos, também apreciamos como parceiros aquelas pessoas que também o sejam.   Essa regra das semelhanças também é válida para ideias políticas, conservadorismo ou liberalismo sexual. A altura, a idade e o sotaque de uma pessoa que apreciamos dependem da nossa própria altura, idade e sotaque.

   B- Características absolutas

Certas características que apreciamos em um parceiro são apreciadas independentes das nossas próprias características. Ou seja, elas são apreciadas quase que universalmente. As revistas científicas e populares estão repletas de listas de características absolutas que são desejáveis em um parceiro: estável emocionalmente, confiável, batalhador, saudável, bonito, etc.

   2- Gostamos de quem é “apropriado”

As pessoas em geral, as pessoas dos nossos círculos sociais e os amigos apontam, fiscalizam e aprovam ou desaprovam os nossos parceiros para os diversos tipos de relacionamentos. Experimente ir à festa familiar de um amigo com uma parceira de uma classe social muito aquém da sua e da dele e observe as reações negativas. Infelizmente, muitos dos critérios  usados para aprovar ou desaprovar os amigos e os parceiros amorosos são baseados em preconceitos. Outros critérios que adotamos para aprovar ou desaprovar as companhias dos amigos fazem sentido quando lembramos que também teremos que conviver com esses parceiros.

  3- Gostamos de quem é conhecido ou familiar

Vários estudos mostram que a familiaridade aumenta a atração. Por exemplo, um pesquisador pediu a alguns colaboradores que frequentassem classes de aula sem interagir com os estudantes. A quantidade de vezes que esses colaboradores frequentaram a classe variou: 0, 5, 10, 15 vezes. Depois o pesquisador pediu aos estudantes que avaliassem o grau de atração que sentiam por cada um desses colabores que tinham visto nas salas de aula. Esse pesquisador verificou que o grau de atração aumentava à medida que aumentava a frequência desses desconhecidos à sala de aula.

  4- Gostamos de quem é similar a nós

Um pesquisador apresentou por escrito a descrição de uma pessoa desconhecida com a qual os participantes da sua pesquisa iriam se encontrar depois. Esse pesquisador manipulou as descrições para que essas pessoas tivessem diferentes graus de similaridade com cada um dos diferentes participantes. O desconhecido, de fato, não existia. O pesquisador verificou que quanto mais semelhantes eram as características dos participantes da pesquisa e do desconhecido fictício, mais os participantes declaravam que gostavam dele. Ou seja, gostamos mais das pessoas que nos são assemelhadas. A similaridade é um dos principais fatores que contribuem para que um relacionamento de certo, seja este amistoso, amoroso ou social.

A similaridade é uma condição para que uma pessoa entenda, valide e se relacione harmonicamente com outra. Por exemplo, se uma pessoa é muito culta e outra, pouco culta, dificilmente elas poderão conversar entre si sobre muitos assuntos. Se as duas têm valores, condições econômicas e atitudes muito diferentes, dificilmente elas poderão ter um relacionamento íntimo prolongado.

  5- Gostamos de pessoas que tomam iniciativa para contato conosco e que são responsivas quando fazemos contato com elas

Gostamos de quem toma iniciativas de nos procurar e de quem é responsivo a nós

Certas pessoas tomam iniciativas sociais conosco: se aproximam e puxam conversa, ligam para nós, nos incluem em conversas de grupo, vêm nos visitar.

 Certas pessoas são muito receptivas quando tomamos iniciativa para fazer contato com elas: elas são responsivas e simpáticas.

Existem certos fatores que tornam uma pessoa atraente, tanto para a amizade quanto para um relacionamento amoroso. Um desses fatores é a "responsividade": quão responsiva ela é quando alguém toma a iniciativa de iniciar contato com ela: adota uma postura aberta, convida o autor da iniciativa para sentar, responde o que ele perguntou e acrescenta algo, propõe assuntos, reage com gosto ao que ele fala, etc. Também é muito importante que mostrar sinais de disponibilidade e disposição para interações sociais. Por exemplo, em uma festa, você circula, fica olhando para as outras pessoas e sorri quando elas olham na sua direção ou você evita cruzar o olhar com outras pessoas, fica em um canto pouco acessível e mantêm uma expressão facial carrancuda?

Um dos maiores inibidores das nossas iniciativas de nos aproximarmos de outras pessoas é o medo da rejeição. Por isso, aquelas pessoas que respondem pronta e positivamente à nossa aproximação e às nossas iniciativas contribuem decisivamente para que nos sintamos seguros e bem aceitos.

Algumas pessoas são peritas em mostrar sinais de receptividade: elas param o que estão fazendo para nos receber, orientam a frente do corpo na nossa direção, reagem positivamente ao que falamos, etc.

Você é simpático e responsivo e, por isso, tem facilidade para fazer amigos e atrair parceiros amorosos? Não? Não está conseguindo mudar? Então, procure a ajuda de um psicólogo!

Por Ailton Amélio às 10h22

22/12/2013

Festas de fim de ano: porque vale a pena comemorar

Respostas de perguntas de participantes do "Eu Disse, Ela Disse" sobre Amor & Sexo

Assista e comente os oito videos nos quais eu e a Regina Navarro respondemos a oito questões apresentadas por participantes do "Ele disse, Ela disse" do UOL:

http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/12/20/ele-disse-ela-disse-especialistas-respondem-a-duvidas-de-amor-e-sexo.htm

O final de ano chegou. Nos países cristãos duas grandes datas marcam esta época: o Natal e a Passagem de Ano. Nestas duas ocasiões muita gente participa de vários rituais comemorativos: no Natal a festa acontece principalmente entre familiares, existe a troca de presentes, na passagem do dia 24 para o dia 25 muitas famílias se reúnem para uma ceia e são trocados votos de um “Feliz Natal”. Na Passagem de Ano, a festa é mais pública e mais ruidosa. Os rituais incluem comer sementes de romã e lentilha, brindar a passagem com champanhe, vestir-se de branco, pular ondas, fazer oferendas para Iemanjá, assistir a missa do galo, etc.

Vários países não cristãos também estão comemorando, cada vez mais, o Natal e a passagem de ano. No Japão, por exemplo, um país onde a grande maioria das pessoas é budista e xintoísta, o dia do Natal também tem sido comemorado, embora o seu conteúdo religioso seja amplamente substituído por um conteúdo romântico (por exemplo, os casais vão jantar fora nesta ocasião).

O desconforto daqueles que não participam das comemorações

É difícil ficar alheio a essas comemorações. É como trabalhar durante um jogo do Brasil na Copa do Mundo. Nesta ocasião é quase palpável a sensação de está acontecendo algo que faz muito sentido e que devemos assistir e torcer. Muitos daqueles que não assistem os jogos da Copa ficam com a sensação que estão perdendo algo muito importante e que, por isso, algo de errado pode estar acontecendo com eles.

Essa abstenção de participação dessas grandes datas pode ser uma experiência muito dolorida, perturbadora e ameaçadora. Certas pessoas que voluntariamente não participam dessas comemorações tentam se afirmarem recorrendo a pensamentos do tipo: “Não acredito em nada disso”, “É tudo comercio e hipocrisia”. Essas pessoas procuram sentir que são superiores às demais por não participar “desse tipo de besteira”. No entanto, geralmente elas ficam muito aliviadas quando essas ocasiões comemorativas terminam e elas deixam de se sentir "peixes fora d'água".

Essas pessoas ironizam o lado comercial dessas festas: “Servem mesmo é para promover o consumismo e para alimentar superstições”. Realmente, o consumismo e as superstições florescem nessas épocas. No entanto, “não convém jogar fora a criança junto com a água suja”, como afirma um sábio ditado norte americano. Vamos examinar agora algumas funções importantes desse tipo de comemoração.


Ritos de passagem e ritos de aniversário

Em todas as sociedades existem ritos que marcam datas importantes como, por exemplo, as celebrações do nascimento, o início da adolescência, o início da idade adulta, o casamento e a morte. Existem também muitos ritos menos generalizados, aqueles que não são comemorados em quase todas as sociedades, como o dia da formatura na escola, o “Dia da Mulher”, o “Dia do Trabalho”.

Essas celebrações são conhecidas genericamente como “ritos de passagem” (esse nome foi popularizado no início do século passado pelo antropólogo alemão Arnold van Gennep). Existem vários tipos de ritos. Os três mais importantes são os seguintes: ritos iniciação, ritos de passagem e ritos comemorativos de aniversários. Devido as datas que se avizinham, vamos falar aqui principalmente desses dois últimos tipos de rito.

Os ritos de passagem, como o próprio nome indica, marcam uma mudança de papéis. Na nossa sociedade, o primeiro ritual de passagem geralmente acontece quando a gravidez é confirmada: a passagem para a existência de um novo ser. Mais frequentemente ainda são as comemorações de nascimento. Esta comemoração marca o início da vida do indivíduo como um ser independente do corpo da mãe. O último ritual de passagem é o da morte.

Os ritos de aniversário marcam a passagem de tempo transcorrido a partir de um acontecimento importante: comemorações de aniversários de nascimento, aniversários de casamento, aniversários da independência do país, aniversários da canonização ou nascimento de santos, etc.

Os ritos de aniversário podem ser alegres e festivos quando o acontecimento que está sendo celebrado é positivo ou alegre (aniversários, datas nacionais, dias santos, etc.) ou tristes, quando o acontecimento relembrado é negativo ou triste (aniversario da morte de um ente querido, dia que ocorreu uma separação indesejada, etc.).


Por que os ritos são importantes?

Os ritos ajudam a dar sentido para a vida, dão uma sensação de pertencimento e união para aqueles que comemoram juntos, ajudam a mudança de papel social, etc.

Funções dos rituais de passagem

Algumas das principais funções dos rituais de passagem são as seguintes:

- Facilitar a mudança de papéis sociais. Os ritos facilitam o abandono dos papéis anteriores e a adoção dos novos papéis. Estes rituais geralmente envolvem  a estipulação de uma data para mudança de papel, a presença de pessoas que investirão tempo e recursos para estarem presentes e que testemunharão a passagem, uma cerimônia elaborada para marcar a passagem e a investidura do novo papel. Tudo isso contribui para que a mudança de papéis seja encarada mais seriamente do que o seria caso essa mudança ocorresse sem o rito como, por exemplo, através de uma passagem privada, sem pompa, emoções e testemunhas,

- Fortalecer vínculos entre os participantes do evento.

Por exemplo, participar de um ritual com outros convidados fortalece a sensação de pertencimento ao mesmo grupo que eles pertencem.

- Proporcionar conteúdo e significado para a vida.

As comemorações marcam a vida. Uma vida sem rituais é uma vida vazia e linear. A vida pode ser marcada e relembrada através de datas importantes. Essas datas ficam mais delineadas quando é necessário se preparar para elas, esperar por elas, participar delas, falar delas, pensar nelas e sentir fortes emoções nessas ocasiões.

- Reforçar os status dos participantes

Durante os rituais os participantes exibem e testam as suas importâncias sociais e os seus vínculos: centralidade em relação aos anfitriões, vestuários, cumprimentos, honrarias, etc.


Rituais sob encomenda

Fiquei sabendo de um antropólogo que oferece os seus serviços para ajudar a preparar ritos significativos para aqueles que desejam comemorar acontecimentos importantes, mas que, por algum motivo, não querem utilizar os ritos oficiais existentes para essas comemorações. Por exemplo, esse antropólogo ajuda a preparar um rito para comemorar e marcar uma união conjugal: ele ajuda a planejar uma cerimônia que tenha as funções de ritual de passagem. Por exemplo, ele planeja uma cerimônia onde os convidados sejam avisados formalmente e com bastante antecedência; os celebrantes do ritual comparecem devidamente paramentados: roupas especiais para os oficializadores da cerimônia e para os noivos; planejamento de uma cerimônia para oficializar a passagem que produza efeitos psicológicos e sociais marcantes e desejados (declarações de amor por parte dos noivos, fórmulas para assumir compromissos que são recitadas pelos noivos, músicas cerimoniais, discurso por parte de convidados especiais e troca de anéis, oferecimento de presentes para os noivos, etc.). Esse conjunto de acontecimentos ritualísticos provoca muita emoção e marca fortemente a passagem do status de solteiro para o de casado. Essa marca acontece tanto para os noivos como para a família e para os convidados.

As atitudes e motivações daqueles que estão dispostos a passar por estes ritos também podem ser bem diferentes daqueles que não querem se submeter a eles. Por exemplo, quem está disposto a se casar, “com tudo que tem direito”, com uma determinada pessoa, pode estar mais disposto a assumi-la como cônjuge do que quem quer apenas ir morar junto com ela sem nenhum alarde ou comemoração.

Por esse motivo, um determinado rito pode até não ser crível, mas participar dele pode ter muita importância e produzir muitos efeitos.

 

Comemore as festas de fim de ano com gosto e com leveza!


 

Feliz Natal e um excelente 2014 para você e todos os seus entes queridos!

Por Ailton Amélio às 16h25

15/12/2013

Apoio psicológico: como pedir e proporcionar

O relacionamento íntimo pode oferecer divertimento, sexo, parceria econômica, facilitar os relacionamentos sociais, etc. No entanto, uma das coisas mais preciosas que podemos oferecer ou receber neste tipo de relacionamento é o apoio psicológico, principalmente o apoio emocional nos momentos difíceis, e a alegria de compartilhar as coisas boas da vida. A nossa visão de mundo, a nossa identidade, a nossa autoestima também dependem do apoio psicológico: precisamos que confirmem e que validem no nosso modo de ser e as coisas que sentimos e acreditamos.

No entanto, muita gente não sabe pedir apoio ou o que fazer quando alguém está precisando de apoio.

Vamos examinar neste artigo as principais formas de pedir apoio e os principais tipos de apoio que podem ser oferecidos.


Pedidos diretos e indiretos

"I need somebody. Help" (Beatles)

Existem duas formas principais de pedir ajuda:

Pedido direto

Dizer direta e claramente do que precisa. “Estou em um aperto! Você pode me emprestar R$ 10 000,00?” “Acabei de levar um fora! Você pode me fazer companhia?” “Preciso que alguém dê uma lida em um trabalho que escrevi. Como você entende desse assunto, resolvi pedir para você.

Este tipo de pedido pressiona quem o recebe e não dá muita margem para a incompreensão, real ou simulada, daquilo que está sendo pedido.

Pedido indireto

O pedido indireto consiste na demonstração de sentimentos e descrições que revelam o que está se passando como quem está insinuando que precisa de ajuda.

Exemplos: contar para um amigo que se não pagar uma prestação, o carro será penhorado. Mostrar-se abatido e preocupado

Esse tipo de solicitação ajuda a preservar a autoestima que fica rebaixada quando alguém pede ajuda e, ainda mais, quando essa ajuda é recusada.


Tipos de suporte social

"I'll be there for you" (Bon Jovi)

Muitas pessoas não sabem o que fazer ou dizer quando alguém está passando por um momento muito difícil como a morte de uma pessoa próxima. Muitas vezes essas pessoas não oferecem um apoio mais efetivo porque não imaginam o que poderiam fazer ou porque têm dúvidas sobre como o apoio será recebido.

Veja abaixo alguns dos principais tipos de apoio:

1- Suporte emocional

Transmitir calor, empatia, preocupação e amparo.

Por exemplo, dizer coisas como: “Entendo o que você está sentindo”, “Que chato, hein, isso que está acontecendo com você”!

2- Reforçar (apoiar, reforçar, fortalecer) a autoconsideração e senso de competência do parceiro.

Por exemplo, dizer coisas como: “Admiro você por isso”, “Você mais que merece essa promoção”.

3- Suporte informacional

Fornecer conselhos e informação

Dizer coisas como: “Você já pensou em procurar essa informação no Google?”,

“Se eu fosse você, não faria isso”.

4- Suporte instrumental

Fornecer ajuda ou assistência física direta.

Dizer coisas como: “O que posso fazer para lhe ajudar?”, “Posso pedir para fulano indicar você para o emprego”.

5- Companhia

Proporcionar tempo e estar presente para o parceiro.

“Vou até a sua casa para conversar com você sobre isso que lhe aconteceu”. “Vamos dar uma volta para você refrescar a cabeça”.

6- Suporte Negativo

“Minimizar, negar ou diminuir a situação ou a importância do acontecimento.

“Não foi nada grave”, “Isso já vai passar e ninguém vai se lembrar”, “Acho que você está exagerando. Não existe tanto risco assim”.

Nota

O conteúdo desse artigo foi baseado, em boa parte, em um capítulo do seguinte livro que trata desse assunto: "Close Relationships", de Pamela Regan. Routledge, Church Road, Great Britain, 2011

Por Ailton Amélio às 12h55

10/12/2013

Amor & Sexo: Você está com dificuldades nestas áreas? O que você quer saber?

Respondendo perguntas sobre amor e sexo

Minhas amigas e meus amigos. Estarei gravando um video para o UOL nesta semana, onde responderei perguntas sobre amor e sexo. A Regina Navarro também estará respondendo essas perguntas.

Sugestões de alguns temas que você pode abordar

Qual é o seu estilo de amor?

Como anda a sua vida sexual: pouco desejo, sexo infrequente, sexo pouco prazeroso?

Você está com dificuldades para iniciar um namoro?

Você é tímido e, por isso, tem dificuldades na área amorosa?

O seu casamento não vai bem? O que fazer?

O seu casamento "esvaziou"? Acabou o romantismo, interesse sexual e amizade?

Você foi traído ou está traindo o seu parceiro? 

Você consegue "ficar" com muita facilidade, mas tem dificuldades para iniciar e manter um namoro?

Mande suas perguntas

 

Mande as suas perguntas para o meu email: ailtonamelio@uol.com.br  Participe! Abs Ailton. 

Por Ailton Amélio às 16h46

09/12/2013

Aguaplanagem psicológica: quando você age desconectado dos verdadeiros motivos

Respondendo perguntas sobre amor e sexo

Minhas amigas e meus amigos. Estarei gravando um video para a UOL, na próxima sexta feira (dia 13), onde responderei perguntas sobre sexo e amor. A Regina Navarro também estará respondendo estas perguntas. Mande as suas perguntas para o meu email: ailtonamelio@uol.com.br  Participe! Abs Ailton. 

Tal como acontece na aguaplanagem de um carro, onde os pneus perdem boa parte do contato com o solo devido a uma lâmina de água ou de lama que ficou interposta entre os eles e o asfalto, muitas vezes também experimentamos um estado de “aguaplanagem psicológica”

Ultimamente tenho ouvido o relato de várias pessoas sobre um fenômeno psicológico muito interessante que ocorre com elas em certas ocasiões: elas repentinamente deixam de sentir o que vinham sentindo por alguém, perdem a noção do como deveriam ou gostariam de agir com esta pessoa e perdema a motivação para apresentar essas ações. No entanto, mesmo se sentindo assim, elas sentem pressão para continuar a agir como estavam agindo antes dessa desconecção psicológica. Este é o tema que vamos abordar nesse artigo.

 

Aguaplanagem psicológica

Vou chamar de “aguaplanagem psicológica” aquele fenômeno que ocorre quando uma pessoa não apresenta condições psicológicas para “estar por inteiro em uma situação”, mas tenta ou simula que está e, por isso, funciona apenas parcialmente na situação.

Quando acontece a aguaplanagem do carro fica bastante desgovernado.  No caso da aguaplanagem psicológica acontece algo análogo: a pessoa que está aguaplanando fica meio avoada, atordoada e parcialmente ausente da situação. Quando isso acontece, ela mantem uma dose reduzida de contato psicológico com a situação: boa parte dos seus mecanismos psicológicos estão desconectados daquela situação.

 

Consequências da aguaplanagem para a pessoa que sente que está aguaplanando

Quem está aguaplanando e fingindo que está perfeitamente presente na situação sente que está enganando as outras pessoas e que, se essas descobrirem como ela realmente está, ficarão muito decepcionadas com ela. Isto acontece na área profissional, na área social e na área íntima.

A pessoa que está simulando que não está aguaplanando se vê desempenhando um papel diferente da forma que pensa e sente naquele momento. De fato ela está se sentindo bem diferente do personagem que está representando naquele momento. Na autopercepção da pessoa que está aguaplanando, o personagem que ela está apresentando geralmente é mais admirável do que aquilo que ela de fato está sentindo e apresentando.

A pessoa que está fazendo este esforço não está ali totalmente presente e nem consegue agir espontaneamente.

A aguaplanagem pode ser desconfortável para a própria pessoa que está neste estado. Ela é desconfortável quando essa pessoa gostaria de estar conectada à situação, teme que percebam que não está conectada e por isso, sente-se obrigada a agir como se não tivesse conectada.

 

Reações negativas de outras pessoas ao aguaplanador

As pessoas muitas vezes percebem quando alguém está aguaplanando e representando e quando não está. Algo no modo de agir desta pessoa soa meio falso: sua voz não parece muito convincente, o seu sorriso é meio amarelo, ela desvia o olhar na hora errada, etc.

A pessoa que para quem o aguaplanador está se representado pode ficar alarmada. Essa pessoa pode se perguntar por que o parceiro que está representando parece frio e distante? Porque está fingindo? Será que realmente ele gosta de mim? Será que ele não está gostando de estar aqui comigo ou de estar fazendo o que estamos fazendo?

Quem se sente desconfortável com a representação alheia tem razão por estar se sentindo assim: é muito melhor se relacionar com alguém que está ali de verdade do que com alguém que está representando.

A representação causa desconfortos porque é lastreada em motivos diferente daqueles que controlam os comportamentos genuínos. Os motivos que alimentam a representação de comportamentos e aqueles que alimentam os comportamentos genuínos predizem comportamentos, percepções e motivações diferentes. Por exemplo, se uma pessoa me elogia porque realmente aprecia minhas qualidades, isso aumenta as chances que ela vá me dar um emprego, me pedir em namoro ou me convidar para uma festa. Ao contrário, o elogio que é apresentado porque uma pessoa não quer parecer deseducada e não porque realmente aprecie minhas qualidades não indica que ela vai me dar o emprego ou querer namorar comigo ou vá me convidar para uma festa.

“Branco emocional”

O branco emocional é um caso especial da aguaplanagem. O branco emocional é um estado onde o aguaplanador constata que não está sentindo nada e que não tem nenhuma posição clara em relação a outra pessoa ou face ao que ela está fazendo. Considere o seguinte exemplo de “branco emocional”.

Ontem ela estava apaixonadíssima pelo namorado. Agora que está viajando com ele, ela verifica que não está sentindo nada por ele. O pior de tudo é que a sua parte racional indica que ela não deve deixar o namorado perceber este estado porque sabe que este "branco" pode ser passageiro.


Algumas causas da aguaplanagem

Muitas vezes, aquilo que desconectou a pessoa da situação e fez que ela passasse a aguaplanar foi o sono, o cansaço a monotonia ou simplesmente a falta de interesse ou motivação por algo que anteriormente a mantinha motivada e conectada àquela situação ou pessoa.


Autodesautorização e perpetuação da aguaplanagem

A autodesautorização é um dos mecanismos que contribui para a perpetuação da aguaplanagem: a pessoa que está aguaplanando acha que tem algo de errado com ela na área psicológica e, por isso, passa a lutar para recuperar os sentimentos, as emoções, a motivação a e a conecção com a situação. Essa luta piora tudo: as preocupações e o esforço são incompatíveis com a volta da conecção com a situação. A preocupação volta a reinstalar o fenômeno. É como aquela história que diz que se não tentarmos pensar em um urso branco ai passaremos a pensar insistentemente nele.


Maneiras de sair da aguaplanagem psicológica

A melhor maneira é tomar uma atitude verdadeira ante a situação: relatar o fato para o interlocutor ou tomar uma posição que reflita mais fielmente o que está sentindo e pensando.

Outras medidas para sair da aguaplanagem são as seguintes: dormir um pouco, se envolver em outra atividade absorvente, viajar, conversar, assistir um bom filme etc. São algumas formas de desconectar o cérebro daquele estado de preocupação. É possível que, uma vez desconectado, ele volte a se conectar a outro estado psicológico. 

Grupos de estudo e supervisão de atendimentos sobre relacionamento amoroso e comunicação. Escreva para o meu e-mail ailtonamelio@uol.com.br ou ligue para o meu consultório (11) 3021 5833) para obter mais informações.

Por Ailton Amélio às 10h51

01/12/2013

Seja gentil: não ignore assuntos importantes do seu interlocutor

A conversa é a principal forma de interagirmos com outras pessoas, de afetá-las e sermos afetadas por elas! No entanto, essa atividade tão importante é muito pouco estudada. Por exemplo, sabemos muito pouco sobre os assuntos que abordamos durante nossas conversas.

Nas nossas conversas informais geralmente tratamos de assuntos muito variados que vão desde aqueles mais superficiais, como o calor que está fazendo, até aqueles extremamente pesados, como os que aparecem nas brigas.

Alguns tipos de assuntos devem ser abordados nas conversas informais senão o nosso interlocutor vai se sentir desconsiderado.

Esse é o tema que vamos abordar nesse artigo.


Tipos de conversa

Existem vários tipos de conversa: profissional, interrogatório, entrevista, negociação, informal, etc.

Em cada tipo de conversa geralmente são tratados determinados tipos de tema. Por exemplo, nas entrevistas para obter financiamento em um banco, os principais temas que são abordados são a situação financeira do tomador do empréstimo e as condições para a concessão desse empréstimo. Raramente o tema abordado neste tipo de conversa será a vida sexual dos negociadores.

Vamos tratar aqui dos assuntos que geralmente são abordados nas conversas informais.


Classificação dos assuntos da conversa

Não existe acordo entre os estudiosos sobre a melhor maneira de classificar os assuntos da conversa. Por exemplo, eles podem ser classificados como formais / informais, superficiais / profundos, pessoais / impessoais, alimentados por motivações intrínsecas / extrínsecas, fofocas, acadêmicos, etc.

Vou propor aqui uma classificação que, creio eu, é útil para aqueles que querem desenvolver conversais informais onde aconteçam manifestações de consideração e interesse entre os interlocutores e que sejam envolventes e fluentes. Esta classificação provisória inclui os seguintes tipos de assuntos: (1) apresentação espontânea de assuntos, (2) assuntos ativados, (3) assuntos baseados em acontecimentos em andamento e (4) assuntos baseados em atualidades.


Apresentação espontânea de assuntos

Muitas vezes os interlocutores apresentam espontaneamente os seus assuntos. Neste caso, não é necessário usar técnicas para tentar descobrir os assuntos que interessam a eles.

Quem recebe as informações sobre quais assuntos o interlocutor está se propondo a abordar pode acolhê-los ou não. Existe, é claro, uma pressão social para acolhê-los.

Nem sempre os assuntos mencionados por um interlocutor são aqueles que ele próprio ou os outros mais gostariam de conversar. Muitas vezes, os interlocutores conversam sobre um assunto para evitar outros, porque calculam que tal assunto agrada ao outro interlocutor ou porque é uma forma indireta de tratar de outro assunto que está censurado.


Assuntos ativados

Este é um dos principais tipos de assuntos que devem ser considerados em uma conversa informal.

Assunto ativado é aquele que está na nossa mente ou, pelo menos, está nos afetando fortemente em um dado momento. Na hora da conversa, cada interlocutor pode ter diversos assuntos ativados. Sempre existem assuntos ativados na nossa mente.

Todos os assuntos se tornam ativados na hora que são abordados na conversa. Isso acontece simplesmente porque não é possível conversar sobre um assunto que não esteja ativado.

O grau de consciência das pessoas sobre seus assuntos ativados geralmente é grande.

Os riscos de ignorar assuntos que estejam fortemente ativados para o interlocutor

Geralmente sentimos dificuldade para tratar satisfatoriamente de um assunto quando outro assunto está nos afetando fortemente. Quando isso acontece, temos que fazer um grande esforço para tratar de outros assuntos e a conversa fica menos prazerosa e fluente para quem está fazendo tal esforço.

O seguinte relato ilustra a influência que um tema ativado oculto pode ter na conversa:

“Eu estava com aquele assunto na cabeça e, por isso, não conseguia pensar direito em mais nada. Esse assunto não podia abordado com aquele interlocutor naquela circunstância. Eu estava torcendo para que aquela conversa terminasse logo, pois, assim, eu poderia ficar só  para voltar a pensar naquele assunto que estava me preocupando ou para poder procurar outra pessoa mais adequada para conversar sobre ele”.

Devido às interferências negativas que os assuntos ocultos produzem na abordagem de outros assuntos, muitas vezes é conveniente tratar primeiro daqueles antes de conversar sobre estes. Depois que os assuntos ativados ocultos de uma pessoa são abordados satisfatoriamente, ai sim, ela fica mais disponível para conversar sobre outros assuntos. Por exemplo, muitas mulheres querem “discutir a relação” antes de transar. Para elas é importante “limpar” os incômodos que as estão afastando do parceiro, pois quando isso é feito, ai sim, elas conseguem concentrar-se no sexo e aproveitá-lo.


Perguntas que são apenas cumprimento ou são manifestações de interesse real em saber as novidades

Uma das maneiras de tentar descobrir os assuntos que estão presentes na cabeça do nosso interlocutor é perguntar para ele como ele está. Esse tipo de pergunta, no entanto, pode ser confundido com perguntas que fazem parte do ritual do cumprimento.

Quando duas pessoas se encontram, as primeiras perguntas que apresentam geralmente fazem parte do ritual do cumprimento. Por exemplo, quando um “Como vai?” é respondido com outro “Como vai?”, isso mostra que essa primeira pergunta foi encarada apenas como um cumprimento e não como um interesse em saber como está quem respondeu a pergunta.

Insistir nas perguntas para mostrar interesse genuíno

Apresentar perguntas ou pedidos que funcionam como um tipo de insistência em saber o que se passa com o interlocutor indica um interesse real neste tipo de informação e que não se trata apenas de fórmulas de cumprimento.

Uma forma de insistir é reapresentar uma pergunta. Outra forma, mais sutil, é apresentar várias perguntas que tenham o mesmo significado. No exemplo abaixo, “P” está insistindo em saber, e “R” está apresentando respostas típicas de cumprimento. Após alguma insistência por parte de P, R revela uma informação sobre algo que lhe aconteceu:

P - Como estão as coisas?

R - Tudo bem comigo. E com você?

P – Tudo. Quais são as novidades?

R - Tudo normal. Nada de novo.

P - O que você conta de novo?

R- Acabei de ser aprovado em um concurso!

P- Que legal! Parabéns! Qual concurso?

Assuntos baseados em acontecimentos em andamento

Ignorar esse tipo de assunto provoca profundos ressentimentos entre pessoas que têm um alto grau de intimidade.

Um acontecimento em andamento é aquele que está ocorrendo e que afeta significativamente pelo menos um dos interlocutores de uma conversa. Geralmente, tudo aquilo que afeta uma pessoa é um assunto que ela estaria motivada para conversar. O acontecimento só não se transforma em assunto quando ele não é adequado para ser abordado em um dado momento ou com um dado interlocutor.

Em todos os momentos de nossas vidas estamos sendo afetados por acontecimentos que estão em andamento.

Um acontecimento em andamento pode estar na mente da pessoa no momento da conversa e, neste caso, ele é um assunto ativado. Ele também pode não estar ativado, mas ser facilmente ativável, bastando para isso que seja mencionado pelo interlocutor.

Quando temos um relacionamento próximo com uma pessoa, é imprescindível que tomemos conhecimento dos acontecimentos importantes que estão em andamento para ela. Quando as circunstâncias são apropriadas, é importante mencioná-los ou perguntar por eles, para verificar se ela quer atualizar as notícias sobre eles.

Mostrar interesse por acontecimentos em andamento do interlocutor é um sinal de apreço e consideração por ele. Deixar de apresentar esse tipo de interesse é um sinal de desconsideração e pode ser encarado como uma falta grave.

Histórias ilustrativas de interesse por acontecimentos em andamento do interlocutor

Considere as duas seguintes histórias: na primeira, Eduardo pede notícias sobre um acontecimento que afetou Sara e, na segunda, Julieta se sente desconsiderada pelo namorado porque ele não perguntou sobre o seu primeiro dia de emprego.

Eduardo pede notícias da entrevista de emprego de Sara

Eduardo sabia que Sara havia realizado uma entrevista de emprego naquela manhã. Ele sabia também que esse assunto a estava preocupando muito, pois já fazia um bom tempo que ela estava desempregada. Além disso, seria uma desconsideração não perguntar pelos resultados da entrevista, já que, no dia anterior, ela tinha mostrado uma grande expectativa a este respeito. Logo no início da tarde, ele ligou para ela para saber as novidades. Assim que ela atendeu ele disse: “Olá Sara! Estou ligando para saber como foi a sua entrevista.” Sara ficou muito contente com essa atenção por parte de Eduardo.

Julieta se sentiu desconsiderada pela ausência de interesse do seu namorado sobre o seu primeiro dia de emprego

Julieta estava muito contente e excitada porque hoje foi o seu primeiro dia no novo emprego. Há muito tempo que ela queria trabalhar naquela firma. Assim que encontrou com o namorado, ele começou a falar da briga que teve com a sua irmã e não perguntou nada sobre a sua estreia no novo trabalho. Julieta se sentiu muito desprestigiada. Ela havia ficado com a sensação que as coisas que aconteciam com ela não tinham importância para ele.

Assuntos baseados em atualidades

Atualidades são aqueles acontecimentos que ocorrem no dia a dia. Eles podem envolver pessoas dos círculos sociais onde vivemos ou dos círculos sociais mais amplos tais como aqueles que são noticiados nos jornais e revistas especializadas. Esses acontecimentos também podem ser impessoais como as maravilhas da natureza ou fenômenos excepcionais como a erupção de um vulcão.


Verifique se o seu interlocutor está com assunto fortemente ativados em sua mente. Não deixe de mostrar interesse pelos seus assuntos em andamento. Converse sobre atualidades. 

Grupos de estudo e supervisão de atendimentos sobre relacionamento amoroso e comunicação. Escreva para o meu e-mail ailtonamelio@uol.com.br ou ligue para o meu consultório (11) 3021 5833) para obter mais informações.

Por Ailton Amélio às 09h45

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

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