Blog do Ailton Amélio

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29/08/2014

Psicoteatro: método para o desenvolvimento de papéis e características pessoais, sociais e profissionais

Você é um bom profissional, bom amigo, bom marido, bom pai, bom amante, um ótimo sedutor? Talvez, nem tanto! Claro, nem poderia. A maioria de nós nunca teve a oportunidade de desenvolver esses papéis de maneira sistemática e planejada.

Psicoteatro

Estou desenvolvendo um conjunto de técnicas psicológicas-teatrais (“psicoteatro”) para ajudar os participantes a criar, desenvolver, aperfeiçoar e incorporar características pessoais, habilidades sociais e papéis sociais. Essas técnicas também ajudarão a alterar motivações e a combater inibições que impedem os desempenhos sociais desejados.

Cada um de nós desempenha vários papéis no dia a dia: profissional, amigo, pai, amante, sedutor, etc. Podemos aperfeiçoar esses papéis e desenvolver outros papéis que gostaríamos de desempenhar na vida real.

Existem várias características de personalidade que estão envolvidas na composição dos papéis sociais ou que dão um colorido pessoal para eles: desenvoltura, sociabilidade, eficiência, amorosidade, amistosidade, sex appeal, romantismo, carisma, segurança, autenticidade, honestidade, etc. Essas características podem ser aperfeiçoadas ou criadas através de técnicas psicoteatrais apropriadas.

Cada papel social é constituído por vários tipos de habilidades: ouvir ativo, falar de forma interessante, empatia, argumentar, persuadir, negociar, etc. Essas habilidades podem ser desenvolvidas através de treinamentos específicos.

Os desempenhos dos papéis sociais e as manifestações de características de personalidade dependem de motivações e inibições que lhes são relevantes. Essas motivações e inibições podem ser alteradas através de procedimentos terapêuticos.

Ausência de tratamento sistemático para desenvolver papéis sociais

Quase ninguém recebeu tratamento sistemático para desenvolver papéis sociais, características de personalidade e habilidades sociais. Poucas pessoas passaram por um trabalho psicológico sistemático que lhes ajudassem a entender e a lidar com suas motivações e inibições que afetam os seus desempenhos sociais.

O desenvolvimento de papéis sociais e dos seus ingredientes geralmente acontece de forma não programada e não planejada. Esse desenvolvimento geralmente acontece através da observação e imitação de pessoas que estão desempenhando papéis na vida real, na televisão ou em filmes. Ele também é influenciado pelos romances, pelas biografias e pelas descrições orais dos modos de agir e das características de personalidade de personagens que são admirados ou condenados.

Esses papéis e seus ingredientes também recebem certa dose de polimento através de elogios, críticas e sugestões quando são desempenhados na vida real.

Através desses tipos de aprendizagens assistemáticas, todos nós acabamos desenvolvendo e incorporando papéis, características pessoais, habilidades sociais, motivações e inibições para agir socialmente que deixam muito a desejar em termos de eficiência e satisfação.

Geralmente temos pouca de consciência dos aspectos da nossa atuação social que são eficientes ou ineficientes. As pessoas com quem interagimos não sabem bem o que fazer para ajudar melhorar a nossa atuação social e, quando sabem, muitas vezes preferem não fazer nada porque temem nos ofender, ou agem de forma punitiva, o que também não contribui muito para o nosso aperfeiçoamento.

Mesmo quando temos consciência das deficiências na nossa atuação social, ainda assim, é difícil superá-las porque não sabemos como produzir mudanças em nós mesmos.

Devido a essas dificuldades para tomar consciência na nossa forma de agir socialmente e para mudá-la, acabamos acreditando que  “somos assim”, “este é o nosso jeito de ser” e “não podemos mudar a nossa essência”.

Semelhanças e diferenças entre o psicoteatro e o teatro

Segundo, Irving Gofman (veja a citação na Nota, no final deste artigo), famoso estudioso da vida social, todos nós desempenhamos personagens, quase o tempo todo, em situações sociais. A vida social seria como um teatro, onde cada um finge que é um personagem e a plateia finge que acredita nele. As coisas feias ficam nos bastidores tanto no teatro como na vida real.

Algumas diferenças importantes entre o psicoteatro com o teatro são as seguintes:

-  No teatro, o ator e a plateia sabem que os participantes estão representado papéis e acontecimentos que não são reais. Eles sabem também que assim que o ator sair do palco ele vai se desvencilhar do papel que estava representando. No psicoteatro, o participante está tentando desenvolver um personagem para incorporá-lo ao seu jeito de ser na vida real.

- No teatro, o personagem e suas características são desenvolvidos para produzir um bom espetáculo e não, especificamente, para beneficiar o ator na vida real. Este benefício é o principal tipo de objetivo a ser alcançado no psicoteatro

- No psicoteatro, o participante é analisado psicologicamente desde o início. Por exemplo, essa análise tenta responder perguntas do tipo: porque o participante quer desenvolver um determinado personagem? Quais características ele gostaria que esse personagem tivesse? Quais facilidades e dificuldades são apresentadas pelo participante durante o desenvolvimento do roteiro e do personagem? Quais as facilidades e dificuldades foram apresentadas pelo participante para incorporar um determinado personagem e para representar as cenas? Quais são as facilidades e dificuldades dos participantes para transferir aquilo que ele treinou para a vida real?

Diferenças e semelhanças entre psicoteatro e terapias pela palavra

- A palavra é usada como ferramenta de análise e para promover mudanças tanto no psicoteatro como na maioria das terapias.

- O psicoteatro usa a representação como principal ferramenta de análise e de mudança, ao passo que a maioria dos outros tipos de terapias usa a conversa com estas mesmas funções.

- No psicoteatro, boa parte dos fenômenos psicológicos que são analisados são aqueles que aparecem devido às estimulações produzidas pelo processo de escolha dos personagens, produção dos textos para os diálogos, composição dos personagens, ensaios, atuação, pós-atuação e transferência para a vida real das habilidades treinadas. Nas terapias pela palavra, os fenômenos psicológicos analisados são aqueles foram estimulados pela memória de acontecimentos ou, quando muito, estimulados pela relação entre terapeuta e paciente.

- No psicoteatro, a atuação teatral, o roteiro e os diálogos ajudam os participantes a aperfeiçoar e substituir os seus modos de atuação social que eram ineficientes por outros modos que mais eficientes. A atuação e a análise psicológica das facilidades e dificuldades que surgiram durante a preparação das cenas, dos personagens e dos roteiros também ajudam a incorporar a nova maneira de agir e a adotá-los na vida real, no dia a dia.

Podemos mudar o nosso jeito de ser?

Podemos, sim. Na vida real mudamos drasticamente a nossa forma de agir pensar e sentir, quando isso é necessário. Podemos fazer mudanças muito drásticas acontecem em várias circunstâncias.

Essas grandes mudanças ocorrem várias vezes por dia, quando, por exemplo, mudamos de atividade (guiar, falar com um amigo, namorar, trabalhar, etc.),  mudamos de ambiente (local de trabalho, academia de esportes, balada, etc.) ou de interlocutor (falar com uma autoridade, com uma criança, etc.)

Mudanças mais abrangentes e duradouras ocorrem quando mudamos de cultura (fazer intercâmbio, migrar para outro país, etc.) ou mudamos radicalmente de função ou ambiente.

Quando mudamos de cultura ficamos cientes de muitos hábitos e valores que nos parecem “estranhos”. Depois de certo tempo, esses novos hábitos podem começar a parecer naturais. Depois de mais algum tempo, eles passam a fazer muito sentido para nós, deixamos de perceber o que estamos fazendo e nos sentimos bem agindo da nova forma.

Grandes mudanças também ocorrem quando entramos na pré-escola ou na faculdade, quando saímos de casa para morar em uma república, quando vamos morar com a amada. Alguns autores afirmam que esta última é uma das maiores mudanças repentinas que ocorrem na vida da maioria das pessoas: dormir na mesma cama com outra pessoa, cuidar da casa, cuidar da comida, morar em outro local, ter que se acomodar aos hábitos de outra pessoa, etc.

Portanto, não é correto dizer que não podemos mudar muito o nosso jeito de ser.

Ações programadas podem se tornar "naturais"

Quando falamos em um trabalho para criar ou aperfeiçoar o nossa maneira de atuar situações sociais, vários dos nossos interlocutores apresentam questões quanto à naturalidade ou artificialidade dos comportamentos que está sendo treinados.

Grande parte das nossas ações é aprendida através de esforço consciente e “artificialmente”. Depois, muitas delas vão se tornado automáticas e bastante inconscientes. Por exemplo, datilografar, guiar, falar outras línguas, andar, lecionar, representar geralmente são habilidades que exigem uma boa dose de esforço consciente na fase de aprendizagem. Depois vários aspectos dessas ações são automatizados e se tornam bastante inconscientes. A quantidade da prática e de instrução para automatizar uma ação ou uma estratégia para agir varia muito de caso para caso.

Guiar um carro é um bom exemplo. No início, temos que pensar em tudo que vamos fazer: ligar o carro, pisar na embreagem e no freio, colocar a primeira, soltar o freio de mão, etc. Depois de certo tempo, automatizamos nossas ações e passamos agir automaticamente, sem pensar no que estamos fazendo.

Algo semelhante também acontece nos campos dos valores e atitudes. No início, os nossos comportamentos são apresentados ou deixam de ser apresentados devido às suas consequências externas ou instruções específicas sobre como devemos agir. Depois de algum tempo, quando a nossa socialização é bem sucedida, podemos nos comportar ou deixar de comportar de uma determinada forma porque achamos que ela é certa ou errada, respectivamente. Os sociólogos denominam essa incorporação de valores de “introjeção”: passamos a sentir que determinada forma de agir, pensar e sentir é boa e legítima e que outras são erradas.

As nossas ações, quando apresentadas de acordo com certos padrões “fazem sentido” e não despertam a nossa atenção e consciência. Esse “sentido” é experimentado tanto por quem age como por quem presencia a ação. Por exemplo, um executivo de terno e pasta na mão que se desloque pulando em um pé só é muito chocante, a não ser que haja um motivo óbvio para essa forma de agir.

No psicoteatro acontece algo semelhante: ações são treinadas conscientemente e, depois, elas são automatizadas e se tornam inconscientes. Isso acontece, principalmente, quando elas melhoram os nossos desempenhos sociais e são apresentadas com fluidez e facilidade e nos trazem sucesso e satisfação.

Alguns papéis e características pessoais que poderão ser desenvolvidas através do psicoteatro

Em qualquer grupo de pessoas sempre há uma boa chance dos seguintes temas estarem presentes:

- Sociabilidade: gostar ou não gostar de relacionamentos sociais

- Timidez: tensão e inibição em situações sociais

- Autoestima: apreciação de si próprio. Como anda a sua autoestima?

- Imagem pública. Qual a imagem que estamos tentando projetar? Qual é a nossa imagem para as pessoas? (Serão realizadas medidas da autoimagem e da imagem pessoal de cada participante).

- Autoimagem: imagem que fazemos de nós mesmos

- Conversa eficiente: como age o bom falante e o bom ouvinte?

- Falar em público: características e habilidades de um bom orador.

- Autorrevelação: a revelação adequada de pensamentos e sentimentos é a cola dos relacionamentos sociais.

NOTA

GOFFMAN, Erving. A Representação do Eu na Vida Cotidiana – Petrópolis, Vozes: 2011.

Você está interessado em participar do Psicoteatro? Mande um e-mail para ailtonamelio@uol.com.br

Por Ailton Amélio às 09h29

21/08/2014

Desligue o celular e a televisão e comece a conversar de verdade

Neste artigo vamos apontar como a presença dos celulares mais sofisticados (“smarthphones”) e da televisão estão acabando com as “boas conversas” cara a cara. Também vou sugerir uma nova etiqueta para regular o uso adequado desses dois tipos de tecnologia e, por fim, vou lembrar alguns tipos de comunicação não verbal e comunicação verbal que devem estar presentes em uma boa conversa.

As conversas cara a cara estão perdendo espaço para o celular e televisão

O relacionamento social cara a cara está, cada vez mais, perdendo espaço para o relacionamento virtual. Foi-se a época que as pessoas se encontravam para conversar. Agora, boa parte dos papos rola através da internet.

A mídia está cheia de fotos que mostram pessoas, em todos os tipos de locais,  que, embora juntas, aparecem digitando nos seus aparelhinhos, ao invés de prestar atenção aos seus interlocutores: mesas de bar, pátios de escolas e salas de espera.

Os "selfies" acontecem nos locais mais indiscretos e inadequados como velórios e funerais (até o presidente Obama fez o seu durante o velório de Mandela!) e, até, durante assaltos, onde ladrão e vítima posam para a fotografia!

Também rodou na internet um vídeo que mostra uma professora tomando e jogando no chão o celular do aluno que está recebendo uma ligação durante a aula.

Alguns bares estão tomando a louvável iniciativa de instalar bloqueadores de celular com o objetivo de eliminar este distrativo de seus ambientes e dar a chance dos frequentadores conversarem entre si.

Conversas telegráficas

Como digitar é trabalhoso, estamos, cada vez mais, desenvolvendo a arte de abreviar as mensagens. Neste aspecto, parece que voltamos à época do telégrafo, onde as mensagens eram cobradas por palavras e, por isso, seus tamanhos eram reduzidos ao mínimo possível, para economizar.

Interferências contínuas

Não é só a redução na quantidade de horas de conversas cara a cara que está acontecendo como consequência do uso da internet e televisão.  Agora, durante as parcas horas de interação cara a cara, ocorrem mil interrupções pelas chamadas do celular, pelos sonzinhos típicos de cada tipo de mensagem e pelos ruídos de vibração que avisam sobre a chegada de novas mensagens.

Vantagens e desvantagens da conectividade total

É bom poder comunicar, a qualquer hora, com pessoas fisicamente distantes. Isso aproximou muito essas pessoas. No entanto, essa mesma conectividade a distância e 24 horas por dia está afastando as pessoas que estão fisicamente presentes.

A televisão é outra grande fonte de interferência nas conversas

Com a popularização da televisão, foi-se boa parte da atenção que antes era dedicada à família e aos amigos que nos visitavam.

A disposição do mobiliário mostra quais são as prioridades: o aparelho de televisão reina (os assentos são orientados mais para a televisão do que para os interlocutores). Agora, a conversa fica restrita aos momentos dos comerciais. Os breves comentários durante a programação sempre são proferidos com aquela sensação de medo de estar interrompendo a atenção que o interlocutor está dedicando ao seu programa favorito.

Nova etiqueta para conversar

Estamos precisando criar uma nova etiqueta que regule o uso do celular e da televisão. Por exemplo, essa etiqueta poderia estipular que seria muito rude e intolerável ficar assistindo televisão durante o jantar familiar.

Quanto ao uso do celular, esta nova etiqueta prescreveria que ficar olhando para ele durante a conversa seria considerado rude e ficar digitando mensagens seria considerado grosseiro.

Nesta nova etiqueta, o celular deverá ser deixado no “guarda celulares” - um local que passará a existir logo na entrada de estabelecimentos finos, onde é esperado que as pessoas conversem. Nestes locais haveria uma sala reservada para aqueles que não conseguem se abster do "vício do celular" por um mínimo  de tempo: uma espécie de "celuródromo".

Nada contra a tecnologia.

Nada de saudosismos. A tecnologia trouxe muitos benefícios e veio para ficar. Agora, conseguimos ficar psicologicamente mais próximos de pessoas que estão fisicamente distantes e psicologicamente distantes de pessoas que estão fisicamente próximas.

 

Relembrando como é uma conversa de verdade

Vamos relembrar agora alguns comportamentos e posturas que facilitam, aumentam a eficiência e motivam uma boa conversa.

A comunicação não verbal que facilita a conversa

- Mostrar sinais que está disponível para conversar.

Por exemplo, dizer que está com tempo livre; encostar-se a uma superfície; convidar para sentar; interromper o que estiver fazendo (desligar a tevê, desligar o computador); colocar a pasta ou a bolsa que está portando sobre a mesa; fechar a porta para evitar interrupções.

- Assumir uma distância propícia para conversar.

Não ficar nem muito longe nem muito perto do seu interlocutor. Quando ambos estão em pé, deixar o interlocutor estabelecer a sua distância preferida. Depois que ele fizer isso, caso você queira “esquentar” um pouco o relacionamento, se aproxime dele mais um pouquinho (puxe a sua cadeira para mais perto ou dê um passinho na sua direção, mas não exagere).

- Evitar barreiras físicas ente si e o interlocutor.

Barreira é a presença de um obstáculo entre os interlocutores. Existem dois tipos de barreiras: (1) corporal. Por exemplo, as pernas cruzadas de um interlocutor estão interpostas entre ele e o outro; (2) objeto: os interlocutores ficam separados por uma mesa um balcão. É comum colocar uma pasta ou bolsa entre si e outra pessoa quando ambas sentam-se em um mesmo sofá.

- Assumir posições semelhantes às do interlocutor.

Por exemplo, os dois interlocutores permanecem sentados ou os dois ficam em pé; ambos se encostam a uma parede. É importante manter os olhos na mesma altura dos olhos do interlocutor. Assumir posições diferentes daquela adotada pelo interlocutor contribui para quebrar o clima positivo da conversa. Por exemplo, quando um está sentado e o outro em pé, isso contribui para esfriar a conversa.

- Apresentar padrão típico de olhar do ouvinte atento: o ouvinte geralmente olha mais para o falante do que vice versa; olhar para o rosto do interlocutor (olhos, testa, boca); não ficar muito tempo olhando para o ambiente ou outras pessoas.

- Evitar dar atenção para outros acontecimentos que estão ocorrendo no ambiente. Por exemplo, não ficamos olhando demais para as outras pessoas que estão passando próximo do local onde você está conversando. Quando algo absorve a nossa atenção, deixamos de prestar atenção a outros fatos e acontecimentos presentes.

- Orientar a frente do corpo na direção do interlocutor.

Voltar toda a frente do corpo (rosto, peito, púbis, joelhos e pés) na direção do interlocutor. Caso fique desconfortável essa orientação, devido ao excesso de intimidade que ela produz, mantenha um pequeno ângulo entre a frente do seu corpo e o interlocutor.

- Inclinar o tronco na direção do interlocutor (quando estiver sentado).

Quando sentado, o tronco do bom ouvinte deve ser ligeiramente inclinado na direção do interlocutor (inclinado para frente ou para a lateral quando o ouvinte está ao lado ou à frente, respectivamente).

- Sincronizar a emissão dos sinais de recepção e outras intervenções com momentos oportunos da fala do interlocutor. Por exemplo, esperar ele terminar de expor uma ideia antes de posicionar-se a favor ou contra ela.

- Não atrapalhar a comunicação do interlocutor

- Anuir frequentemente com movimentos de cabeça.

Este é um dos principais comportamentos que indicam que o ouvinte está acompanhando, entendendo e concordando com o que está sendo dito.  Este comportamento geralmente é apresentado periodicamente e, principalmente, assim que o falante termina de apresentar uma ideia ou quando esse olha para o ouvinte.

- Emitir vocalizações curtas em reação ao que está ouvindo.

Por exemplo, o ouvinte emite grunhidos e exclamações que indicam que ele está acompanhando o que está sendo dito e que informam como ele está reagindo ao que está sendo dito.

A comunicação verbal durante uma boa conversa

O ouvinte ativo faz pequenas intervenções verbais que contribuem para motivar, direcionar e fornecer feedback para o falante, sem atrapalhar muito o que este está dizendo. As principais destas intervenções são as seguintes.

-    Repetir, com um tom de interrogação, palavras chaves, frases e ideias apresentadas pelo falante, de maneira sintética para estimulá-lo a expandir o que disse. (Fazer perguntas e pedir para explicar tem efeitos similares à esse tipo de repetição). Por exemplo, o falante diz: “Ontem peguei o maior congestionamento quando cheguei da viagem.” O ouvinte diz “Viagem?”. Este procedimento induz o falante a expandir, corrigir, aperfeiçoar ou completar o que disse.

-  Ajudar o falante a elaborar o que está dizendo.

-   Pedir esclarecimentos de pontos obscuros. Não entender o que está sendo dito provoca a perda do envolvimento com a conversa, impossibilita reações corretas ao que foi dito e causa embaraços. Pedir esclarecimento também é um sinal de interesse no que está sendo dito e um sinal que deseja continuar ouvindo. Por exemplo, diga: “Não entendi”; “Explique melhor isso”, “dê um exemplo”.

- Pedir mais detalhes sobre o que foi dito. Por exemplo, diga: “Fale um pouco mais sobre este fato”.

-  Mostrar empatia pelo ponto de vista do falante e pelas suas emoções. Uma maneira de fazer isso é "refletir" os sentimentos do falante. Por exemplo, faça comentários do tipo: “Isto deve ser muito chato para você.”, “Parece que você ficou muito contente com esta notícia”, “Você deve estar feliz com isso.”

- Usar palavras de compreensão que não comprometam você com aprovação do conteúdo do que está sendo dito. Por exemplo, dizer: “Vejo que você está muito convencido desta ideia”, “Parece que você ainda não se decidiu”.

- Resumir as principais ideias e conceitos sobre aquilo que ouviu. Por exemplo, dizer: Você está em um dilema: ficar em um emprego que paga melhor ou ir para um emprego que paga menos, mas que você gosta mais.” É muito motivador para o falante ouvir um resumo do que ele disse. Ele mostra que o ouvinte estava motivado para ouvir, prestou atenção, entendeu e quer continuar a conversa.

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Por Ailton Amélio às 09h06

10/08/2014

Um bom casamento vale mais do que bens materiais

Você sabia que um bom casamento traz um aumento na felicidade que equivale a aumentar quatro vezes o tamanho do salário?

Você sabia que uma boa amizade traz um aumento na felicidade que equivale a aumentar três vezes o salário?

Quem faz essas afirmações e outras mais é Robert Putnam, professor de políticas públicas da Universidade de Harvard (ver o link para uma entrevista deste autor na Nota, no final desse artigo).

As duas afirmações acima provavelmente são válidas para pessoas que já ganham, pelo menos, o suficiente para satisfazer suas necessidades básicas. Para aquelas pessoas cujos ganhos são insuficientes para satisfazer essas necessidades, o aumento dos rendimentos contribui, sim, bastante para o aumento da felicidade. Por exemplo, quando alguém está passando fome, passando frio, não tem onde dormir, não tem vestuário adequado ou seus parentes estão doentes e não podem se tratar por falta de dinheiro, o aumento de rendimento aumenta significativamente a sua felicidade.

Como vamos ver neste artigo, não é o casamento em si que traz felicidade. Tem que ser um bom casamento. Um mau casamento pode trazer muita infelicidade. Além disso, o nível de felicidade depende mais da personalidade do que do casamento: quem já era feliz antes do casamento tem maior chance de continuar feliz durante o casamento. Quem já era infeliz antes do casamento tem mais chance de continuar infeliz no casamento!


Possuir mais bens materiais não aumenta a felicidade

Entre 1950 e 2005 os bens dos americanos aumentaram cerca de três vezes. Em 2005, por exemplo, o americano médio possuía computador, celular, ar condicionado e televisão a cores. Muitas dessas coisas nem existiam nos anos 50.  As medições do nível de felicidade, que foram periodicamente realizadas durante este espaço de tempo, mostram que ela não se alterou neste período.

Geralmente a aquisição de bens materiais só aumenta consideravelmente a nossa satisfação na época da aquisição. Por exemplo, quem compra um carrão ou uma casa muito melhor que a anterior fica muito contente antes da compra, com ainda está sonhando com o bem, e logo depois da compra. Tempo depois, aquilo que foi adquirido vai saindo da consciência e deixando de trazer tanta satisfação: a pessoa que fez a compra vai deixando de notar o carro ou a casa. Ela se acostuma com esses bens e começa a pensar em uma nova aquisição. Todos já tivemos a experiências de comprar uma bela roupa e ficarmos muito contente na época da aquisição e, logo após usá-la uma vez ou outra, vamos deixando de pensar nela e podemos até esquecê-la no fundo do guarda roupa.

Outro exemplo: quem ganha na loteria fica muito feliz na ocasião. Depois de certo tempo, o seu nível de felicidade vai voltando ao que era antes, e cerca de um ano depois da premiação, a pessoa que ganhou está tão feliz ou infeliz quanto antes.


Relações sociais podem proporcionar prazer renovado

Claro que também nos acostumamos com as pessoas e elas deixam de ser novidades. Por exemplo, no início de um relacionamento amoroso achamos o parceiro muito excitante e interessante e, após algum tempo, ele perde muito da capacidade para despertar nossa atenção e de nos excitar (este é o famoso “efeito novidade” ou “efeito Coolidge”).

Certas pessoas, no entanto, são capazes de trazer para nós, de forma continuada, uma boa dose imprevisibilidade, vitalidade, e desafio. Outras pessoas passam a nos roubar energia e nos colocar para baixo. A maioria das pessoas fica entre esses dois extremos, neste quesito. Por isso, é bom escolher bem o parceiro e cuidar para que ele continue sempre com a mesma vitalidade que mostrava no início do relacionamento.

Pessoas que não são vitalizadoras

Certas pessoas não contribuem direta ou pessoalmente para dar sentido e energia para nossa vida. Ou elas estão ausentes ou, quando presentes, não são nada energéticas, ou ainda, não estão interessadas em nós. É muito comum ouvirmos afirmações do seguinte tipo sobre essas pessoas ou por parte delas:

- “Ele me dá tudo, mas não presta atenção em mim”.

- “Ele é capaz de fazer qualquer coisa por mim e pelos filhos, mas é muito chato!”

-“Ele não sabe conversar. Não repercute o que eu digo, não compartilha o que está pensando e não inicia assuntos!”

- “Ele não tem sede de viver: não é muito curioso, adora rotinas e odeia surpresas e coisas arriscada”.

- “Ele me ama, mas é impaciente para ouvir minhas opiniões”.

- “Ele me trata como uma obra de arte: gosta de me ver, ama me possuir, cuida de mim, tem orgulho de estar comigo em público, mas não se interessa pela forma como penso, sobre minhas preocupações ou sobre o que gostaria de realizar na vida”.

- “Estou o tempo todo trabalhando e quase não tenho tempo para a família. Faço isso para que proporcionar para eles o melhor conforto possível e segurança econômica”.

Essas frases dizem respeito a pessoas que proporcionam coisas, mas elas próprias não são fontes de vitalidade para seus familiares.

Contribuições de um bom parceiro para a nossa satisfação

Algumas pessoas são verdadeiros espetáculos contínuos. Quando estamos perto delas, não experimentamos o aborrecimento e o desânimo. O cotidiano ao lado delas parece sempre renovado porque elas agem sempre de forma inesperada e viva ao que está acontecendo. Elas são cheias de iniciativas e reagem aos nossos comportamentos de forma verdadeira e, por isso, criativa. Elas usam menos clichês do que outras pessoas para responder ao que dizemos e sempre nos estimulam a ver as coisas de forma diferente do habitual. São verdadeiras usinas de vida.

Quem não gostaria de ter um parceiro que proporcionasse pelo menos algumas das seguintes dádivas:

- Companheiro para tudo na jornada da vida.

- Conversas envolventes, criativas e nutritivas.

- Transmutador da realidade: a paixão amorosa que ele inspira transforma magicamente a nossa realidade.

- Prazer enlouquecedor através do sexo criativo, envolvente e competente.

- Ampliador dos limites do eu: a sua forma de ver a realidade, a todo o momento, amplia a minha forma de perceber as coisas e estimula continuamente o meu crescimento psicológico.

- Apoio ilimitado: “Na saúde e na doença”, “Na alegria e na tristeza” ...

- Fã incondicional: fonte inesgotável de admiração pela minha forma de ser, pensar e agir.

- Sócio nos lucros e perdas: estamos no mesmo barco na luta para conquistar aquilo que a vida oferece de melhor.

- Bem sucedido: bem sucedido na área econômica e social.

- Sempre lutando ombro a ombro: sempre dispostos a assumir os afazeres e obrigações que são necessários para a manutenção do lar e a educação dos filhos.

 

Ter um parceiro que proporcione os benefícios citados acima realmente afeta muito mais o nosso nível de felicidade do que possuir muitos bens ou obter um aumento significativo do nosso rendimento econômico. Da mesma forma, proporcionar essas coisas para o parceiro é extremamente importante.

O nosso tempo e a nossa energia são limitados. Temos que investi-los da melhor forma possível. Temos que decidir quanto tempo e quanta energia vamos usar para tentar obter bens materiais ou para cultivar bons relacionamentos. 

Problemas para valorizar o parceiro amoroso ou o casamento? Procure a ajuda de um psicólogo.

NOTA

Putnam, R. Putnam: ‘Strongest predictors of happiness are social relationships. http://chqdaily.com/2013/07/23/putnam-strongest-predictors-of-happiness-are-social-relationships (Consultado em 10/08/2014).

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Por Ailton Amélio às 08h26

07/08/2014

Análise sexual: uma maneira de tirar a vida sexual do "feijão com arroz"

As seguintes questões vão ajudar você a refletir sobre como anda a sua vida sexual.

1.    Você conversa com o parceiro sobre suas práticas sexuais?

2.    Você conversa com o parceiro sobre sexo, em momentos não eróticos?

3.    Durante o sexo, você orienta o parceiro sobre o que quer que ele faça e sobre o que você quer fazer?

4.    Durante o sexo você se expressa através de sons não articulados que revelam a sua satisfação?

5.    Você conversa com o seu parceiro sobre suas fantasias e tenta colocá-las em prática?

6.    Você sente-se segura e desinibida para conversar com o seu parceiro sobre sexo?

7.    Você e seu parceiro estão sempre inventando novas maneiras de se expressarem durante o sexo?

8.    Você e seu parceiro temem fazer qualquer coisa diferente e isso ser considerado errado ou pervertido?

9.    No sexo, você sabe distinguir o que não gosta do que está inibido ou reprimido?

10. Você sabe produzir um clima sensual e erótico, que pode durar muito tempo e ser tão bom quanto o sexo em si?

11. Você sente desejo antes do sexo e fica esperando ansiosamente o momento que vai transar com seu parceiro?

Quanto mais questões você respondeu positivamente, mais desenvolvido, solto e sofisticado você é na área sexual.

 

Como você desenvolveu a sua sensualidade e sexualidade?

A maioria das pessoas responde essa pergunta com a palavra "naturalmente". Essa palavra geralmente indica que quem respondeu não recebeu nenhuma educação formal sobre esse tema, e o pouco que sabe sobre ele, aprendeu através de conversas com amigos, filmes, leituras e experiências práticas com outras pessoas que também sabiam muito pouco sobre essa área.

Na nossa sociedade é assim que acontece: desenvolvemos "naturalmente", ou seja, “improvisadamente”, essa área tão importante de nossas vidas.

Não é de se admirar que a vida sexual seja tão infestada por tabus, seja tão subaproveitada e seja uma grande fonte de problemas para muita gente.

Cerca de um terço das mulheres nunca teve orgasmo, outro terço só tem orgasmo de vez em quando e o outro terço geralmente tem orgasmo. O problema mais frequente entre as mulheres é a falta de desejo.

Muitos homens têm problemas de ereção. Muitos homens não sabem criar e aproveitar o clima sexual. A grande maioria dos homens não entende como o relacionamento fora da cama afeta profundamente o desejo feminino.

A grande maioria dos homens e mulheres não sabe como criar um clima sensual, erótico e sexual, que dure horas e que seja muito prazeroso.

Já ouvi inúmeras desculpas completamente não convincentes que tentam atribuir a fraqueza da vida sexual do casal ao excesso de trabalho, às interferências dos filhos pequenos ou ao estresse. Essas desculpas não convencem. Quando o desejo é grande, o casal arranja um jeito de satisfazê-lo.


Aprendendo como quem não sabe

Aprender com quem tem conhecimento limitado é como aprender a escrever com pessoas que mal sabem assinar o próprio nome, ou aprender a tocar violão com alguém que mal sabe dedilhar as cordas deste instrumento.

O fato de dominarmos apenas o básico impede que tiremos o máximo proveito de muitas áreas. Por exemplo, todos nós apreciamos a comida do dia a dia,  apreciamos um vinho, apreciamos música e nos arriscamos a falar algumas frases em outras línguas. No entanto, aqueles que se desenvolveram em cada uma dessas áreas podem usufrui-la muito melhor. Por exemplo, quem fez curso de culinária, de enologia, teve educação musical e frequentou uma boa escola de idiomas, respectivamente, tem muito mais condições de apreciar o que se passa em cada um desses setores. Com o sexo também é assim: male e male, quase todo mundo é capaz de fazer o básico. Outra coisa é quem realmente teve a oportunidade de se desenvolver nesta área.

 

Pobreza sexual no casamento

Já atendi muitos casais onde a sexualidade era muito rara, muito básica e muito rápida. O sexo, quando acontecia, tinha mais o objetivo de satisfazer, tão direta e rapidamente quanto possível, as necessidades biológicas ou era feito para atender ao “dever conjugal”, ou ainda, para aliviar a preocupação de que a sua ausência poderia ameaçar o relacionamento e  aumentar a vulnerabilidade à traição.

Os casais geralmente não conversam sobre a sensualidade, eroticidade e o sexo que ocorre ou deixa de ocorrer entre eles. Geralmenteeles  não conversam sobre suas fantasias, suas insatisfações, aquilo que gostam ou que não gostam de fazer na cama. Esse tipo de conversa é tabu. Ela pode revelar coisas desagradáveis sobre si e sobre  outro e, ao mesmo tempo, pode ser excitante.


Porque vale a pena desenvolver-se na área sexual

O motivo imediato para praticar sexo ("causa proximal") não é a procriação. Esta é apenas a sua consequência mais remota (causa distal). A causa imediata mais importante do sexo é o prazer que ele proporciona. Aliás, quando o sexo não é prazeroso, os órgãos sexuais não funcionam direito (não há lubrificação, dilatação da vagina, intumescimento, ereção, etc.). Outra consequência mais imediata da prática sexual é o fortalecimento do vínculo entre aqueles que a praticam. A prática sexual ainda possui muitas outras funções como ajuda para relaxar, melhorar a saúde e recreativa.

 

Os cursos atuais sobre sexo ensinam muito pouco

Os cursos sobre sexo geralmente ensinam muita pouca coisa! A maioria desses cursos ensina um pouco sobre anatomia e fisiologia dos órgãos sexuais. Ensina também um pouco sobre prevenção de filhos e prevenção de doenças sexuais.

Esses cursos não ensinam quase nada sobre como encarar, sem receios, a sexualidade; como maximizar o prazer sexual; como prolongar o prazer sexual; como desenvolver um ótimo clima sensual e erótico com o parceiro...

Imagine uma autoescola que explicasse muito bem como funciona o motor do carro, onde ficam os controles (freio, embreagem, acelerador, setas, luzes, etc.) e os significados dos sinais de trânsito, mas que nunca, nunca mesmo, pusesse você dentro de um automóvel e lhe ensinasse como guiar nas ruas da cidade e nas estradas! Neste caso, você não aprenderia nada de muito prático. Poderia fazer anos de curso de pilotagem teórica e, ainda assim, não saberia guiar. Nada substitui as aulas práticas ministradas por quem realmente como fazer as coisas.

 

Qual escola de desenvolvimento sexual você cursou?

No futuro, as pessoas ficarão abismadas quando encontrarem alguém que não cursou uma escola de desenvolvimento sexual. Se fosse hoje, seria como encontrar alguém que diz que sabe ler, mas é incapaz de interpretar um texto ou alguém que não sabe o nome do governador ou do presidente do local onde vive.


A educação sexual deve ir muito além da aprendizagem de práticas sexuais e evitação de filhos e doenças

A educação sexual é muito mais do que aprender teorias, localizações de zonas erógenas, técnicas para estimular zonas erógenas, posições sexuais e algumas variações sexuais. Além desses conhecimentos, também é  necessário aprender a se envolver, a se permitir sentir,a perceber o que é cabível em cada momento, saber como progredir para um estágio sexual de maior envolvimento, perceber o que ocorre com a parceira e aprender como formar uma unidade geradora de prazer com a parceira.

No estado atual dessa área, antes de qualquer coisa, é necessário combater os descaminhos que já afetaram a maioria das pessoas. Antes de aprender qualquer coisa nova, pode ser necessário limpar o terreno:  trabalhar para eliminar as culpas, constrangimentos, inconsciências e proibições que impedem que as pessoas se soltem, desejem, apreciem, explorem e variem naquilo que lhes dá prazer nesta área.

Esse trabalho não pode ser feito por qualquer um. É necessária uma excelente formação em psicologia para ser capaz de identificar o que se passa com a sexualidade de cada um e, em seguida, saber como dissolver os obstáculos e como estimular o desenvolvimento de uma nova maneira de ser, perceber e se comportar nesta área.

Análise sexual: técnicas terapêuticas para dissolver inibições e desenvolver a sexualidade

Estou desenvolvendo técnicas terapêuticas para promover a consciência do que se passa na área sexual e para desenvolver  atitudes, habilidades e conhecimentos que ajudem as pessoas a usufruírem plenamente de suas sexualidades e a promoverem uma maior ligação e intimidade com seus parceiros.

Você quer desenvolver a sua sexualidade para além do "feijão com arroz"? Faça análise sexual.

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Por Ailton Amélio às 08h19

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

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