Blog do Ailton Amélio

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25/07/2015

Identifique a sua história de amor predileta

Uma das mais interessantes teorias sobre o amor é a de Money (1986 – a bibliografia citada nesta postagem é fornecida no artigo original, cujo link é fornecido na Nota, no final desta postagem ). Esta teoria propõe que aquilo que desperta a sexualidade e o que leva o ser humano a escolher um(a) parceiro(a) em detrimento de outro(a) é uma espécie de mapa amoroso inconsciente. Tais mapas seriam desenvolvidos por todas as pessoas entre os cinco e os oito anos de idade e determinam os contornos da imagem do parceiro ideal. Segundo esta teoria, a relação afetiva seria iniciada quando uma pessoa encontra alguém que se encaixe nos parâmetros pré-definidos pelo seu mapa amoroso.

Outra teoria que também propõe a existência de “mapas amorosos” é a “histórias de amor”, de Robert J. Sternberg (1996 e 1998) - professor de Psicologia da Universidade de Yale. Esta teoria interpreta o amor como uma história. Resumidamente, ela propõe que as experiências afetivas, que ocorrem desde o nascimento, fazem com que as pessoas desenvolvam histórias que as ajudam a identificar quando o amor está ocorrendo e determinam o modo como o amor nasce e se desenvolve.

Nestas histórias, os amantes têm características específicas e desempenham papéis bem definidos e complementares, tal como acontece em uma peça de teatro. O grau de complementaridade desses papéis entre os parceiros é um dos principais determinantes do sucesso da relação. Pareceiros que não desempenham papéis complementares ou, pelo menos, compatíveis em seus relacionamentos amorosos provavelmente não constituirão relacionamentos felizes e duradouros.

Esta teoria é muito útil para entender a grande diversidade de fatores que são responsáveis pelo nascimento do amor e como diferentes tipos de relacionamentos amorosos podem produzir uniões que dão certo ou fracassam. No entanto, não basta identificar qual a história de amor que melhor descreve um relacionamento entre duas pessoas. Muitas vezes, as histórias de amor que elas estão vivendo não correspondem à história de amor que cada uma delas mais se identifica (aquela que retrata melhor como cada uma é) e, também, estes dois tipos de história podem não coincidir com aquelas histórias que elas mais gostariam de viver. Fazendo uma analogia, uma pessoa pode não estar profissionalmente realizada, se está trabalhando como empacotador (história que está vivendo), mas acha que tem vocação para a pintura (história que se identifica), mas gostaria de ser uma escritora (história que gostaria de viver). Da mesma forma, as coincidências ou discrepâncias entre estes três tipos de histórias podem ter sérias implicações para suas satisfações e para a duração do relacionamento amoroso entre elas.

           

Amostras das histórias de amor

Uma amostra das 24 histórias de amor identificadas por Sternberg é fornecida abaixo. Para você fazer uma ideia da história de amor que mais descreve a sua história ideal, pense no quanto você gostaria de viver o tipo de amor apresentado em cada uma das vinte e quatro descrições abaixo. (O teste completo é apresentado no meu artigo, cujo link é fornecido na Nota, no final desta postagem).

Quanto você se identifica com cada uma das histórias abaixo?

De uma nota entre zero e cem para o seu grau de identificação com cada uma das seguintes histórias (0 - “Não me identifico nada com esta história” e 100 -“Identifico-me completamente com esta história”).

____1. Vício: relacionamento intenso com sentimentos de ansiedade provocada pelo medo de perder o parceiro e desejo de ficar o mais possível agarrado a ele.

____2. Arte: existe forte atração física, com muita importância atribuída à aparência do parceiro, que deve sempre parecer bem.

____3. Negócios: há papéis e tarefas bem definidos, onde cada parceiro tem o seu lugar. O dinheiro desempenha papel importante e tem a ver com poder.

____4. Coleção: o parceiro se ajusta como uma luva ao meu esquema. Tenho tendência para ter múltiplos parceiros ao mesmo tempo, cada um deles preenchendo papéis um pouco diferentes uns dos outros.

____5. Livro de receitas: tenho uma fórmula sobre como agir e coisas a fazer no relacionamento.  Quando a receita é cumprida, a relação vai bem. Caso contrário, pode desandar.

____6. Fantasia: me sinto como se tivesse encontrado seu príncipe ou princesa encantados.

____7. Jogos e esportes: acho que o amor é um jogo empolgante, divertido e alegre. Afinal, as coisas nem sempre podem ser levadas muito a sério.

___8. Jardinagem: penso que a relação precisa ser bem nutrida, como uma planta.

___9. Governo: acho que o poder pode ser compartilhado ou exercido por um dos parceiros, que controla o outro.

___10. História: acredito que os  bons e os maus momentos estão vivos na memória. Coleciono muitas lembranças e recordações, tais como fotos, gravações, suvenires.

___11. Horror: Acho interessante sentir um pouco de medo do parceiro ou vice-versa.

___12. Casa e Comida: para mim, o centro das atenções é o lar e as coisas relacionadas a ele. A ênfase está em ter um ambiente confortável em casa.

___13. Humor: reconheço  que a vida tem um lado engraçado. Eventualmente, o humor pode mascarar relações tensas.

___14. Mistério: no meu relacionamento há um quê de mistério, uma necessidade constante de saber mais sobre o parceiro, um clima de segredos no ar.

___15. Polícia: tenho a necessidade de manter o parceiro em rédeas curtas, para ter certeza que anda na linha. Tenho forte interesse na sua vida e nas suas atividades.

___16. Pornografia: vejo o amor como algo permissivo, no qual um parceiro é degradado ou degrada o outro. A emoção da relação está nessa degradação.

___17. Recuperação: tenho a consciência que sou um sobrevivente que, depois dos traumas e sofrimentos passados, posso enfrentar qualquer situação.

___18. Religião: vejo o amor como uma devoção intensa ao parceiro.

___19. Ciência: acho que as coisas podem ser compreendidas, analisadas e dissecadas, como qualquer outro fenômeno da natureza. Procuro compreender com objetividade o parceiro e a relação.

___20. Ficção científica: sinto que o parceiro é como um alienígena — incompreensível e muito estranho.

___21. Costurar e tricotar: penso que o amor é aquilo que você quiser fazer com ele, algo que você molda como for melhor. Cada relacionamento é único.

___22. Teatro: no amor, parece haver um roteiro pré-definido, com atos, cenas e falas previsíveis. Há algo de dramático no ar. Às vezes, sinto como se não estivesse me comportando naturalmente e sim, interpretando um papel.

___23. Viagem: tenho a sensação de grande jornada conjunta, uma viagem em conjunto. Planejo para o amanhã. Tenho um pensamento voltado para o futuro.

___24. Guerra: acho que amor é uma série de batalhas sem fim. O conflito parece ser intenso e mantém-se ao longo do tempo.

Quais são as histórias mais comuns? No estudo que realizamos (link fornecido na Nota, no final deste artigo), as histórias mais escolhidas pelos homens foram: viagem; tricotar e costurar e jardinagem. As mais escolhidas pelas mulheres foram: jardinagem; tricotar e costurar; viagem. 

NOTA

Este artigo reproduz e adapta parte do seguinte artigo: Silva, A. A., Mayor, A. S., Almeida, T., Rodrigues, A., Oliveira, L. M., & Martinez, M. (2005). Determinação das histórias de amor mais adequadas para descrever relacionamentos amorosos e identificação das histórias de amor que produzem mais identificação, menos identificação e que as pessoas mais gostariam de viver.Interação em Psicologia, 9(2), 297-311. Link para esta publicação: file:///C:/Users/Ailton/Downloads/4786-10790-1-PB%20(3).pdf

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VAMOS ESTUDAR A PAIXÃO E O AMOR?

Público Alvo

- Curso indicado para todos que estejam cursando ou tenham concluído algum curso superior.

- Curso indicado para psicólogos que trabalham com relacionamento amoroso e que pretendam cursar o nosso próximo grupo de estudos: “Terapia do Relacionamento Amoroso”. 

TEMAS

Principais teorias e pesquisas científicas que tratam dos seguintes temas:

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Vamos montar um grupo de estudo para desenvolver conhecimentos teóricos e estudo de casos hipotéticos para tratar desses problemas?

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Por Ailton Amélio às 14h25

18/07/2015

O que acontece quando você entre em contato físico com outra pessoa?

O contato físico entre as pessoas tem diversos significados e efeitos profundos. Neste artigo vamos examinar alguns desses significados e efeitos.

O contato físico tem efeitos poderosos e fáceis de constatar. O contato é capaz de provocar fortes reações positivas e negativas. Para constatar isso, basta imaginar como você sentiria caso fosse tocado de uma forma íntima, sem nenhuma justificativa, por estranhos. O contato físico pode ter um forte impacto mesmo que tenha acontecido de forma não intencional ou acidental.

 

 Interpretação dos motivos dos contatos físicos

Os efeitos dos contatos físicos dependem, em grande parte, da interpretação dos seus motivos. Dependendo das justificativas, um mesmo ato pode ser extremamente traumático ou pode ser relativamente inócuo, mesmo que aconteça em uma região muito íntima, como é o caso, por exemplo, do exame ginecológico. Esta relatividade dos impactos deste tipo de contato pode ser resumida pela frase: “Mais importante do que o fato é a sua versão”.

As interpretações e as reações ao contato físico são extremamente dependentes de outros fatores tais como: a natureza do toque, área do corpo tocada, duração do toque, frequência do toque, contexto do toque (circunstâncias nas quais o toque aconteceu), quem toca e quem é tocado (sexo de quem é tocado e sexo de quem toca, natureza do relacionamento entre quem toca e quem é tocado, tipo e estágio do desenvolvimento do relacionamento).

As culturas possuem estatutos que padronizam a forma de interpretar muitos tipos de contatos físicos e suas circunstâncias. A cultura e a história pessoal podem alterar, até certo ponto, os significados, os usos e os efeitos destes contatos.

É provável que existam propensões inatas que ajudam a determinar os efeitos de boa parte dos contatos físicos. Por exemplo, os contatos físicos sexuais têm forte impacto em quase todas as culturas. Em todas culturas, estranhos se tocam menos do que conhecidos, casais em início de relacionamento se tocam mais do que pessoas não relacionadas; todas as crianças precisam de contato físico para apresentar um desenvolvimento psicológico saudável.

 

Tipos de contato físico

Existem muitos tipos de contato físico. Os principais deles são os seguintes: apertar as mãos, abraçar, beijar, carícias, dar palmadas, lamber, segurar, guiar, esbofetear, esmurrar, beliscar, sacudir, enlaçar, chutar, catar e espremer (espinhas, cravos, etc.).

Desmond Morris (1977) identificou os seguintes tipos de contato físico:

1- Aperto de mão, 2- Orientar o caminho tocando alguma parte do corpo, 3- Tapinha, 4- Dar o braço, 5- Abraçar o ombro, 6- Abraço completo, 7- Dar as mãos, 8- Abraço pela cintura, 9- Beijo, 10- Mão na cabeça, 11- Carícia, 12- Cabeça com cabeça, 13- Apoio corporal, 14- Ataque provocativo.

Este autor denominou estes contatos físicos como “signos de ligação” porque eles assinalariam a existência de algum tipo de relacionamento entre os dois participantes.

Cada um destes tipos de contato físico admite uma série de variantes. Por exemplo, um aperto de mão pode ser forte, demorado, sacudir muitas vezes a mão enquanto cumprimenta, apertar firmemente, usar uma ou as duas mãos, usar a outra mão para segurar o antebraço do companheiro, etc. Cada uma destas variações tem um significado especial. Em geral, quanto mais o contato discrepa daquilo que seria esperado para as circunstâncias, maior o seu significado. Quando maior o contato (mais intenso, mais demorado, mais partes do corpo são envolvidas, etc.), mais positiva é a mensagem.

 

Dimensões para avaliar os contatos físicos

Segundo Heslin (1974), os contatos podem variar desde gestos muito impessoais até gestos muito pessoais. De acordo com este critério, os contatos físicos podem ser classificados em cinco classes:

1-    Funcional-Profissional: são contatos “frios” utilizados para realizar alguma tarefa ou serviço. Quem recebe o contato é tratado como não pessoa. Um dos motivos para o contato ser realizado desta forma com o objetivo de não transparecer uma conotação sexual e, por este motivo, interferir na execução da tarefa. Exemplos: toques realizados pelo cabeleireiro e pelo médico.

2-    Social-polido. Este tipo de contato confirma a identidade de quem é tocado como membro da mesma espécie de quem o tocou. Neste tipo de contato existe muito pouco envolvimento pessoal entre quem toca e quem é tocado. Exemplo: o cumprimento através de um aperto de mão.

3-    Amistoso-Caloroso. Neste tipo de contato já existe um reconhecimento da individualidade de quem é tocado. Este tipo de contato também comunica que quem toca gosta de quem é tocado e o considera um amigo. Exemplo: abraçar uma pessoa pelos ombros enquanto caminham.

4-    Amoroso e íntimo. Este tipo de contato expressa intimidade e amor de quem toca por quem é tocado. Este tipo de gesto é menos estereotipado e é mais adaptado para as características pessoais de quem é tocado. Exemplo, beijar ternamente a outra pessoa.

5-    Sexualmente estimulante. Este tipo de contato expressa a atração física de quem toca por quem é tocado. Exemplo, colocar a mão na coxa da outra pessoa.

 

Progressão dos contatos físicos em relacionamentos amorosos

Morris (1971) afirmou que nos relacionamentos amorosos existe uma progressão de intimidades em direção ao relacionamento sexual. Alguns dos elementos desta progressão incluiriam contatos físicos. Esta progressão seria a seguinte: Olho no corpo, olho no olho, voz na voz, mão na mão, braço no ombro, braço na cintura, boca na boca, mão na cabeça, mão no corpo, boca no peito, mão nos genitais, genitais com genitais. Existem muitas exceções, inversões de ordem e omissões a esta progressão. 

Aqueles tipos de contato físico que só são permitidos entre pessoas que têm um relacionamento amoroso entre si podem ser utilizados para iniciar relacionamentos amorosos. Uma forma de iniciar relacionamentos amorosos é ir transformando gradualmente contatos físicos que são permitidos entre pessoas que não tem um relacionamento amoroso naqueles que são exclusivos de relacionamentos amorosos.

 

Quem toca quem e onde toca

Jourard (1966) fez uma pesquisa sobre as partes do corpo que pessoas afirmavam que eram tocadas com maior frequência. Este autor apresentou um questionário com uma figura mostrando 24 partes do corpo. Quem respondia ao questionário tinha a tarefa de apontar regiões do corpo onde foi tocado ou tinha tocado outras pessoas. Esta pesquisa também pedia para quem respondia classificar quem havia tocado: a mãe, o pai, um amigo do mesmo sexo ou um amigo do sexo oposto. Este autor verificou que as mulheres eram mais acessíveis ao toque por todas as pessoas. Amigos do sexo oposto e as mães eram considerados como as que mais tocavam.

Vários estudos mostram que tocar a outra pessoa é um poderoso sinal de intimidade com ela. É tão poderoso que pode facilmente ficar invasivo se não for bem calibrado para as circunstâncias. Por este motivo os contatos físicos são regulados por normas: existem regras rígidas que regulam quem pode tocar quem, em que região do corpo, em que circunstâncias, em que tipo de relacionamento. As zonas mais liberadas para os toques são as mãos, os antebraços e os braços.

 

Funções positivas e negativas dos contatos físicos

Os contatos físicos podem ter funções positivas e negativas. O contato físico nem sempre tem efeitos positivos. Por exemplo, uma pesquisa verificou os efeitos do toque antes de uma cirurgia mostrou que as mulheres tocadas tiveram efeitos positivos e os homens tocados tiveram efeitos negativos: eles ficavam piores do que os operados que não foram tocados.

 

Funções positivas dos contatos físicos

Alguns dos principais efeitos positivos do contato físico são os seguintes:

- É imprescindível para o desenvolvimento físico e psicológico saudáveis

- Ajuda a criar e a solidificar vínculos afetivos

- Pode ajudar a criar uma atitude positiva entre quem toca e quem é tocado

- Pode contribuir para que o relacionamento evolua para estágios mais avançados

- É uma forma importante de confortar emocionalmente a outra pessoa

- Pode ajudar a manter o relacionamento

- Pode ajudar a revigorar o relacionamento

- É um meio eficiente de demonstrar amor;

- É uma maneira eficaz para iniciar rapidamente um relacionamento amoroso.

Tocar a outra pessoa pode produzir efeitos mais poderosos do que muitas palavras e gestos. O contato físico adequado pode ser um dos caminhos mais rápidos para a reconciliação, após um desentendimento, quando há receptividade por parte daquele que é tocado, evidentemente.

 

Funções negativas dos contatos físicos

O contato físico pode ter efeitos muito negativos. Quando ele não é bem vindo, acontece em momentos inapropriados, ocorre entre pessoas que não têm um tipo de relacionamento que o permite ou é realizado em regiões do corpo que só podem ser tocadas por certas pessoas e em certas circunstâncias, pode ser extremamente aversivo e implicar inclusive em sanções legais.

NOTA

Se você quiser a citação completa da bibliografia cita neste artigo, escreva para o meu email: ailtonamelio@uol.com.br

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Por Ailton Amélio às 15h08

12/07/2015

Três tipos de assuntos que não podem faltar nas suas conversas informais

A conversa é o principal tipo de relacionamento social. Ela é um dos principais fatores que contribuem para que os relacionamentos sejam iniciados, tenham boa qualidade e progridam ou, por outro lado, tenham má qualidade e terminem.

O assunto é um dos principais determinantes do sucesso ou fracasso das conversas. Quando alguém menciona qualidades e defeitos da conversa, tais como “interessante”, “envolvente”, “edificante”, “engraçada” ou, por outro lado, “chata”, “estéril”, “ofensiva” etc. pensamos imediatamente no assunto que foi tratado. Conversar sobre assuntos agradáveis ou que tenham função positiva para os interlocutores é crucial para que a conversa seja bem sucedida.

Vamos tratar aqui de três tipos de assuntos que devem estar presentes nas conversas informais: (1) Assuntos leves das conversas-contato, (2) assuntos ativados e (3) assuntos em andamento.


Assuntos leves das conversas contatos

Conversa contato é aquela conversa leve que geralmente ocorre no início dos encontros, ou durante a conversa propriamente dita, quando falta assunto ou existem inibições para conversar sobre outros assuntos.

Na conversa contato são abordados temas como as características do local e acontecimentos que estão ocorrendo no local onde os interlocutores estão (“Bonito local!”, “Festa animada!”, “Gostei da sua roupa!”) ou o que aconteceram um pouco antes (“Difícil estacionar aqui, não é?”, “Pegou essa chuva forte para chegar até aqui?”).

Não menospreze os assuntos leves que são tratados nas conversas contato. É importante conversar sobre esses assuntos. Por exemplo, um estudo recente mostrou que os homens que estabelecem este tipo de conversa antes de um encontro comercial têm mais sucesso nos negócios que são tratados em seguida do que aqueles que não têm esse tipo de conversa. Esse tipo de conversa é uma manifestação de consideração e amistosidade pelo interlocutor. Essa manifestação ajuda a criar um clima positivo que favorece a conversa posterior, que trata dos negócios.


Porque tratamos de assuntos leves nas conversas contato

Tratar de assuntos leves durante a conversa contato envia as seguintes mensagens para os interlocutores:

- Tenho tempo para conversar

- Estou motivado para conversar com você. Quero conversar com você, embora ainda não tenhamos encontrado assuntos relevantes para conversar.

- Estamos nos sondando para ver quais assuntos são importantes para conversar neste encontro.

- Estamos dando espaço para o outro trazer para a conversa fatos importantes que estejam lhe afetando.

- Estamos nos esquentando para conversar. Estamos ativando assuntos que ambos tenhamos interesse e nos desligando de outros assuntos para nos concentrarmos em nossa conversa.


Assuntos Ativados

Assunto ativado em um dado momento é aquele que está presente nos pensamentos ou nos sentimentos da pessoa.

Sempre existe algo nos afetando. Por isso, sempre existe algum assunto ativado na nossa mente. Somos afetados por tudo aquilo que nos diz respeito materialmente, socialmente, corporalmente e por tudo aquilo que confirme ou desconfirme nossa forma de ver as coisas, os acontecimentos e a nós mesmos.

Para que a conversa tenha sucesso, é necessário estar atento, o tempo todo, para aquilo que está afetando a si próprio e aos interlocutores em todos os momentos da conversa. Tudo que está afetando a pessoa, acima do seu limiar de consciência, é um assunto ativado para ela. Ignorar o que está afetando os participantes da conversa é ignorar aquilo que eles estão motivados para conversar e tentar conversar sobre outros assuntos.

Quando uma pessoa conversa sobre um assunto que é menos motivador para ela do que outros assuntos que já estão presentes na sua cabeça é porque ela não pode falar do que a está afetando ou porque não quer contrariar o interlocutor. Ou seja, ela se força para conversar sobre assuntos que, no momento, são menos motivadores para ela.


Trazer os próprios assuntos ativados para a conversa

Não trazer os próprios assuntos ativados ou em andamento para a conversa tem custos e benefícios. Por exemplo, quem não traz seus próprios assuntos se envolve menos na conversa e pode esfriar o relacionamento com este interlocutor. Vantagem: abster-se dos próprios assuntos dá mais espaço para o interlocutor falar mais de si, o que pode deixa-lo mais contente com a conversa.


Medidas para identificar assuntos ativados para o interlocutor

Três medidas principais para saber se há algum assunto fortemente ativado para o interlocutor:

1- Lançar perguntas sobre o que está se passando com ele. Por exemplo, perguntar e insistir em perguntas semelhantes: “Tudo bem com você?”, “O que você conta de novo?”, “Quais são as novidades?”.

2- Desenvolver conversa contato para lhe dar a oportunidade ou pressioná-lo a introduzir assuntos

3- Propor assuntos e observar se o interlocutor adere a um deles com entusiasmo. Caso não adira, ou ele tem outro assunto na cabeça, ou ele não está motivado para conversar ou não está motivado para conversar sobre os assuntos que estão sendo tratados.


Ignorar assuntos fortemente ativados atrapalha a abordagem de outros assuntos

Geralmente temos dificuldade para conversar sobre um assunto quando outro assunto está nos afetando mais fortemente. Além disso, a conversa sobre o outro assunto menos ativado fica menos prazerosa e fluente para quem está fazendo tal esforço.

O seguinte relato ilustra a influência que um assunto ativado oculto pode ter em quem está tentando conversar sobre outro assunto:

“Eu estava com aquele assunto na cabeça e, por isso, não conseguia pensar direito em mais nada. O assunto que estava em minha cabeça não podia abordado com aquele interlocutor. Eu estava torcendo para que aquela conversa terminasse logo, pois assim, eu poderia ficar só para voltar a pensar naquele assunto que estava me preocupando”.

É possível, sim, introduzir novos assuntos que superem os assuntos que já estavam ativados para o interlocutor. Para que isto seja feito com sucesso, basta que o novo assunto tenha mais importância ou urgência do que o assunto que já estava ativado para ele. Por exemplo, uma pessoa está pensando em ir ao banco pagar uma conta. Um conhecido se aproxima e fala que bateram no seu carro que estava estacionado. Os pensamentos sobre o pagamento da conta são imediatamente substituídos pelos pensamentos e sentimentos provocados pela notícia da batida. O novo assunto que foi trazido pelo interlocutor ficou mais ativado do que o assunto anterior.

Assuntos em andamento

Assuntos em andamento são aqueles que dizem respeito a acontecimentos importantes que:

1- Estão ocorrendo, mas no momento não estão totalmente ativados nos pensamentos ou sentimentos da pessoa. Por exemplo, a pessoa tem que cumprimentar um amigo que está aniversariando hoje, mas, no momento, ela está envolvida em uma conversa agradável com uma colega de trabalho. Assim que o envolvimento com essa conversa diminuir, ela voltará a se lembrar do aniversário.

2- Já ocorreram, continuam a afetar, mas não estão ativados no momento. A pessoa foi cumprimentada pelo chefe porque realizou um excelente trabalho. A satisfação por ter realizado tão bem esse trabalho e pelo reconhecimento por parte do chefe estão deixando-a contente. Isso, no entanto, não está em primeiro plano na sua cabeça. Ela está participando de uma reunião de diretoria para traçar as metas da firma para o próximo mês. Assim que esta reunião deixar de ser prioridade, ele voltará a pensar no sucesso do seu trabalho e no cumprimento do chefe!

3- Estão programados para ocorrer e, por isso, já começam a ficarem presentes nos pensamentos e/ou sentimentosSempre existem vários acontecimentos importantes em andamento para as pessoas. Por exemplo, elas geralmente têm contas a pagar, exames de saúde para realizar, algo agradável que lhes ocorreu recentemente e que, por isso, ainda não foi assimilado e lhes trazem lembranças de tempo em tempo. Os assuntos em andamento ficam no subconsciente enquanto outros assuntos mais urgentes estão ativados.  Por exemplo, prestamos atenção na televisão, mas sabemos que a tarde vamos a uma entrevista. Neste momento, o que se passa na televisão é um assunto ativado. A entrevista é um assunto em andamento. 


É importante perguntar pelos assuntos em andamento dos interlocutores

Os seguintes exemplos mostram a importância de trazer para a conversa os assuntos em andamento dos interlocutores:

Adolfo sempre pergunta pelos assuntos em andamento dos seus interlocutores

Adolfo é muito gentil. Mesmo que passe meses sem ver uma pessoa, ele vai lembrar daquilo que estava ocorrendo com ela na época do último encontro que tiveram. Por exemplo, quando reencontra a pessoa, ele vai perguntar sobre os resultados do checkup que ela ia realizar; sobre o primeiro encontro que ela ia ter com aquela moça; sobre o trabalho que ela ia apresentar na escola. Todos aqueles que se relacionam com ele sentem-se queridos e considerados.

Julieta ficou ressentida porque seu namorado não perguntou sobre seu primeiro dia no novo emprego

Quando encontrou o namorado, Julieta estava muito contente e excitada porque ela estava chegando do seu primeiro dia no novo emprego. Há muito tempo que ela queria trabalhar naquela firma. Assim que se encontraram, o namorado começou a falar da briga que teve com a sua irmã e nem perguntou sobre a sua estreia no novo trabalho. Julieta se sentiu muito desprestigiada. Parecia que as coisas que aconteciam com ela não tinham importância para ele.


Tomada de conhecimento do assunto em andamento gera a obrigação de perguntar

Quando uma pessoa revela para um interlocutor os seus acontecimentos em andamento, esse interlocutor fica na obrigação de acompanhar esses acontecimentos. Esse interlocutor deve, no mínimo, perguntar por eles na próxima conversa. Se esses acontecimentos forem importantes, quem tomou conhecimento deve tomar outras iniciativas para saber como eles estão evoluindo. Por exemplo, o interlocutor deve ligar para pedir notícias de alguém que está convalescendo de uma doença grave. Caso não haja essas mostras de interesse, essa pessoa se sentirá desconsiderada.

As suas conversas são desvitalizadas e chatas? Procure a ajuda de um psicólogo.

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Por Ailton Amélio às 10h53

05/07/2015

Você tem facilidade ou dificuldade excessiva para se apaixonar?

As capacidades para sentir atração, apaixonar e amar variam bastante entre as pessoas. Algumas sentem atração, apaixonam e amam com muita facilidade, enquanto outras dificilmente experimentam estes sentimentos. Felizmente, a grande maioria das pessoas está entre estes dois extremos. As pessoas que têm disfunções nessas capacidades são aquelas que têm facilidade excessiva ou dificuldades para se envolver afetivamente.

 

Facilidade excessiva para se envolver afetivamente

Uma parte daqueles que têm facilidade excessiva para se envolver amorosamente sente atração por inúmeras pessoas, apaixona-se a todo o momento e relata um grande número de amores. Esta facilidade excessiva também tem consequências negativas. A primeira delas é que estas pessoas são muito pouco exigentes na escolha de parceiros amorosos e, por isso, acabam mal acompanhadas. Em segundo lugar, elas são socialmente mal vistas. São rotuladas pejorativamente como “galinhas” e “fáceis”. Isso dificulta encontrar bons parceiros que se interessem por elas. Em terceiro lugar, muitos possíveis parceiros evitam se envolver com quem tem este tipo de facilidade excessiva. Isto ocorre porque esses parceiros sentem que não são especiais quando recebem atenção de quem tem esse tipo de problema.


Dificuldade excessiva para se envolver afetivamente 

Quando suspeito que um paciente tem dificuldade para se envolver amorosamente, faço três perguntas (sugiro que você responda agora essas perguntas):

1- Quantas pessoas existem no seu círculo de relações pelas quais você sente atração amorosa que seria pelo menos suficiente para iniciar um relacionamento amoroso? (Para responder esta questão desconsidere o fato de você ou de estas pessoas já estarem comprometidos).

2- Quantas vezes você já se apaixonou na vida?

3- Quantas vezes você já amou na vida?

Quando a pessoa que procura o meu consultório relata que está tendo dificuldades para iniciar relacionamentos amorosos, sempre considero a possibilidade de ela estar com algum tipo de distúrbio da capacidade para se envolver amorosamente. Esta hipótese se torna mais provável caso ela tenha mais de vinte anos, relate que ninguém ou quase ninguém a atrai, que ela está neste limbo afetivo há muito tempo, que talvez nunca tenha se apaixonado ou que tenha dúvidas sobre isso e que ela nunca amou na vida ou que haja dúvidas sobre isso.

Por outro lado, se ela revela um quantidade muito grande de todos estes tipos de envolvimento amoroso, o mais provável é que ela tenha facilidade para iniciar relacionamentos, mas que estes não durem muito tempo. Para você ter uma ideia do que seria uma quantidade muito pequena ou muito grande de cada um destes tipos de envolvimento afetivo, considere as duas seguintes pesquisas que eu realizei.

A primeira pesquisa foi realizada com 51 universitários da cidade de São Paulo, 27 mulheres e 24 homens. A idade média destes estudantes era 20,4 anos, variando entre 17 e 29 anos. Solicitei a este grupo de estudantes que respondesse à seguinte questão:

“Neste momento, no meu círculo de relações existem _________ (colocar o número) pessoas que me atraem, com as quais eu poderia ter, no mínimo, um belo caso de amor, caso não houvesse nenhum impedimento (comprometimento com outra pessoa etc.)”

Em média, as mulheres relataram que havia 2 pessoas pelas quais sentiam este tipo de atração e os homens relatam que sentiam este tipo de atração por 2,4 pessoas.

A segunda pesquisa identificou as quantidades de paixões e amores que 368 estudantes universitários tiveram durante suas vidas. A média de amores que estes universitários tiveram na vida era 1,3. A média de paixões que tiveram na vida era 3,6. Apenas 4% destes estudantes nunca haviam se apaixonado e apenas 13% deles nunca haviam amado até esta idade. No outro extremo, apenas 10% deles tinham se apaixonado 7 ou mais vezes e apenas 4% deles tinham amado 4 ou mais vezes. As pessoas que incidiram nestes dois extremos, ausência ou uma quantidade muito grande de amores e paixões, provavelmente são aquelas que tinham muita dificuldade e muita facilidade, respectivamente, para desenvolverem estes dois tipos de envolvimentos amorosos.

É esperado, por motivos óbvios, que as pessoas com menos de 24 anos tiveram uma quantidade menor de amores e paixões do que a relatada por estes estudantes universitários e que aquelas acima desta idade tiveram uma quantidade maior de ocorrência destes sentimentos.

 

Funções das capacidades para sentir atração amorosa e amar

A capacidade moderada para o envolvimento amoroso facilita o início e desenvolvimento dos relacionamentos amorosos. Algumas das contribuições deste tipo de capacidade são as seguintes:

(a) A atração romântica e sexual é um bom critério para escolher um parceiro.

Os amigos e os parceiros amorosos possuem várias características semelhantes. Este tipo de atração ajuda a distinguir aquelas pessoas pelas quais sentimos apenas amizade daquelas que nos atraem amorosamente. 

(b) A atração, a paixão e o amor são requisitos para o envolvimento em um relacionamento amoroso.

Sentir atração é um requisito para iniciar um relacionamento amoroso: as pessoas geralmente procuram desenvolver uma relação amorosa com aqueles por quem estão apaixonadas, amam ou, pelo menos, sentem atração amorosa. Só naquelas culturas onde o casamento é arranjado é que estes sentimentos não são considerados requisitos essenciais para iniciar um relacionamento amoroso. 

(c) O envolvimento amoroso mobiliza recursos para atrair o parceiro.

O envolvimento amoroso funciona como uma fonte de energia para as ações amorosas. Por exemplo, quando sentimos atração por alguém, esta atração faz com que nos sintamos motivados para tentar agradar, conquistar e iniciar um namoro com esta pessoa

(d) A expressão do envolvimento amoroso dá esperança para o parceiro de que ele será bem-sucedido para iniciar e desenvolver este tipo de relacionamento. Segundo Stendhal, autor do livro “Do Amor”, que trata do apaixonamento, a esperança é um dos requisitos para o nascimento do amor.

 

Causas das disfunções para se envolver amorosamente

Muitas daquelas pessoas que se dizem “exigentes” têm dificuldades para o envolvimento amoroso. Existem diversos tipos de causas para a dificuldade de sentir atração amorosa. Os principais são os seguintes:

(1) Possuir estilos de apego evitativo. Quem tem este estilo geralmente teve uma mãe distante, pouco protetora e pouco afetiva. Essas pessoas têm dificuldades para estabelecer vínculos afetivos que impliquem em proximidade e confiança mútua.

(2) Trauma em relacionamento amoroso anterior. Por exemplo, se essa pessoa foi traída e agredida por um parceiro.

(3) Exposição a modelos inadequados de relacionamento amoroso. Por exemplo, se essa pessoa foi criada por pais que não se amavam.

(4) Falta de esperança para atrair um parceiro adequado. Algumas pessoas se acham incapazes de atrair os parceiros adequados porque se acham feias e sem graça.

(5) Coração ocupado. Quem já tem um amor, correspondido ou não, tem dificuldade para se apaixonar por outra pessoa.

A maioria destas dificuldades pode ser corrigida com boas novas experiências. Os casos mais severos necessitam de tratamento psicológico. 

Nota: este artigo é uma adaptação de um capítulo do meu livro "Relacionamento Amoroso", Publifolha.

PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS PARA PREVENIR E LIDAR COM PROBLEMAS NO RELACIONAMENTO AMOROSO

Você é psicóloga(a) e está interessada no estudo de procedimentos terapêuticos para tratar dos seguintes problemas amorosos: 
- Dificuldade para sentir atração amorosa
- Dificuldade para amar
- Dificuldade para flertar
- Dificuldade para escolher parceiros
- Dificuldade para desenvolver bons relacionamentos amorosos
- Dificuldade manter clima amoroso e atração sexual no relacionamento.
- Dificuldade para manter a intimidade
- Dificuldade para dialogar com o parceiro amoroso

Como tratar cada um desses casos.

Vamos montar um grupo de estudo para desenvolver conhecimentos teóricos e métodos terapêuticos para tratar desses problemas?

Caso você tenha interesse em participar desse grupo, escreva para o meu e-mail: ailtonamelio@uol.com.br

Por Ailton Amélio às 10h49

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

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