Blog do Ailton Amélio

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24/10/2015

Você tem boa noção da imagem que você projeta para outras pessoas?

Muita gente não faz ideia da forma como é percebida por outras pessoas. Pior ainda, muita gente faz uma ideia completamente errônea da imagem que projeta para outras pessoas. Alguns acham que projetam uma imagem pior do que realmente acontece: são aqueles que têm baixa autoestima, se subestimam e são inibidos. Outros “se acham os tais”, mas, de fato, são muito mal avaliados e considerados presunçosos e pessoas que “comem mortadela e arrotam caviar”!


A percepção dos atributos positivos e negativos de uma pessoa influencia amplamente a própria pessoa e forma como as outras pessoas agem em relação a ela.

A autopercepção afeta profundamente a autoconfiança, a autoestima e a inibição para agir socialmente.

A percepção por parte de outras pessoas afeta profundamente como essas pessoas agem e reagem em relação ao percebido. Essa afetação acontece desde a seleção de um candidato para um emprego ou o atendimento em uma loja, até a atração amorosa e o início de um relacionamento amoroso com a pessoa cujos atributos estão sendo percebidos.


Método para identificar como as outras pessoas nos percebem

Uma das experiências pessoais mais interessantes que já tive, foi a de tentar descobrir como eu era percebido por alunos que não me conheciam anteriormente, para os quais eu tinha acabado de dar a primeira aula de um curso.

Para investigar como eu era percebido, no final dessa primeira aula, que durou cerca de duas horas, pedi que escrevessem em uma folha de papel cinco atributos positivos e cinco negativos que eu parecia ter.

Com base nesses atributos citados, construí uma lista única. Para um atributo ser incluído nesta lista, ele tinha que ter sido citado por pelos menos dois alunos.

Não era necessário que o atributo fosse citado exatamente da mesma forma para ser incluído na lista. As suas variantes também foram consideradas como suficientes para a inclusão. Por exemplo, se uma pessoa citava o adjetivo “seguro” e outra citava o adjetivo “inseguro” ou a expressão “muito seguro”, essas três citações eram consideradas como derivados do atributo raiz “segurança”. Nesta lista final só foram incluídos os atributos raiz, e não as suas variações, como as suas conotações negativas ou variações de intensidade. Por exemplo, no exemplo citado anteriormente foi incluída na lista apenas a palavra “segurança”. No total, foram incluídas na lista 27 atributos (por exemplo, segurança, simpatia, capacidade de comunicação, didática).

Em baixo de cada um dos atributos adicionei uma escala que ia desde “concordo totalmente” até “discordo totalmente”.

Exemplo:

Avalie quanto do seguinte atributo a pessoa que você está avaliando possui:

SEGURANÇA

Totalmente insegura|____|____|____|____|____|____|Totalmente segura

                                   -1       -2       -3        0      +1      +2      +3

Todas essas avaliações foram realizadas anonimamente, para aumentar as chances que os alunos expressassem autenticamente suas percepções.

Resultados

Fiquei surpreso com muitas das avaliações: alguns dos meus atributos foram avaliados de forma muito semelhantes pelos alunos e outros, de forma diversificada.

Alguns dos atributos avaliados uniformemente me surpreenderam tanto agradável quando desagradavelmente. Não imaginava que passasse a impressão tão ruim em algumas áreas e tão boa em outras. Também não imaginava que alguns das impressões que eu passava fortemente. Outras impressões que eu imaginava que eu passava nem forma mencionadas!

Ou seja, não imaginamos muito bem a imagem que as outras pessoas fazem de nós!


Por que não conseguimos prever muito bem a imagem que outras pessoas fazem de nós?

A nossa autoavaliação muitas vezes discrepa das avaliações de outras pessoas porque existe uma regra social que manda que nossos interlocutores finjam que acreditam na imagem que queremos projetar, na ausência de fortes razoes em contrário. Por exemplo, quando queremos passar uma imagem que agimos de uma forma admirável em certa circunstância, os nossos interlocutores fingem que acreditam que agimos admiravelmente naquela circunstância. As pessoas evitam nos contradizer ou nos frustrar, a não ser que tenham fortes razões para isso!

Por isso, nunca sabemos direito que tipo de imagem pessoal estamos realmente projetando para outras pessoas.


Fidedignidade e validade das avaliações pessoais

Fidedignidade. Dizemos que uma avaliação é fidedigna quando diversos avaliadores concordam entre si ao fazê-la. Por exemplo, os avaliadores concordam que a pessoa é bastante segura (a grande maioria lhe dá uma alta nota neste quesito e há pouca variação nas notas atribuídas).

O fato de haver acordo na avalição de uma característica não significa que a pessoa avaliada realmente tem tal característica. Por exemplo, se os avaliadores dizem que a pessoa avaliada é honesta, isso não garante que ela seja honesta.

Por exemplo, antigamente todos concordavam que era o Sol que girava em torno da terra. Embora houvesse acordo, todos estavam errados.

Muitos acordos são provocados pelo compartilhamento de preconceitos e estereótipos. Por exemplo, existem muitas crenças difundidas e infundadas sobre a personalidade de gordos, magros e atléticos.

Validade. Dizemos que a avaliação de um atributo é válida quando tal avaliação está de acordo com outras avalições mais confiáveis do mesmo atributo. Por exemplo, a avalição da idade da pessoa é considera válida quando ela coincide, ou está bastante próxima, com a idade da pessoa que é registrada nos seus documentos.


Coincidências e discrepâncias entre a auto e a heteroimagem

Em uma pesquisa que realizei obtive três tipos de avaliações de cinco pessoas: (1) as próprias pessoas se avaliaram, (2) as avaliações foram realizadas pelos colegas de classe e (3) avaliações realizadas por desconhecidos que assistiram vídeos, de três minutos cada, gravados durante um teste de memória, sem que as pessoas gravadas soubessem. (As pessoas gravadas deram autorização para esse tipo de pesquisa).

Todos esses três tipos de avaliações foram realizadas através de um questionário contendo vinte e sete afirmações que as pessoas costumam fazem quando comentam sobre outras pessoas (segurança, simpatia, inteligência, etc.).

Este estudo mostrou que há muita variação quanto ao acordo entre as avaliações provenientes destas três fontes: elas podem variar desde extremamente diferentes até extremamente similares. Por exemplo, em certos casos, a autoavalição é semelhante à avaliação realizada pelos colegas de classe e por desconhecidos. Outras vezes, a autoavaliação é bem diferente de um ou dos dois outros tipos de avaliação.

Existem evidências que indicam que a semelhança entre a auto e a heteroavaliação de atributos psicológicos é um sinal de saúde psicológica: as pessoas são mais saudáveis psicologicamente são aquelas que têm uma autoimagem que é semelhante à imagem que as outras pessoas têm delas.


Conferindo na prática a autoimagem e a imagem projetada para parceiros amorosos

No curso que vou ministrar a partir da próxima quinta feira, 29/10/2015, os participantes poderão conferir qual é a imagem que projetam para outras pessoas e poderão discutir como essa imagem contribui para atrair ou repelir possíveis parceiros amorosos.

Use as ferramentas abaixo para compartilhar esse artigo. Caso você não queira que seus comentários sejam publicados, escreva para o meu e-mail: ailtonamelio@uol.com.br

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Por Ailton Amélio às 13h19

18/10/2015

Quão atraente é o mundo que você oferece ao seu parceiro amoroso?

Na hora de melhorar a sua atratividade como parceiro amoroso, você pensa no que? Na sua produção (vestiáiro, tratamento capilar, maquilagem, regime, e operação plástica)? Claro! Melhorar a aparência ajuda, e uma aparência ruim pode ser eliminatória na escolha de parceiros amorosos.

Devido à importância que as pessoas atribuem à aparência, os shoppings estão cheios, as academias de ginástica fazem sucesso e os cirurgiões plásticos ganham muito dinheiro.

Na hora de atrair parceiros amorosos, também pensamos nos comportamentos de sedução: apresentar comportamentos não verbais de flerte e ler os não verbais dos parceiros. Os cursos e os manuais de autoajuda tentam fazer crer que existem comportamentos hipnóticos que produzem conquista instantânea e que tornam irresistíveis aqueles que as dominam.

No entanto, a grande maioria dos namoros é iniciada entre pessoas que já se conhecem ou que foram apresentadas por conhecidos em comum. Quando já conhecemos um candidato a parceiro amoroso, o grau de atração que sentimos por ele é afetado por muitos outros fatores, além da sua aparência, dos seus comportamentos de flerte e dos seus comportamentos sedutores. Quando iniciamos um relacionamento amoroso com um parceiro desconhecido, posteriormente, a atração inicial que sentimos por ele vai sendo corrigida pelo conhecimento que vamos adquirindo a seu respeito.

Ou seja, a aparência e a sedução têm mais importância no início de relacionamentos entre desconhecidos. Para todos, os relacionamentos amorosos, existem muitos outros fatores que contribuem para iniciar, desenvolver e manter o clima prazeroso, afetivo, romântico e erótico. Infelizmente pouca gente dá a importância devida a estes outros fatores!

Neste artigo, vamos examinar alguns dos outros fatores que tornam os possíveis parceiros amorosos atraentes, admiráveis, cativantes e sedutores.


O que podemos fazer para aumentar nossa atração como parceiros amorosos?


Saber aproveitar as coisas boas que a vida oferece

Considere a seguinte história. Ela fala de Elisa, alguém que sabe aproveitar coisas boas da vida!

Elisa sabe aproveitar as coisas boas que São Paulo oferece. Ela se torna mais atraente por isso.

Elisa mora em São Paulo. Para ela, esta cidade é um grande parque de diversões, com muitas novidades renovadas, atividades culturais incessantes, opções gastronômicas infindáveis, etc. Ela aprecia e frequenta assiduamente os inesgotáveis programas que a cidade oferece.

Está sempre lendo os jornais, sites e revistas que apresentam as novidades que a cidade oferece: shows, mostras, exposições, cinemas, teatros, ofertas gastronômicas, restaurantes diferentes,...

Além disso, ela também recebe e aceita muitos convites: aniversários, eventos, cursos,

Ela está sempre lutando para conseguir atender a tantos eventos. Eventualmente, ela sacrifica algumas horas de sono para comparecer a algo evento noturno durante a semana..

A sua vida é bem diferente da vida daquelas pessoas que não sabem o que fazer e acabam ficando em casa assistindo televisão ou indo ao shopping dar uma volta só para não ficar em casa.

Para ela, a vida de são Paulo é muito agitada e convidativa.


Saber conversar

Saber conversar é uma das coisas que torna a presença de alguém agradável e também pode contribuir para que tal pessoa seja vista como fascinante e proporcionadora de muitos efeitos práticos e úteis para o seu interlocutor: validador, expansor dos limites psicológicos, afetivo, construtivo, empático, etc.

O seguinte exemplo mostra um dos efeitos da conversa:

Eles sabiam fazer o papo fluir desde os primeiros instantes do encontro. Os assuntos pareciam surgir automaticamente, sem nenhum esforço. Cada assunto desaguava em outros, sem que a transição fosse percebida claramente, numa torrente sem fim. Ambos funcionavam muito bem como falantes e ouvintes.

O humor estava sempre presente.

A consideração mútua preponderava entre eles.

Quando se encontravam, espichavam a noite e iam dormir tarde porque o prazer de conversa era muito grande.


Desenvolver romance

O romance é imprescindível para que um relacionamento seja caracterizado como amoroso. Certas pessoas sabem sintonizar e instalar esse clima.

Pessoas que sabem produzir um clima romântico e sensual são vistas como “tendo pegada”: elas se posicionam firmemente como parceiros amorosos e não apenas como possíveis amigos ou colegas.

Veja o seguinte exemplo:

Já fazia tempo que namoravam. Mesmo assim, eles não conseguiam tirar os olhos um do outro por muito tempo. Andavam sempre de mãos dadas, faziam questão de sentarem-se lado a lado e frequentemente trocavam beijos românticos.


Praticar bom sexo

Dificilmente um relacionamento amoroso sobrevive sem sexo. Quando a sexualidade do casal é boa, isso afeta positivamente muitas outras áreas. Veja o seguinte exemplo:

O desejo natural de cada um deles era grande. O desejo pelo outro, maior ainda. Sempre que ficavam a sós, o clima sensual logo aparecia. Apreciavam o clima sensual, erótico e sexual. Tinham confiança mútua e, por isso, cada encontro era diferente. Entre eles não havia rotina.


Batalhar para conseguir uma boa condição econômica

A área econômica é muito importante. Quando ela vai bem, o clima entre o casal fica mais positivo, relaxado e prazeroso. Uma boa situação econômica dá acesso a muitas coisas boas da vida.

Ser batalhador também é muito valorizado. Essa característica indica que o seu possuidor tem condições de fazer sucesso na área econômica e social e de expandir e manter o que conseguir.

Veja o seguinte exemplo:

Ele tinha boas condições financeiras para o nível de aspirações que ela tinha.

Uma boa situação financeira permite o acesso, para o casal e filhos, a um mundo muito mais benigno: saúde, educação, segurança, viagens, moradia, lazer.

Além disso, ele era batalhador, o que dava a sensação que ele continuaria a evoluir nesta área. 

Você cuida para que o seu relacionamento amoroso seja prazeroso e estimulante? Vale a pena cuidar. Não existe nada na vida que afete tanto a sua felicidade do que a qualidade do seu relacionamento!

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Por Ailton Amélio às 13h27

11/10/2015

Entenda as causas e as funções da sua insegurança

"I was feeling insecure/ You might not love me anymore"

(“Jealous Guy”, John Lennon. Veja o link para esta música na Nota, no final deste artigo)


Muitas pessoas são inseguras e sofrem por isso. Sentir insegurança geralmente é desagradável. As pessoas inseguras geralmente são mal vistas socialmente e sofrem prejuízos por isso. Por exemplo, elas são desvalorizadas para diversos tipos de empregos e podem sofrer rejeições na área amorosa.

A insegurança é um elemento presente em várias características psicológicas limitantes, como na baixa autoestima, ciúme sem motivos, timidez e inassertividade.

No relacionamento amoroso, os inseguros, boa parte do tempo, estão com aquela sensação que o parceiro pode ter perdido o interesse neles, que o parceiro pode estar se envolvendo com outras pessoas, que, a qualquer momento, ele vai mandar uma mensagem cancelando o próximo encontro e que o relacionamento não está sólido.

Os inseguros sentem que querem se envolver mais no relacionamento do que seus parceiros e que estes sempre são menos envolvidos e mais reservados do que eles.


A insegurança aumenta porque os comportamentos são imateriais

O que acontece no relacionamento, nas ligações afetivas e no comprometimento é deduzido a partir dos tipos de comportamentos, dos padrões de comportamentos e das frequências de comportamentos.

Os comportamentos são bastante imateriais: eles só duram enquanto estão sendo apresentados. Seus significados e efeitos têm curta duração para aqueles que são inseguros.

Por isso, os inseguros precisam de renovação contínua de indícios comportamentais que indiquem que eles são queridos, amados e que as pessoas relevantes estão comprometidas com eles.

Essa renovação contínua não acontece na vida real. Por isso, os inseguros estão sempre se sentindo ameaçados pela possibilidade de perda de envolvimento por parte daquelas pessoas que lhes são relevantes.


Origens da insegurança

A insegurança crônica ou estrutural pode ter diferentes causas. Duas dessas causas mais importantes são (1) o estilo  de apego “ansioso-ambivalente” de quem cuidou do inseguro durante a sua infância e (2) quebras de confiança traumáticas.


Estilo de apego ansioso ambivalente do tomador de conta do inseguro

Uma das origens da insegurança é o estilo de apego ansioso ambivalente de quem tomou conta do inseguro quando ele era criança, geralmente a sua mãe. O tomador de conta que tem esse estilo foi inconstante com a criança: hora era presente, afetivo, cuidador e protetor e, em outras horas, era distante, pouco afetivo e ineficaz para atender as necessidades da criança. Esse tipo de instabilidade fazia que a criança nunca conseguisse saber o que esperar do cuidador em um dado momento. Por isso, ela estava sempre insegura sobre o que receberia por parte do cuidador e precisava, continuamente, perceber se ele estava, ou não, disponível para ela.

A criança, além de não ficar segura sobre o que poderia esperar do cuidador, também acabava formando uma imagem dela própria como a de alguém que não inspirava cuidados constantes por parte de outras pessoas. Ou seja, ela acabava formando um “modelo mental” que a tornaria insegura por muito tempo sobre o que poderia esperar de outras pessoas e sobre o que ela inspirava em outras pessoas.


Quebra de confiança

Certas pessoas são seguras até que sofrem uma grande decepção por parte de um parente, amigo ou parceiro amoroso. Por exemplo, pessoas que descobrem que o pai sempre levou uma vida dupla e tem outra família podem ficar muito inseguras. Algo semelhante acontece com aquelas pessoas que descobrem que estão sendo enganadas por seus melhores amigos ou que estão sendo traídas por seus parceiros amorosos em quem confiavam totalmente.


Graus de segurança

Os graus de segurança que as pessoas experimentam podem variar desde extremamente inseguro até extremamente seguro passando por todos os graus intermediários entre esses extremos.

Estar insegura / segura: quando uma pessoa está temporariamente experimentando um grau de segurança próximo de um desses extremos, afirma-se que ela está insegura ou segura. Uma mesma pessoa experimenta diferentes graus de insegurança em diferentes situações. Esse tipo de variação deixa claro que parte da insegurança é determinada pela importância da situação e pelo risco percebido de não ter recursos para lidar bem com ela.

Ser segura / insegura. Quando uma pessoa frequentemente experimenta um grau de segurança próximo de um desses extremos, afirma-se que ela “é insegura” ou “é segura”. Esse tipo de insegurança pode ser observado quando diferentes pessoas apresentam diferentes graus de insegurança na mesma situação.

Insegurança crônica. A insegurança ou segurança podem se tornar crônica e relativamente independente das situações. Quando isso acontece, a insegurança se torna uma sensação sempre presente, mesmo quando não está acontecendo nada de relevante e perigoso.


Insegurança proporcional ao risco é legítima e útil

Os graus de segurança ou insegurança que as pessoas experimentam são legítimos e muito úteis quando são proporcionais às importâncias dos acontecimentos e aos riscos de não conseguir lidar apropriadamente com esses acontecimentos.  A insegurança, neste caso, avisa e ajuda a impedir a exposição a riscos muito grandes e motiva para o  desenvolvimento de recursos para enfrentar esses riscos. Os graus de segurança são disfuncionais quando são desproporcionais às importâncias dos acontecimentos e aos riscos de não conseguir enfrentá-los adequadamente.


A insegurança faz você sofrer e prejudica a sua vida? Procure a ajuda de um psicólogo.

NOTA

 "Jealous Guy", John Lennon

Esta bela música tem como tema o ciúme e insegurança provocados pelo medo de estar perdendo um amor:

"I was feeling insecure

You might not love me anymore"...

https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=i+was+feeling+insecure+you+might+not+love+me+anymore

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(Inicia na última semana deste mês)

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Por Ailton Amélio às 10h38

03/10/2015

Chega de solidão: meus pontos fortes e pontos fracos para iniciar relacionamentos

Nas minhas sessões de terapia comparecem muitos homens e mulheres que têm dificuldades para iniciar e desenvolver relacionamentos amorosos. Independente do sexo, eles apresentam reclamações semelhantes: “Iniciar um namoro é uma atividade altamente complexa”; “É necessário ser uma pessoa com qualidades excepcionais para atrair um pretendente com qualificações razoáveis”; etc.

Nada disso é verdade. Pelo contrário: sempre que pessoas compatíveis para um relacionamento amoroso estão em um mesmo local ou atividade, o interesse recíproco deveria surgir, se nada fosse feito para impedi-lo.

Os obstáculos para iniciar relacionamentos amorosos podem ser classificados como “objetivos” e psicológicos. Dentre os objetivos podemos destacar os demográficos (percentagens de disponíveis compatíveis em cada faixa etária e nos locais e atividades frequentadas), certas características pessoais que tornam uma pessoa mais ou menos atraente para os possíveis parceiros (beleza, riqueza, traços de personalidade, etc.). Alguns dos obstáculos psicológicos que atrapalham inícios e desenvolvimentos de relacionamentos mas são os seguintes: timidez, baixa autoestima, concepções erradas sobre como iniciar e manter esse tipo de relacionamento, inabilidades para conversar.

O seguinte questionário vai ajudar você a identificar alguns dos seus principais  pontos fortes e pontos fracos para iniciar e desenvolver relacionamentos amorosos.


Meus principais pontos fortes e pontos fracos para iniciar e desenvolver relacionamentos amorosos

Quais são as minhas características mais positivas e as mais negativas para atrair possíveis parceiros amorosos e para desenvolver relacionamentos amorosos?

Faça seu exame e tente descobrir seus pontos positivos e negativos para fins de inícios e desenvolvimentos de relacionamentos amorosos.

De uma nota de 0 a 10 para o quanto você concorda com cada uma das afirmações abaixo (coloque sua nota dentro do parêntese). Quanto mais perto do zero for a sua nota, menos você concorda com a afirmação. Quanto mais perto do 10, mais você concorda. A nota cinco significa que você concorda mediamente com a afirmação.

Questionário

(    ) 1- Tenho um grau razoável de facilidade para sentir atração, apaixonar e amar.

Geralmente, nos meus círculos sociais, existem pessoas que me atraem amorosamente.

As capacidades para sentir atração, apaixonar e amar são fundamentais para motivar quem sente, para motivar e atrair possíveis parceiros e para despertar seus sentimentos correspondentes.

A facilidade excessiva para ter esses sentimentos geralmente traz problemas amorosos.

(    ) 2- Existem diversos possíveis parceiros compatíveis comigo nos locais que frequento.

Existem pessoas compatíveis comigo para fins amorosos nos locais que costumo frequentar: trabalho, escola, clubes, etc.

(    ) 3- Existe abundância de possíveis parceiros na minha faixa etária.

Estou em uma faixa etária na qual ainda existem muitos possíveis parceiros disponíveis para fins ou que ainda não estão seriamente comprometidos: existem muitos solteiros, parceiros que estão apenas ficando, parceiros que estão iniciando namoros, etc. Esse tipo de abundância é maior antes dos trinta anos do que depois.

(    ) 4- Sei como usar e costumo usar os caminhos para iniciar relacionamentos.

Principais caminhos para iniciar relacionamentos amorosos: (a) durante interação com conhecidos, (b) durante interação com pessoas apresentadas por conhecidos em comum, (c) com estranhos, depois de um flerte ou abordagem, (d) durante um encontro acidental ou (e) com pessoas entrei em contato através da internet?

(    ) 5 - Meu físico é atraente.

Tenho rosto e corpo bonitos.

(    ) 6- A minha produção me torna mais atraente.

Quão atraente é o meu vestuário, o tratamento que dou aos meus cabelos, os acessórios que uso, etc.?

(    ) 7- Os cuidados com meu físico me tornam mais atraente.  

Faço dieta e ginástica?

Tenho muito asseio corporal?

(    ) 8- O mundo que frequento e que ofereço para a minha companhia é atraente.

Alguns exemplos desse mundo:

            - A minha situação econômica é atraente para minhas possíveis parceiras

            - O mundo social que frequento é atraente.

            - Frequento muitas atividades de lazer e culturais

            - Costumo fazer viagens interessantes

(    ) 9- O meu modo de relacionar e a minha maneira de viver contribuem para a expansão do eu de minhas companhias amorosas.

Tendemos a nos apaixonar por pessoas que contribuem para expandir os nossos limites psicológicos: pessoas que nos ajudam a crescer e a nos aperfeiçoar psicologicamente.

(    ) 10- Tenho qualidades que despertam a admiração das pessoas que me interessam amorosamente.

A admiração é um requisito para o amor. Tenho qualidades que são admiradas por várias pessoas ou, pelo menos, por quem me interessa amorosamente? Quais  são essas qualidades?

Tenho defeitos que fazem que as pessoas percam a admiração por mim? Quais são eles?

(    ) 11- Nos meus relacionamentos amorosos, proporciono para a minha parceira cerca de cinco unidades de coisas boas para cada unidade de coisa ruim.

Para que um relacionamento seja agradável e positivo, cada um dos parceiros deve levar cerca de cinco unidades de coisas boas para cada unidade de coisas ruins. Faço a minha parte neste quesito com aquelas pessoas que me interessam amorosamente?

(    ) 12- Tenho pegada: sei me posicionar  e tomar atitudes como parceiro amoroso

Manifesto o meu interesse amoroso através da comunicação não verbal e da comunicação verbal.

Quando alguém me interessa amorosamente, tomo medidas para verificar se há interesse recíproco?

Quando estou com quem me interessa, jogo meu charme, acentuo meu romantismo, aumento o meu sex appeal.

(    ) 13- Estou com a mente e o coração ocupados um amor que não está sendo correspondido ou que não se transformou em um relacionamento.

Estou apaixonado por alguém que não corresponde o meu amor ou está impedido por outro relacionamento? Quando isso acontece, fica mais difícil me envolver com outras pessoas.


Curso para identificar e ajudar a superar dificuldades para iniciar relacionamentos amorosos

No final deste mês estou iniciando um curso para ajudar as pessoas a identificarem seus pontos fortes e pontos fracos para atrais parceiros amorosos, iniciar e desenvolver esse tipo de relacionamento.

Os participantes aperfeiçoarão suas capacidades para e a perceber o que devem fazer para capitalizar o que têm de positivo e como superar seus pontos negativos.

Esse curso também é muito útil para os profissionais que trabalham nesta área. Eles poderão aperfeiçoar seus conhecimentos para diagnosticar e a tratar das dificuldades para iniciar e desenvolver relacionamentos amorosos.

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Curso

CHEGA DE SOLIDÃO:

Como iniciar e desenvolver relacionamentos amorosos

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Por Ailton Amélio às 12h55

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

Histórico