Blog do Ailton Amélio

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31/07/2016

Na área amorosa, a beleza é menos importante do que se imagina!

Neste artigo, vamos examinar algumas evidências que indicam que a beleza é importante para escolher parceiros amorosos, mas não tanto quanto muitas pessoas imaginam.

Beleza e escolha do cônjuge

Para fins da escolha de futuros cônjuges, a aparência não prioritária, mas é muito importante. Não é prioritária porque vários outros atributos pesam mais que ela na hora de escolher um parceiro. É importante porque influencia bastante quando outros requisitos já foram atendidos.

Ordem de importância de dezoito atributos para a escolha de um possível cônjuge

David Buss (veja a citação na Nota1, no final deste artigo) e associados fizeram uma pesquisa internacional para verificar qual a importância de 18 atributos na escolha de um parceiro para fins de um relacionamento amoroso. Essa lista de atributos é a seguinte:

1. Atração mútua – amor

2. Confiabilidade

3. Disposição para agradar

4. Estabilidade emocional e maturidade

5. Educação e inteligência

6. Desejo por um lar e filhos

7. Sociabilidade

8. Boa saúde

9. Educação semelhante

10. Boa aparência

11. Requinte e elegância

12. Ambição e dedicação ao trabalho

13. Boa (bom) cozinheira(o) e boa (bom) dona(o) de casa

14. Boa perspectiva financeira

15. Boa posição social

16. Virgindade

17. Antecedentes religiosos semelhantes

18. Antecedentes políticos semelhantes

Essa lista está ordenada segundo as importâncias dos atributos para os homens brasileiros: quanto mais no início da lista, maior a importância do atributo. A ordenação para as mulheres brasileiras é muito semelhante a esta dos homens.

Nesta lista, o atributo requinte e a elegância aparece em 11o lugar no Brasil, tanto para os homens como para as mulheres (décimo lugar para os homens e décimo terceiro para as mulheres, na média internacional); a boa aparência aparece em décimo lugar para os homens e em décimo terceiro pelas mulheres brasileiras.

Esta pesquisa apresenta evidências de um fato facilmente observável na vida quotidiana: na hora de escolher um parceiro para fins de relacionamento duradouro, a beleza raramente pesa mais do que diversos outros atributos como grau de escolaridade, inteligência e nível econômico. Por exemplo, é muito raro uma pessoa universitária casar-se com outra semianalfabeta só porque esta é bonita.

Se por um lado, a aparência contribui pouco para colocar uma pessoa dentro da faixa de elegíveis para um casamento, por outro lado, uma vez que tal pessoa se encontre dentro da faixa de elegíveis, ai então a beleza pode pesar bastante nas escolhas.

Somos realistas: procuramos parceiros com graus de atração semelhantes aos nossos

É interessante notar que as pessoas possuem mecanismos psicológicos que as levam a se interessar e a se envolver emocionalmente com seus assemelhados quanto ao grau de beleza.

Uma dessas evidências foi apresentada por Irwin Silverman, professor da Universidade da Flórida. Esse pesquisador pediu para seus alunos que observassem discretamente casais de namorados em vários locais públicos e avaliassem o grau de beleza de cada um dos namorados, através de uma escala de cinco pontos. Este estudo mostrou que havia uma grande similaridade nos graus de beleza do homem e da mulher de cada par. Por exemplo, em 85 por cento dos pares não havia uma diferença de mais que um ponto na atração de cada um dos seus membros. Foi observado também que os pares onde o homem e a mulher tinham um maior grau de semelhança entre si havia maior grau de intimidade física: 60 por cento dos pares com nível de atração muito semelhante mostravam algum tipo de intimidade física (dar as mãos, andar de braços dados, etc.), ao passo que isto acontecia com 46 por cento dos pares moderadamente semelhantes e com apenas 22 por cento daqueles com menor semelhança (citado por Wilson e Nias, 1973. Veja a citação na Nota, no final desse artigo).

Procuramos sair com pessoas que têm graus de beleza semelhantes aos nossos

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Por Ailton Amélio às 14h40

24/07/2016

Boazinha demais? Caminho certo para perder o valor para o parceiro!

Nem vou falar aqui do homem bonzinho. Esse tipo de atitude é ainda mais inaceitável na nossa cultura do que a da mulher boazinha. O homem, para ser valorizado como parceiro amoroso, tem que ter atitude, pegada, ambição e ser batalhador.

Kátia, a mulher boazinha que acabou se dando mal

James, o marido, era muito bravo: alterava-se facilmente, era muito crítico e intolerante e não hesitava em esbravejar. Era um “reizinho”, déspota e mimado.

Mesmo assim, ou por isso mesmo, Kátia, a esposa, o adorava. Tentava prever tudo o que o agradava, e assim que descobria algo nesse sentido, agia de acordo: casa “nos trinques”, comidinha especial que ele gostava, cuidados para que suas roupas estivessem sempre impecáveis, programas do agrado dele, sexo do jeito que ele gostava….

Tentava prever tudo que o desagradava e se abstinha de agir de modo a incomodá-lo: nenhuma reinvindicação que pudesse contrariá-lo, gastos espartanos, evitação de visitas de parentes que ele não gostava,…

Claro que ele ficava contente com as coisas que ela fazia e deixava de ficar aborrecido com as coisas que ela deixava de fazer que pudessem desagradá-lo.

Os efeitos imediatos eram bons: para ele, ela era uma fonte contínua de satisfações e ausência de aborrecimentos.

O preço em médio e longo prazo do modo de agir Kátia foi muito alto. Ela foi perdendo a vitalidade. Foi deixando de saber o que queria e o que não queria. Esse tipo de percepção não era exercitado. Pelo contrário, era inibido. Tomar conhecimento dos seus próprios desejos e incômodos só atrapalhava os seus planos para atender as vontades do marido. Assim, foi a aprendendo a ignorar, logo no nascedouro, o que queria ou deixava de querer.

Ela foi deixando de ser uma fonte de novidades e desafios para o marido. Como era sempre cordata e não manifestava o que pensava e queria, relacionar-se com ela foi ficando cada vez mais monótono e desinteressante.

Tempos depois, ele arranjou outra mulher “mais viva, desafiadora e interessante”, e a dispensou.

Monotonia: uma das principais causas das separações

Nos primeiros anos do casamento pode acontecer uma nítida diminuição da satisfação dos cônjuges e um decréscimo de vários tipos de comportamentos que são desejáveis neste tipo de relacionamento (diminuição do sexo, das manifestações românticas, do desejo de passar tempo na companhia do cônjuge, etc.). Um dos motivos apontados para essa deterioração da qualidade do relacionamento é a diminuição de novidades provenientes dos comportamentos do parceiro.

Trocar de parceiros não é a solução indicada para combater esse tipo de diminuição das novidades. Quando há troca, o processo se repete rapidamente. A melhor solução é aprender como continuar a ser fonte de novidades.

Somos naturalmente variáveis

Não precisamos buscar a variabilidade e nem maneiras de introduzi-la artificialmente no relacionamento. Muita gente pensa que para haver novidades no relacionamento é necessário fazer novos programas, viajar, ir a motéis, introduzir novas práticas sexuais, etc. Tudo isso pode ajudar, mas essas práticas só são possíveis esporadicamente e têm outro tipo de conteúdo: são tentativas de suprir a monotonia do relacionamento pelas novidades de programas externos. A novidade mais nutritiva e vitalizadora é aquela que acontece momento a momento e tem origem no próprio relacionamento. Esse tipo de variabilidade não precisa ser procurado, ele é inerente ao ser humano. O que precisamos é da coragem de expressar parte da variabilidade que já existe em nós.

Variamos bastante de um dia para outro e até de um momento para outro. Nossas emoções mudam, nosso humor muda, nossas preocupações mudam, nosso apetite muda, nosso desejo sexual muda…

A assertividade para agir assim envolve alguns riscos imediatos e ganhos certos em médio prazo. A passividade da omissão produz a segurança imediata e a morte certa da novidade e vitalidade em médio e longo prazo.

Tendemos a repetir o que deu certo. Tendemos a tratar a nossa parceira da forma que anteriormente deu certo e a evitar aquilo que trouxe problemas imediatos.

Tememos mostrar nossos novos desejos e sentimentos e sermos rejeitados ou punidos. Quando nos rendemos a esses temores, produzimos a mesmice, a falta de novidade.

A nossa atenção diminui para aquilo que já é conhecido. Por exemplo, a nossa atenção e nosso prazer geralmente diminuem quando jogamos um jogo que já dominamos completamente, lemos novamente o mesmo livro, assistimos outra vez o mesmo filme, ouvimos novamente a mesma piada…

Sintomas da passividade excessiva

As pessoas que estão excessivamente passivas apresentam os seguintes sintomas:

  • Sensação de perda do controle de áreas importantes da própria vida. Essas pessoas dizem frases do tipo: “Não posso fazer nada. A situação é mais forte do que eu.” “Estou sendo levada pela correnteza”. “Estou sem forças para agir”.
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Por Ailton Amélio às 13h11

20/07/2016

A sua vida e a vida do parceiro estão integradas da forma que você esperava?

Quanto e como você espera que as áreas da sua vida sejam integradas com as áreas da vida do parceiro?

Insatisfação no início do relacionamento

Martha está começando um namoro com Joel. Eles se veem nos finais de semana, mas, muito raramente durante a semana. Além disso, quase nunca trocam mensagens durante os dias da semana.

Martha, no início do relacionamento, mandava mensagens para Joel. No entanto, ela logo percebeu que era sempre ela que tomava essa iniciativa. Resolveu, então, esperar que Joel lhe mandasse a primeira mensagem do dia. Ele nunca o fez. Assim, o relacionamento ficou restrito aos finais de semana.

Ela não queria um relacionamento assim. A vida era muito curta para desperdiçá-la em um relacionamento tão minguado. Por mais que gostasse de Joel, não pretendia ter na sua vida alguém tão ausente, que empatava seu tempo, mas não apresentava um bom volume de relacionamento prazeroso. Não queria um namoro tão rarefeito. Martha resolveu, então, terminar esse relacionamento!

Expectativas de compartilhamento de áreas da vida

Quando entramos em um relacionamento, esperamos compartilhar a nossa vida interna (pensamentos, sentimentos, expectativas, objetivos, etc.) e externa (atividades profissionais, encargos e vantagens econômicas, amizades, lazer, etc.) com nosso parceiro.

Muitos conflitos entre casais acontecem, desde o início do relacionamento, quando os parceiros têm expectativas diferentes sobre quanto, em que áreas e de que forma pretendem compartilhar suas vidas com o outro.

Por exemplo, logo no início do relacionamento, os namorados podem ter expectativas diferentes sobre quantas vezes por se semana se encontrarão e sobre o quanto compartilharão seus sentimentos e pensamentos. Posteriormente, quando estão planejando o casamento, podem surgir divergências sobre o regime de comunhão de bens. Posteriormente podem surgir divergências sobre a participação na criação dos filhos, sobre a participação em atividades sociais e sobre o compartilhamento de amizades.

Uma teoria sobre esse tipo de compartilhamento é apresentada por Wendy M. Williams e Michael L Barnes. (Veja a citação na Nota1, no final dessa página). Essa teoria representa essas expectativas através de dois quadrados, um dentro do outro. O quadrado maior é usado para representar a vida total dos dois parceiros. Dentro desse quadrado, há outro quadrado que representa a vida pessoal dos parceiros.

As expectativas sobre a integração das vidas podem ser diferentes entre eles. Um pode esperar que o quadrado interno seja quase do mesmo tamanho do quadrado externo (a vida pessoal seria quase inteiramente compartilhada com o outro parceiro). O outro parceiro pode esperar algo diferente: o quadrado interno seria bem menor do que o quadrado externo (a vida em comum seria bem menor do que o total da vida de cada parceiro). Quando há diferença de expectativas sobre o quanto os dois parceiros compartilharão suas atividades, surgirão insatisfações e conflitos.

Exemplos de áreas onde costuma aparecer divergências sobre a integração de atividades

– Frequência dos encontros: um namorado espera ver o outro várias vezes por semana e o outro só espera encontros nos finais de semana.

– Comunicação. Um parceiro espera que o casal mantenha contatos frequentes todos os dias. Por exemplo, que troquem várias mensagens. O outro só espera que comunicação aconteça no final do dia.

– Lazer. Um parceiro espera que a grande maioria das atividades de lazer seja integrada. O outro espera que cada um tenha várias atividades de lazer que o outro não participa.

– Área econômica: um parceiro espera que cada um tenha a sua conta no banco, ganhe o seu dinheiro e arque com suas despesas. O outro espera que eles tenham conta em comum e compartilhem seus ganhos e despesas.

– Amigos: um parceiro espera que, além dos amigos em comum, que cada um tenha seus amigos pessoais.

– Sexo: um parceiro espera que aconteçam vários episódios de sexo durante a semana e, o outro, que sexo só ocorra finais de semana e feriados.

O que fazer quando acontecem diferenças nas expectativas de integração de vidas

Continue a ler no meu novo blog:  http://ailtonamelio.blogosfera.uol.com.br/2016/07/17/a-sua-vida-e-a-vida-do-parceiro-estao-integradas-da-forma-que-voce-esperava/

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Por Ailton Amélio às 10h29

13/07/2016

Separação: quando há amor, é bom tentar reconciliar

“Distância”

“Quantas vezes eu pensei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro todo dia sem você saber”
(Letra da música “Distância”, de Erasmo Carlos e Roberto Carlos)

As separações de pessoas que se amam são muito tristes e doloridas. Os separados sofrem muito com as separações em geral e, ainda mais, quando ainda há amor entre o casal.

Quando o casal já integrou suas vidas práticas e psicológicas, a separação implica em várias rupturas e abalos. Em muitos casos, onde há amor, vale a pena tentar reconciliar. No entanto, muita gente não faz essa tentativa e fica sofrendo em silêncio, como o personagem da música de Erasmo e Roberto!


Separação e arrependimento

Mariana e Pedro romperam o namoro de mais de um ano. Semanas depois, Pedro se arrepende. Se pudesse voltar atrás, ele não teria rompido. Percebeu que ainda ama Mariana. Pensa nela o dia inteiro. Não consegue trabalhar. Não consegue se divertir e, muito menos, interessar por outras mulheres. Muitas dúvidas ficam martelando na sua cabeça o dia inteiro: “Será que Mariana já o esqueceu? Será que ela está com outra pessoa? Será que ele teria alguma chance, se a procurasse?”.

Mas, o silêncio de Pedro é maior: ele não faz nada para tentar se reconciliar com Mariana e, assim, morre todo dia sem ela saber! Talvez esteja acontecendo a mesma coisa com Mariana!

Quais são os desconfortos, medos e consequências reais e irreais que eles teriam que enfrentar se decidissem tentar uma reconciliação?

Grande percentagem de separados deseja a reconciliação

Uma pesquisa americana verificou que uma quantidade surpreendente de pessoas divorciadas estava arrependida e desejava a reconciliação (Veja a Nota 1, no final desse artigo) e teria interesse em receber ajuda para retomar o relacionamento. Essa pesquisa foi realizada com 2500 pessoas que estavam se divorciando e que tinham filhos.

Alguns dos resultados dessa pesquisa são os seguintes:

– Um em cada quatro indivíduos afirmou que tinha alguma crença que o relacionamento poderia ter sido salvo através de um trabalho bom e duro

– Em um nono dos casais, ambos os parceiros mostraram alguma crença que o relacionamento poderia ter sido salvo através de um trabalho duro.

– Um em cada dez indivíduos afirmou que estaria seriamente interessado em obter ajuda para uma reconciliação

– Em um em cada dez casais, ambos os parceiros mostraram-se interessados em obter ajuda para a reconciliação.

– Em um em cada três casais, um dos ex-cônjuge estava interessado na reconciliação e o outro não,

– Em 45% dos casais, um ou ambos os ex-cônjuges apresentaram alguma esperança que poderia haver reconciliação. Os homens apresentaram mais frequentemente essa esperança do que as mulheres.

– Este estudo também concluiu que os divorciados que tinham mais chance de reconciliação eram aqueles onde os conflitos conjugais estavam provocando mais danos nos filhos. Segundo os autores dessa pesquisa, uma possível explicação desse achado é que, nestes casais, os cônjuges ainda se importavam com o outro e, por isso, eles eram mais capazes de se afetarem negativamente, o que provocava maior grau de tensão do que naqueles casais onde já havia um alto grau de indiferença entre os cônjuges. Esse maior grau de tensão afetava mais os seus filhos.

 

Motivos das separações entre pessoas que se amam

Na nossa cultura, a crença de que o amor tudo supera é muito difundida. Por isso, parecem incompreensível e inaceitável que aconteçam separações entre pessoas que se amam.

Infelizmente, na prática não é bem assim. Existem motivos poderosos que podem se contrapor ao amor e levar à separação de pessoas que se amam.

Alguns desses motivos são os seguintes:

– Atos impulsivos graves contra o parceiro. Por exemplo, agressões verbais e físicas contra o parceiro.

– Quebra do contrato que rege o relacionamento: cada tipo de relacionamento é regido por uma espécie de contrato não escrito, que possui muitas regras. A quebra de algumas dessas regras ou do conjunto dessas regras pode tornar o relacionamento insuportável. Por exemplo, se o parceiro é muito egoísta, esconde informações importantes ou é irresponsável na área econômica, isso pode tornar o relacionamento inviável para o outro parceiro.

– Traições: ao contrário da afirmação popular “Quem ama não trai”, existem evidências de que a traição pode acontecer, sim, entre pessoas que se amam. A traição por parte do parceiro é intolerável para certas pessoas e pode levá-las a terminar o relacionamento.

– Irresponsabilidades na área econômica: o parceiro não trabalha, não procura emprego, etc.

– Brigas frequentes e danosas. Por exemplo, brigas onde há desrespeito, como ataques à personalidade e ao caráter do companheiro.

– Objetivos importantes dos parceiros são incompatíveis. Por exemplo, um que ter filho e o outro, não.

 

Quando vale a pena tentar a reconciliação

De vez em quando aparecem pessoas no meu consultório pedindo ajuda para se desapaixonarem. Antes de iniciar esse tipo de ajuda, procuro verificar se quem me procura está seguro de que é isso que quer e quais são os seus motivos. Durante essa verificação, muitas vezes deparo-me com bons indícios de que os parceiros ainda se amam e que os motivos da separação talvez possa ser superados.

Quando isso acontece, ajudo o paciente a reexaminar sua decisão. Durante esse reexame, ele pode conclui que quer tentar uma reconciliação e trabalhar para resolver os problemas que levaram  à ruptura. Ele também pode concluir, agora com mais certeza, que realmente quer desapaixonar-se e “virar a página”.

Quando ele quer tentar a reconciliação, passamos então a trabalhar nos obstáculos que dificultam tal tentativa.

Muitas vezes, isso dá certo e o relacionamento é retomado. Caso não de certo, pelo menos a pessoa fica com a consciência mais leve por ter feito tudo que podia para ficar com a pessoa que ama.

Quando há amor e não há fatos graves que inviabilizem a reconciliação, sou favorável que o parceiro tente superar suas inibições psicológicas irreais e tente a reconciliação

Obstáculos psicológicos para a tentativa de separação

Muitas dos obstáculos que impedem a tentativa de reconciliação são puramente psicológicos como orgulho, pressuposições e temores infundados, baixa autoestima, intolerância ao desconforto, medo da rejeição e suposições infundadas sobre o que se passa com a outra pessoa.  Outras vezes, esse tipo de tentativa implica em ônus reais.

Alguns desses obstáculos são os seguintes:

 

CONTIUE A LER NO MEU NOVO BLOG: http://ailtonamelio.blogosfera.uol.com.br/2016/07/09/separacao-quando-ha-amor-e-bom-tentar-reconciliar/

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Por Ailton Amélio às 09h27

06/07/2016

Exposição às tentações: o caminho suave para as traições

Segundo Stephen B. Levine, famoso pesquisador americano da sexualidade1, odesejo sexual (sexual desire) é constituído por três ingredientes positivos e um negativo. Os positivos são os seguintes: impulso (drive), motivação (motivation) equerer (wish). O ingrediente negativo é constituído pelas inibições que contra-atacam o desejo.

Por exemplo, no caso do desejo por comida, o impulso é a fome (determinada pelo tempo desde a última refeição, gastos de energia, etc.); a motivação é o apetite (determinada, principalmente, pela atração da comida que está disponível); o querer é constituído pelos pensamentos em favor da comida (“É saudável”; “Contém vitaminas”, etc.) e os inibidores são os fatores que atrapalham o desejo por comida (“Estou de regime”, “Essa comida contém muito colesterol”, etc.). No caso do desejo sexual, o impulso é determinado principalmente pelo tempo desde o último orgasmo; a motivação é determinada, principalmente, pela desejabilidade do parceiro (beleza, sex appeal, sinais de disponibilidade e desejo, etc.); o querer é determinado pelos motivos racionais a favor da prática do sexo (“É natural no casamento”, “Faz bem para a saúde”, etc.).

Neste artigo, vamos examinar algumas das contribuições das situações indutoras de desejo (o ingrediente “motivação” da teoria de Levine) para as traições.

A situação tentadora muda a percepção daquilo que é razoável, as motivações, as racionalizações e os comportamentos

A seguinte história exemplifica os efeitos de uma situação indutora de desejo nas chances de traição:

João está comprometido, é honesto e cheio de boas intenções.

A namorada viajou, e ele resolve ir com os amigos a uma balada, “mas só pela companhia dos amigos, sem segundas intenções.”.

Chegando lá, o ambiente é contagiante. Todo mundo está em outro clima. A paquera está no ar, as olhadas, comentários insinuantes, abordagens e seduções rolam soltos.

A bebida vai soltando as suas inibições e aumentando a sua vontade de curtir a vida.

Uma mulher senta-se ao seu lado no bar e puxa assunto. Ele promete a si mesmo que só vai conversar amistosamente com aquela bonitona. O que tem de mal em uma conversa social e amistosa?

A bonitona, no entanto, tinha outras intenções. Ela é sutil. Não abre o jogo de cara. Mantem-se dentro dos limites sociais e amistosos, mas vai lançando sutilmente o seu charme.

João pensa: nada de mal em usufruir amistosamente essa dádiva da sorte e tirar alguns dividendos amorosos, sem passar os limites.

Isso dá chance para a mulher “trabalhar”: ela acabou de ganhar a chance de mostrar todo o seu charme e feminilidade dentro da moldura de um relacionamento amistoso.

À medida que João vai sendo afetado pelos efeitos da sedução e do álcool, a sua percepção vai mudando. Ele já não está tão certo se deve, quer ou precisa manter-se dentro dos limites definidos quando estava sóbrio e fora da magia da sedução criada pela moça!

“Que mal tem em uma flertadinha?'', pensa João! Essa flertadinha é logo correspondida e os flertadores passam a ampliar seus limites. Agora ficou mais difícil resistir.

Pronto! Eles começam a se beijar e logo saem para um lugar mais reservado….

O poder indutor das situações

As situações podem alterar nossas motivações, percepções, cognições e comportamentos.

O poder indutor das situações pode jogar a nosso favor ou contra nós.

Esse poder pode contribuir para a realização daquilo queremos fazer ou sentir como, por exemplo, afastar estados de espírito incômodos e estimular percepções libertadoras.

Esse poder contribuir para resultados negativos como a indução de estados de espírito negativos, comportamentos indesejáveis e minar nossas motivações positivas.

Tentações

Aqueles que gostam muito de doces, por exemplo, ficam mais motivados para comer quando veem uma sobremesa muito apetitosa, mesmo quando acabaram de fazer uma refeição muito bem servida, que saciou suas fomes

Problemas com traição? Procure a ajuda de um psicólogo

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Por Ailton Amélio às 11h57

02/07/2016

O ciúme realista é saudável, útil e universal

“CARA CIUMENTO''

“Eu estava sonhando com o passado
E meu coração estava batendo rápido
Eu comecei a perder o controle
Eu comecei a perder o controle
Eu não pretendia machucar você
Eu sinto muito por te fazer chorar
Eu não quis te machucar
Eu sou apenas um cara ciumento”

(Jelous Guy, John Lennon. Tradução: Vaga Lume: https://www.vagalume.com.br/john-lennon/jealous-guy-traducao.html)

 

Você sente ciúme? Não sinta culpa ou vergonha por isso: quando “realista”, esse sentimento é normal e razoável. O ciúme é como o medo, só os excessos são disfuncionais: falta de ciúme ou excesso de ciúme em ocasiões ameaçadoras, tal como  a falta ou excesso de medo, é que são prejudiciais.

Segundo os psicólogos israelenses Ayala Pines e Elliot Aronson, pesquisadores desse tema, o ciúme pode ser definido como “Um “complexo de pensamentos, sentimentos e ações que são provocados por ameaças à existência ou à qualidade do relacionamento, que é disparado pela percepção da atração, real ou potencial, entre o parceiro e um rival (imaginário ou real)”.1

Ciúme preventivo, retaliador ou reequilibrador

Segundo teóricos da sociobiologia, o ciúme realista funciona de forma preventiva ou retalhadora frente às ameaças ao relacionamento amoroso ou à sua qualidade. Essas ameaças são apresentadas pelas interferências de um possível rival. Essas ações motivadas pelo ciume realista ajudam a proteger o relacionamento.

O ciúme preventivo  motiva ações que visam a restrição da exposição do parceiro à situações que aumentam as chances de traição (frequentar locais propícios ao envolvimento com possíveis rivais, usar roupas provocantes, flertar com possíveis rivais, etc.).

O ciúme retaliador motiva ações punitivas da traição (trair também, romper o relacionamento, denunciar o rival para a sua companheira, etc.).

O ciúme reequilibrador motiva ações que visam o aumento da segurança e autoestima do enciumado.

Este tipo de função do ciúme pode ser confundido com a retaliação.

A retaliação tem como objetivo a vingança da traição e agressão ao traidor ou ao rival.

As ações reequilibradoras do ciúme visam reestabelecer a autoestima e a segurança do enciumado.

Por exemplo, o enciumado pode procurar uma nova parceira por um, ou mais que um, dos seguintes motivos:

– Isso melhora sua autoestima: a sua namorada estava trocando-o pelo rival. O enciumado estava se sentindo inferiorizado. Agora, ele sente-se querido e valorizado pela nova parceira.

– Isso amplia o seu leque de opções. Antes da nova parceira, ele dependia exclusivamente da sua namorada: “Todas as moedas no mesmo cesto”!

– A atração que sente pela nova parceira diminui a atração que sentia pela parceira. Esta não é mais sua única fonte de atenção, romance e desejos.

Fatos sobre o ciúme

Embora haja variações nos resultados das pesquisas, algumas das evidências mais frequentes que elas encontraram indicam que:

– O ciúme é experimentado por quase todas as pessoas, em quase todas as culturas e em todas as épocas.

– Várias pesquisas constataram que quase todo mundo já sentiu ciúme alguma vez na vida.  

– 54% das pessoas pesquisadas por Pines e Aronson se declararam ciumentas.

– Homens e mulheres experienciam o ciúme de forma muito semelhante.

-Existe uma grande similaridade quanto aos evocadores de ciúme nas pessoas que compartilham a mesma cultura.  Idem para os correlatos (sentir raiva, medo, inadequação, etc.) e consequências do ciúme (aumento na tendência para agredir o parceiro, para pagar da mesma moeda, para atacar o rival, etc.),

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Por Ailton Amélio às 09h58

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

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