Blog do Ailton Amélio

Busca

29/08/2016

Se você não é o "Rei da Cocada Preta", seus relacionamentos abertos durarão pouco

Relacionamentos abertos são aqueles nos quais não há exclusividade sexual e romântica entre os parceiros.
Muita bobagem tem sido escrita sobre esse tipo de relacionamento. Os autores dessas bobagens apregoam que a aceitação desse tipo de relacionamento é um sinal de maturidade, que um parceiro não pode restringir o outro, que relacionamento amoroso não deve ser baseado em posse, que cada um pode ter o relacionamento do tipo que quiser com outros parceiros, etc.

Maria e Ricardo têm um casamento aberto. Frequentemente cada um deles sai com outros possíveis parceiros e, eventualmente, fazem sexo com eles.
Nestas saídas, eles conhecem, se envolvem e transam com outras pessoas. Algumas dessas pessoas se tornam companhias usuais. Quando é bom, por que não se repetir o encontro e fazer dele um hábito?
Quando começam a entrosar e a gostar de novos parceiros, eles começaram a se perguntar: porque continuar com o parceiro original? A companhia desses outros parceiros se tornou mais interessante e divertida do que a companhia do parceiro original. O relacionamento com este parceiro está chegando ao fim.

Estudos mostraram que, em média, casamentos abertos duram bem menos do que relacionamentos onde há vários tipos de exclusividade entre os parceiros.
O motivo é muito simples: os parceiros de relacionamentos abertos logo acabam encontrando e se ligando a outros parceiros e, por isso, deixam os originais.

Continue a ler no meu novo blog: http://ailtonamelio.blogosfera.uol.com.br



Por Ailton Amélio às 10h06

22/08/2016

Neste artigo vamos analisar um fenômeno intrigante: muita gente se apaixona e mantêm relacionamentos com pessoas pouco qualificadas e, até, negativas e danosas. Outras se esforçam tanto para conquistar e manter relacionamentos e fracassam! Afinal, o é necessário para atrair, conquistar, desenvolver e manter relacionamentos? Todos aqueles cuidados que os manuais de relacionamento e livros de autoajuda prescrevem não têm a eficácia que apregoam? Veremos que outros fatores atuam para causar o sucesso ou o fracasso do relacionamento.

  Qualidades desejadas nos futuros filhos não influenciam muito os amores das grávidas pelos bebês

Meus alunos de pós-graduação pediram para mulheres grávidas que fizessem uma lista das características que gostariam que seus filhos tivessem. Montamos uma lista única com todas essas características citadas individualmente pelas mulheres e pedimos para outro grupo de grávidas que ordenassem tais características, segundo suas importâncias, e depois que dessem uma nota de importância para cada uma delas.
A lita final não surpreendeu muito: as mães queriam um filho saudável, bonito, inteligente, sociável, etc.
O mais interessante veio depois: após o nascimento, todas essas mães se ligaram fortemente aos seus filhos, independentemente do quanto eles correspondiam ao que elas desejavam nos futuros bebês! Embora as mães soubesse muito bem como gostariam que seus filhos fossem, elas acabaram gostando deles, mesmo que não nasciam com as características que elas gostariam que tivessem.
Ou seja, o amor das mães são construções preexistentes nelas e não depende das características dos filhos. Basta que estes atendam exigências mínimas (bebês e filhotinhos de outras espécies já nascem com os requisitos mínimos para disparar o amor das mães e de humanos: todos os filhotes têm cabeça grande em relação ao corpo, membros curtos, emitem sons de apelo, etc.).
Parte do amor já está pré-armado nas futuras mamães: elas têm concepções, fantasias expectativas sobre “a magia da maternidade”. Em parte, esses mecanismos são predisposições genéticas e, em parte, são moldados pela cultura que endeusa o papel de mãe. Todas as histórias ouvidas e assistidas em filmes e novelas validam e formatam o papel de mãe.
Da mesma forma, muitos adultos já têm em si “um grande amor para dar”, e o desaguar desse amor não depende muito das características do parceiro. Sabe aquelas listinhas de características desejáveis em parceiros amorosos? Pois é! Elas enumeram características desejáveis do parceiro, mas não são características imprescindíveis para o nascimento do amor, tal como as características desejáveis dos futuros bebês não são imprescindíveis para despertar o amor materno quando eles nascerem!
Os mecanismos disparadores do amor filial, do amor por animaizinhos adotados, pela pátria, por vários tipos de deuses e entidades também já é, em boa parte, pré-existente naqueles que amarão assim que se depararem com as condições mínimas para que isso aconteça.

O combo amoroso

Problemas para atrair parceiros, desenvolver e manter relacionamentos amorosos? Procure a ajuda de um psicólogo.

CONTINUE A LER NO MEU NOVO BLOG: http://ailtonamelio.blogosfera.uol.com.br/2016/08/20/combo-amoroso-quem-voce-e-pode-ser-mais-importante-do-que-como-voce-se-relaciona/

 

Por Ailton Amélio às 10h22

10/08/2016

Quando as mulheres usam iscas sexuais para tentar encontrar parceiros romênticos

Joelma já tem certa idade: as suas contemporâneas já começaram a ter os primeiros netos. As suas amigas da mesma faixa etária, que estão disponíveis, têm bastantes dificuldades para iniciar novos relacionamentos.
Embora Joelma faça uso do melhor que a medicina estética e a cosmetologia podem oferecer, o passar dos anos e os maus hábitos (muita bebida, cigarro, noitadas insones na gandaia….) deixaram suas marcas: dá para perceber sua idade verdadeira.
A idade em si não seria um problema, se ela quisesse relacionamento com homens de idades compatíveis com a sua. Mas ela prefere atrair homens bem mais jovens e, para isso, usa iscas sexuais para atrai-los.
Joelma também não é boa para paquerar. Não sabe flertar de longe e nem durante a conversa. Por isso, não atrai desconhecidos à distância (o que deve ocorrer em locais de paquera entre desconhecidos) e não consegue manter o clima romântico dos encontros: as suas conversas são desinteressantes e ela não apresenta comportamentos não verbais eficientes para criar o clima de flerte.
Apesar de tudo isso, a sua vida amorosa é bastante agitada! Qual o seu segredo? Ela aprendeu a usar “iscas sexuais” para atrair muitos possíveis parceiros. Por isso, “não passa vontade”.

Sexo como isca

Certas mulheres, como Joelma, descobriram um artifício muito eficiente para atrair homens: insinuar sexo. Essa insinuação pode ser realizada através de palavras (Joelma tem a boca mais suja do que aqueles sargentões estereotipados de filmes americanos! Rs), abordagem de assuntos sexuais de forma liberal (ela participa de grupos no Whatsapp que compartilha sacanagens), vestuário ousado e uso de desenhos postados em aplicativos de encontros que insinuam liberalidades sexuais. Funciona muito bem. Esse tipo de isca atrai uma ampla gama de homens: desde os menos qualificados, passando pelos tão qualificados quanto e incluindo os mais qualificados do que aqueles que elas são capazes de atrair para um relacionamento mais amplo e duradouro. A maioria delas, diante de tanta oferta de pretendentes, obviamente, prefere os homens mais qualificados que aqueles elas poderiam atrair para fins de relacionamento mais amplo.

Vantagens e perigos do uso de iscas sexuais

Esse tipo de isca é altamente eficiente para atrair homens interessados em sexo. Por outro lado, esse tipo de isca apresenta perigos para quem o usa e para quem é por ele atraído. Se ela e eles quizessem apenas sexo, tudo bem: ela atrairia muitos homens, escolheria os mais atraentes e transaria à vontade. Eles ficariam satisfeitos com essa dádiva!
No entanto, Joelma, além de sexo, também quer relacionamento profundo e duradouro. Este seu segundo objetivo é continuamente frustrado. Ela não é a parceira que grande parte dos homens que topariam relacionamento escolheria para essa finalidade. Eles se aproximaram dela simplesmente porque foram atraídos pela oferta de sexo fácil e liberal. Eles não admiram e não confiam em mulheres que usam esse tipo de artifício sexual e depois querem relacionamento. Eles costumam se referir a elas de forma jocosa.
Esse tipo de isca é perigoso. A atração é só sexual. Não provoca a aproximação de natureza romântica ou amistosa. Posteriormente, as ausências de ingredientes importantes do amor impedem a evolução e o aprofundamento do relacionamento. Satisfeito o desejo sexual, a vontade do parceiro é dormir, ir embora ou ficar distante. Alguns encontros depois, diminui a novidade do novo caso e volta a necessidade de novas excitações para ambos os parceiros: encontrar novos parceiros, sair com as amigas para locais de paquera, etc. O relacionamento está chegando ao fim…Relacionamento só baseado em interesse sexual não se sustenta!

Eles voltarão a procurá-la de tempos em tempos, quando “estiverem a perigo”,  não tiverem nada melhor ou quando a passagem do tempo degradar a sensação de rotina e superficialidade que o relacionamento com ela apresenta.

Quando esse tipo de isca funciona para instalar relacionamentos românticos

Quando a mulher tem qualidades que são rapidamente reveladas nos encontros criados através das iscas sexuais, há chance do homem se prender amorosamente. Ele foi atraído por um motivo (sexo), mas acabou ficando por outros (feminilidade, boa conversa, capacidade de aproveitar coisas boas da vida, etc.). Ele, no entanto, terá dificuldades para confiar nela.

Esse envolvimento amoroso por parte do homem, no entanto, só acontece se a mulher não tiver características que a coloquem fora da zona admissível para relacionamentos mais amplos e profundos para o recém atraído. Por exemplo, se a idade dela estiver muito além daquela admissível pelo parceiro, não adianta ela possuir outras qualidades. Essa característica é eliminatória para o parceiro e, por isso, não é compensável por outras qualidades.

Ela desperta mais desejo do que romance. Aliás, o fato dela carregar nas iscas para despertar o desejo sexual ofusca, ainda mais, seus parcos dotes para despertar romance. O holofote das insinuações sexuais captura a atenção do parceiro e, assim, ele não vê as suas outras qualidades.

CONTINUE A LER NO MEU BLOG:

http://ailtonamelio.blogosfera.uol.com.br/2016/08/06/quando-as-mulheres-usam-iscas-sexuais-para-tentar-atrair-parceiros-romanticos/

Por Ailton Amélio às 11h25

Sobre o autor

Ailton
Amélio

é psicólogo
clínico,

doutor em Psicologia e professor do Instituto de Psicologia da USP. Autor dos livros "Relacionamento amoroso" (Publifolha), "Para viver um grande amor" (Editora Gente) e "O mapa do amor" (Editora Gente).

Sobre o blog

Um blog sobre relacionamento amoroso e comunicação interpessoal.

Histórico